EVIDÊNCIAS PETROGRÁFICAS DE PROCESSOS MAGMÁTICOS DE SISTEMA ABERTO EM MEGACRISTAIS DE PLAGIOCLÁSIO EM BASALTOS PITANGA E URUBICI DA PROVÍNCIA MAGMÁTICA PARANÁ EM BURITIZAL - SP

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
EVIDÊNCIAS PETROGRÁFICAS DE PROCESSOS MAGMÁTICOS DE SISTEMA ABERTO EM MEGACRISTAIS DE PLAGIOCLÁSIO EM BASALTOS PITANGA E URUBICI DA PROVÍNCIA MAGMÁTICA PARANÁ EM BURITIZAL - SP
Autores
  • Enry Vilela Ribeiro Quinhones Araujo
  • Júlio César Lopes da Silva
  • Sérgio de Castro Valente
  • Alan Wanderley Albuquerque Miranda
  • Artur Corval
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Exatas e da Terra - GeoCiências
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1316508-evidencias-petrograficas-de-processos-magmaticos-de-sistema-aberto-em-megacristais-de-plagioclasio-em-basaltos-p
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
reabsorção pervasiva, superfície de dissolução, textura embayment, magmas-tipo Pitanga e Urubici
Resumo
Basaltos porfiríticos são compostos por megacristais em uma matriz vítrea e/ou cristalina com granulometria fina a muito fina. A matriz desta rocha vulcânica é formada pelo resfriamento rápido da lava na superfície terrestre. Já os megacristais têm origem em regimes de resfriamento lento em câmaras magmáticas, sendo transportados pelos magmas durante sua ascensão e extravasamento sob a forma de lava. O desequilíbrio químico provocado por processos de sistema aberto, como mistura de magmas e assimilação da rocha encaixante da câmara magmática, origina texturas nos megacristais diferentes daquelas geradas durante processos magmáticos em sistemas fechados. Este trabalho discute a hipótese da existência de processos de sistema aberto a partir da análise petrográfica de megacristais de plagioclásio em basaltos do tipo Pitanga e Urubici, na porção norte da Província Magmática Paraná, situados na região de Buritizal-SP. As amostras coletadas no trabalho de campo foram inicialmente descritas sob escala macroscópica. Posteriormente, as relações texturais entre megacristais de plagioclásio e a matriz da rocha, bem como as texturas dos próprios megacristais, foram estudadas sob o microscópio óptico. Três tipos de megacristais foram caracterizados a partir da descrição de aspectos como hábito, feições de dissolução, zonamento composicional e o contato cristal-matriz. Os megacristais do tipo A, encontrados no basalto Pitanga, são grossos (> 3 mm), com zonamento concêntrico oscilatório e com contato abrupto entre as zonas, sugerindo múltiplos estágios de crescimento. As zonas são subédricas, exceto algumas arredondadas que podem estar associadas a superfícies de dissolução. A textura sieve fina está restrita a uma zona próxima à borda do megacristal. Nas bordas, observa-se a textura embayment. Os megacristais do tipo B, também no basalto Pitanga, são médios (1–3 mm) com um núcleo com textura sieve grossa e borda subédrica. O limite entre estas zonas é abrupto. A textura sieve pode ter sido gerada por reabsorção pervasiva. Os megacristais do tipo C foram encontrados no basalto Urubici, são médios (2-3 mm) e apresentam um zonamento irregular de transição abrupta entre o núcleo e a borda. Esta borda é anédrica e com textura embayment; feições atribuídas ao desequilíbrio cristal-líquido magmático. O núcleo dos megacristais do tipo C exibe textura sieve fina parcial, indicando uma ação diferenciada de possíveis processos de reabsorção pervasiva. A formação dos megacristais de plagioclásio dos basaltos Pitanga e Urubici na área de estudo registraram os diferentes processos ocorridos, possivelmente de sistema magmático aberto, durante o tempo de residência dos magmas em câmara magmática. A diversidade e coexistência dessas texturas sugerem múltiplos eventos de desequilíbrio químico, seguidos por reequilíbrio, durante a residência dos magmas geradores das lavas extravasadas. Os processos de sistema aberto mais comumente associados às texturas dos três tipos de megacristais descritos são a mistura de magmas associada à recarga de câmaras magmáticas e assimilação das rochas encaixantes. Os dados de química mineral e de litogeoquímica que serão obtidos na próxima etapa da pesquisa serão usados em modelos matemáticos para testar a hipótese de ocorrência de sistemas magmáticos abertos, indicados pelo estudo petrográfico até aqui realizado. Estes modelos também permitirão discriminar qual dos processos de sistema aberto pode ter gerado as feições texturais de desequilíbrio dos megacristais dos basaltos Pitanga e Urubici na área de estudo. Financiador: Exxon Mobil Corporation (EXCO2 project, ANP: 24078-8; FAPUR: 29/23) a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ARAUJO, Enry Vilela Ribeiro Quinhones et al.. EVIDÊNCIAS PETROGRÁFICAS DE PROCESSOS MAGMÁTICOS DE SISTEMA ABERTO EM MEGACRISTAIS DE PLAGIOCLÁSIO EM BASALTOS PITANGA E URUBICI DA PROVÍNCIA MAGMÁTICA PARANÁ EM BURITIZAL - SP.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1316508-EVIDENCIAS-PETROGRAFICAS-DE-PROCESSOS-MAGMATICOS-DE-SISTEMA-ABERTO-EM-MEGACRISTAIS-DE-PLAGIOCLASIO-EM-BASALTOS-P. Acesso em: 28/05/2026

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