CINEMA-HISTÓRIA E DITADURA MILITAR NO BRASIL: EMBATE DE MEMÓRIAS EM AINDA ESTOU AQUI E 1964: O BRASIL ENTRE ARMAS E LIVROS.

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
CINEMA-HISTÓRIA E DITADURA MILITAR NO BRASIL: EMBATE DE MEMÓRIAS EM AINDA ESTOU AQUI E 1964: O BRASIL ENTRE ARMAS E LIVROS.
Autores
  • Javier Matias Estepa Ortiz
  • Prof. Dr. José D'Assunção Barros
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - História
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1315260-cinema-historia-e-ditadura-militar-no-brasil--embate-de-memorias-em-ainda-estou-aqui-e-1964--o-brasil-entre-arma
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Cinema-História, Ditadura Militar, Memórias, Presente.
Resumo
A ditadura militar tem sido, nos últimos 10 anos, fonte de grande debate. As memórias favoráveis à ditadura sobreviveram subterraneamente, de maneira não oficial após a redemocratização (Reis, 2014). Com as crises dos governos progressistas, elas encontraram espaço para ressurgirem. Em 2015, a produtora Brasil Paralelo foi fundada com a ideia de fornecer material ideológico através do audiovisual, para fundamentar a nova direita. É neste ponto que cinema e história convergem na pesquisa. Nos últimos anos, dois filmes de grande expressão trataram da ditadura militar: 1964: O Brasil entre armas e livros (2019), dirigido por Lucas Ferrugem e Felipe Valerim; e Ainda estou aqui (2024), de Walter Salles. Eles expressam, respectivamente, a dinâmica de uma ótica relativista e memorialística crítica sobre a ditadura. A questão que orienta o trabalho é identificar a natureza e as tensões narrativas nas fontes. Objetiva-se, com isso, entender os fios condutores que regem cada uma das narrativas e como elas podem se relacionar com o presente político do país. A hipótese levantada é a de que as obras cinematográficas contempladas neste trabalho, comparadas, apresentam em seus conteúdos memórias em disputa sobre o que foi a ditadura militar. Dessa forma, os passados passam a ser prismados através de diferentes molduras históricas que veem com apreensão os acontecimentos políticos recentes no primeiro filme, e põem em risco o rumo democrático do país no último. Quanto às metodologias que empregamos, tratando-se de duas linguagens cinematográficas distintas - um documentário que pretende estabelecer uma “verdade histórica”, e um drama memorialístico -, analisamos o primeiro a partir da crítica e o rigor de um debate histórico acadêmico, junto às representações e narrativas estabelecidas através do audiovisual. Analisamos o segundo através da semiótica e das representações estabelecidas pelo cineasta, além de estar atento aos elementos musicais, cênicos e de roteiro. Utilizamos também fontes de lateralidade que se relacionam com o próprio circuito cinematográfico de produção e divulgação de ambos os longas. Como por exemplo, críticas feitas aos longas e entrevistas dos realizadores (Barros, 2012). O critério para a coleta das fontes consistiu em analisar a recepção dos longas e os debates que suscitaram, com o objetivo de compreender o panorama geral das produções. Foram levadas em conta também fontes jornalísticas que abordam o contexto político e os usos da memória da ditadura militar no Brasil. A seleção dessas fontes priorizou aquelas que documentam o emprego dessa memória a partir de 2015 em manifestações como protestos e discursos parlamentares. Isso nos ajuda a reconstruir o panorama de disputas políticas acerca da ditadura militar no país no período, cruzando os debates com os discursos estabelecidos nas fontes. Seguimos também as orientações de José D’assunção Barros (2012) ao dizer que a metodologia deve adequar-se à linguagem cinematográfica. Consideram-se assim elementos imagéticos, sonoros, cênicos e intencionais que compõem seu discurso específico. Yashinishi (2020) defende decompor o filme para reconstruí-lo com interpretações. Para isso, usamos um fichamento sistematizado com elementos da linguagem cinematográfica citados, contemplando, por exemplo, trilhas sonoras e ações cênicas, fizemos isso em forma de texto corrido. Atestamos que o filme 1964: o Brasil entre armas e livros utiliza-se de elementos de relativização do passado militar para legitimar as ações da nova direita frente ao processo político atual. O filme Ainda estou aqui reconstrói as violências e arbitrariedades cometidas pelo Estado brasileiro no período militar. Conclui-se que ambos os filmes apresentam reflexos dos debates políticos recentes acerca da ditadura configurando a oposição entre a perspectiva relativista do documentário 1964: O Brasil entre armas e livros e a perspectiva memorialística crítica de Ainda Estou aqui.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ORTIZ, Javier Matias Estepa; BARROS, Prof. Dr. José D'Assunção. CINEMA-HISTÓRIA E DITADURA MILITAR NO BRASIL: EMBATE DE MEMÓRIAS EM AINDA ESTOU AQUI E 1964: O BRASIL ENTRE ARMAS E LIVROS... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1315260-CINEMA-HISTORIA-E-DITADURA-MILITAR-NO-BRASIL--EMBATE-DE-MEMORIAS-EM-AINDA-ESTOU-AQUI-E-1964--O-BRASIL-ENTRE-ARMA. Acesso em: 28/05/2026

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