Título do Trabalho
EDUCAÇÃO AMBIENTAL E JUSTIÇA CLIMÁTICA: O PAPEL DAS PLANTAS MEDICINAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL
Autores
  • NICOLAS BARBOSA SANTOS
  • Arthur Pereira José Rodrigues
  • VAGNER VIANA SILVA
  • Rafael Ribeiro Pimentel
  • Lilian Couto Cordeiro Estolano
  • Bruno Cardoso de Menezes Bahia
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Educação
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1317219-educacao-ambiental-e-justica-climatica--o-papel-das-plantas-medicinais-no-ensino-fundamental
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Plantas Medicinais, Educação Ambiental, Justiça Climática, Ensino de Ciências, Saberes Tradicionais, Interdisciplinaridade, PIBID
Resumo
Texto Educação Ambiental e Justiça Climática: O Papel das Plantas Medicinais no Ensino Fundamental As plantas medicinais são definidas como “qualquer espécie vegetal usada com a finalidade de prevenir e tratar doenças ou de aliviar sintomas de uma doença”(1), sendo reconhecidamente importantes para os povos tradicionais. Esse tema oferece um potencial pedagógico significativo quando aplicado nas escolas por meio de uma abordagem social e interdisciplinar, permitindo não apenas o resgate de saberes ancestrais, mas também a valorização da cultura local e a articulação entre conhecimentos científicos e populares. Como destacam, “a temática das plantas medicinais pode possibilitar aos alunos um ensino contextualizado que ratifica e valoriza os seus conhecimentos populares”(4), além de favorecer um diálogo entre esses saberes e o conhecimento científico. Dessa forma, a inserção desse tema no ambiente escolar contribui para uma educação mais crítica, dialógica e comprometida com a realidade sociocultural dos estudantes. Junto com isso, a justiça climática entra no tema de forma interdisciplinar, sendo um tema que impacta muito os saberes dos povos tradicionais, como destacado na publicação “Quem Precisa de Justiça Climática no Brasil?”: “a população marginalizada em seus direitos sociais, econômicos, culturais, políticos e institucionais é mais vulnerável aos efeitos climáticos”(3). Essa vulnerabilidade evidencia a necessidade de abordagens educacionais que não apenas reconheçam a importância desses saberes, mas também discutam criticamente as estruturas que perpetuam injustiças socioambientais. Diante do exposto, os bolsistas do Programa de Iniciação à Docência do curso de Licenciatura em Ciências Agrícolas (PIBID-LICA), desenvolveram uma atividade com o objetivo de aproximar os estudantes do sétimo ano das plantas medicinais que existem comumente na localidade onde eles residem e refletir como as mudanças climáticas podem afetar a vida deles e do reino vegetal na localidade. Essa atividade consistiu em dois momentos: No primeiro momento foi realizado uma palestra com os estudantes sobre a importâncias das plantas medicinais e os saberes tradicionais que essas plantas carregam, também foi abordado como as mudanças climáticas influenciam na vida das plantas e dos seres vivos. No segundo momento foi realizado uma oficina com a utilização de partes das plantas medicinais erva-cidreira, aroeira, alecrim, cana-do-brejo, colônia e ora-pro-nóbis, a técnica utilizada a fototipias que consiste no uso de tintas sobre as plantas e a impressão em uma superfície deixando assim as características das folhas que foram pintadas. Como resultado tivemos a interação dos alunos com as plantas medicinais e as descobertas dos usos dessas plantas associada a cura ou tratamento de algumas doenças, foi perceptível como a textura, o aroma das folhas e flores despertaram a curiosidade sobre o uso dessas plantas. Outro ponto que vale destacar é como os alunos fizeram associações do uso dessas plantas pelos mais velhos da família. Enfim, com a palestra e oficina foi notável os resultados intangíveis dessa prática pedagógica e a satisfação da aproximação dos alunos das plantas medicinais e como o fortalecimento de debate sobre as culturas e saberes tradicionais são importantes dentro da escola pública. Referências bibliográficas: 1. DI STASI, (DI STASI, L.C. Plantas medicinais: verdades e mentiras: o que os usuários e os profissionais de saúde precisam saber. São Paulo: UNESP, 2007, 133p) 2. PAULO FREIRE, (FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.) 3. SURUI, (SURUI, Txai. Entrevista por Ellen Acioli. In: LOUBACK, Andréia Coutinho (Coord.). Quem precisa de justiça climática no Brasil? Observatório do Clima, 2022. p. 20-72.) 4. BASSO E LOCATELLI, (BASSO, Eloisa; LOCATELLI, Aline. Plantas medicinais no ensino de Ciências à luz de um “Estado da Arte”. Revista de Produtos Educacionais e Pesquisas em Ensino, v. 4, n. 2, p. 183-209, 2020.)
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, NICOLAS BARBOSA et al.. EDUCAÇÃO AMBIENTAL E JUSTIÇA CLIMÁTICA: O PAPEL DAS PLANTAS MEDICINAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1317219-EDUCACAO-AMBIENTAL-E-JUSTICA-CLIMATICA--O-PAPEL-DAS-PLANTAS-MEDICINAIS-NO-ENSINO-FUNDAMENTAL. Acesso em: 28/05/2026

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