Título do Trabalho
POLÍTICAS PÚBLICAS DE ARBORIZAÇÃO URBANA NOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Autores
  • Maria Eduarda Antunes Martinez
  • Emanuel José Gomes de Araújo
  • Rafaella De Angeli Curto
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1316362-politicas-publicas-de-arborizacao-urbana-nos-municipios-do-estado-do-rio-de-janeiro
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Planejamento Urbano; Legislação Ambiental; Gestão Pública.
Resumo
A arborização urbana possui papel importante nas cidades, oferecendo benefícios ambientais e sociais, como a melhoria da qualidade do ar, a regulação microclimática, a redução de poluição e a valorização imobiliária, sendo um benefício para a qualidade de vida urbana. Entretanto, no Brasil, a gestão da vegetação urbana ainda apresenta desafios, com relação à ausência de atos normativos específicos e integrados, o que compromete o planejamento sustentável e a integração da arborização às políticas públicas locais. Nesse contexto, o estudo teve como objetivo identificar e analisar normas relacionadas à arborização urbana presentes nos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, com foco em Planos Diretores (PDs), Planos Diretores de Arborização Urbana (PDAUs) e Atos Normativos, avaliando sua abrangência e especificidade técnica. A metodologia utilizada foi de caráter documental, baseada em consultas aos sites dos órgãos municipais integrantes do Sisnama e a fontes digitais complementares, permitindo identificar e sistematizar os documentos em planilha. Esses documentos foram classificados em tópicos baseando-se nos assuntos abordados, como citação e conceito de arborização, critérios de arborização, parcelamento do solo/loteamento/edificação, plantio, poda, supressão/corte ou remoção, transplantio, imunidade ao corte, proibições, infrações, penalidades e compensação ambiental/substituição/replantio, além de características técnicas como inventários florestais, critérios de escolha de espécies e uso de georreferenciamento. Os resultados revelaram que 73 municípios possuem PDs disponíveis online, os quais 64 mencionam pelo menos algum dos tópicos analisados sobre a arborização urbana, embora a maioria dos tópicos abordados foram apenas uma “citação”, com poucas diretrizes técnicas detalhadas. Dentre os tópicos citados nos PDs, apenas cinco municípios se preocuparam em mencionar itens relacionados com a manutenção (poda, supressão, transplantio, imunidade ao corte e compensação), e os que buscaram tópicos referentes à implantação da arborização (plantio, critérios de arborização e parcelamento do solo/loteamento/edificação) foram 25 municípios, sendo em maioria (13) somente abordado sobre “critérios de arborização”. Em relação às “proibições” e “infrações e penalidades”, somente os municípios do Rio de Janeiro e de São José do Vale do Rio Preto abordaram o assunto. Apenas três municípios – Rio de Janeiro, São Gonçalo e Três Rios – apresentaram PDAUs publicados, com níveis de detalhamento diferentes, sendo o do Rio de Janeiro o mais abrangente, incluindo inventários georreferenciados e variáveis como equilíbrio da copa e fitossanidade. Com relação aos atos normativos, alguns municípios, como o Rio de Janeiro, apresentaram uma regulamentação detalhada, com normas específicas sobre poda e plantio, enquanto muitos municípios apresentam atos normativos limitados em termos de abrangência. O município do Rio de Janeiro também abordou imunidade ao corte e o manejo de espécies exóticas invasoras de forma mais detalhada. Os municípios de Nova Iguaçu e Maricá, introduziram práticas de compensação ambiental, por meio da "Moeda Verde" com a determinação de quantidades específicas de mudas a serem plantadas, com base no diâmetro das árvores suprimidas. Na análise, observa-se ainda que a integração com normas técnicas nacionais, como a ABNT NBR 16246-1 (1), é rara, destacando-se apenas o município do Rio de Janeiro, evidenciando padronização. Apesar da relevância ambiental e social da arborização urbana, os municípios fluminenses carecem de políticas públicas abrangentes e mais técnicas, capazes de orientar tanto o manejo quanto a expansão planejada da cobertura arbórea. Conclui-se, portanto, que é necessário fortalecer o papel dos PDs, PDAUs e Atos Normativos como instrumentos estratégicos de gestão ambiental urbana, ampliando a normatização de aspectos como plantio, monitoramento contínuo, uso de indicadores técnicos e incentivo à arborização. 1. Referêcia 1. ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16246-1:2018. Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas em áreas urbanas – Parte 1: Poda. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MARTINEZ, Maria Eduarda Antunes; ARAÚJO, Emanuel José Gomes de; CURTO, Rafaella De Angeli. POLÍTICAS PÚBLICAS DE ARBORIZAÇÃO URBANA NOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1316362-POLITICAS-PUBLICAS-DE-ARBORIZACAO-URBANA-NOS-MUNICIPIOS-DO-ESTADO-DO-RIO-DE-JANEIRO. Acesso em: 28/05/2026

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