VARIAÇÃO NA PRODUÇÃO E PERFIL QUÍMICO DO ÓLEO ESSENCIAL PALMAROSA EM DIFERENTES ESTAÇÕES DO ANO

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
VARIAÇÃO NA PRODUÇÃO E PERFIL QUÍMICO DO ÓLEO ESSENCIAL PALMAROSA EM DIFERENTES ESTAÇÕES DO ANO
Autores
  • Mayara Berbert Lucas
  • Douglas Figueredo Dos Reis Pinheiro
  • Vitoria Lopes Gomes
  • Diego da Paixão Alves
  • Mariana Emerick Silva
  • Dr. Andre Marques dos Santos
  • MARCO ANDRE ALVES DE SOUZA
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Agronomia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1314515-variacao-na-producao-e-perfil-quimico-do-oleo-essencial-palmarosa-em-diferentes-estacoes-do-ano
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Sazonalidade, Cymbopogon martinii, Geraniol.
Resumo
Cymbopogon martinii , palmarosa (PR), é uma espécie cujo óleo essencial (OE) é valorizado pelo alto teor de geraniol, um monoterpeno com propriedades antimicrobianas, antioxidantes, e suas aplicações no setor de fragrâncias (1). A produção e perfil químico do OE pode ser influenciada por fatores ambientais, como temperatura, luminosidade, umidade e regime hídrico, os quais variam ao longo das estações do ano (2). As variações sazonais podem promover alterações significativas tanto na concentração de constituintes majoritários quanto nos componentes de menor concentração, o que pode comprometer a padronização química, a qualidade final do produto e sua conformidade com as diretrizes regulatórias vigentes. A qualidade e o rendimento do óleo essencial (OE) de palmarosa constituem parâmetros determinantes para sua valorização comercial, sobretudo diante do aumento da demanda por produtos naturais. Nesse contexto, os setores industriais priorizam matérias-primas padronizadas, a fim de garantir segurança, eficácia e competitividade no mercado. De acordo com a norma ISO 4727:2021, a concentração de geraniol, deve situar-se entre 77% e 85%, o que reforça a necessidade de estudos voltados à caracterização química e ao controle de qualidade desse produto. Considerando que as estações do ano podem influenciar significativamente a produção quanto o perfil químico do OE de palmarosa, torna-se necessário investigar essas variações, para garantir sua padronização e atender as exigências normativas. O objetivo deste estudo foi avaliar a estabilidade e a variação da produção de folhas, teor, rendimento e perfil químico do OE do material genético de PR, em diferentes estações do ano, disponível no setor de plantas aromáticas e medicinais da UFRRJ, buscando compreender os impactos dos fatores sazonais sobre a qualidade do OE. Em uma densidade de 8333 e 16667 plantas/ha e todas as estações tiveram produções de palmarosa. As colheitas ocorreram quando as espiguetas se apresentaram douradas, num intervalo de aproximadamente 4 meses, sendo nos meses de abril e setembro de 2023 e janeiro, junho e outubro de 2024 e fevereiro de 2025. As folhas foram colhidas e o OE foi extraído por arraste a vapor por 1 hora em um destilador D10-Linax. Foram registrados: produção de biomassa (t/ha), teor % (v/m) e produção de OE (L/ha). A análise foi feita por CG-EM. A quantificação das substâncias se baseou na área dos picos, com normalização interna com octanoato de metila, e expressa em %. A identificação foi feita por índice de retenção e comparação dos espectros de massa com banco de dados e literatura. A produção de folhas variou entre 1,9 t/ha (04/23) e 16,9 t/ha (10/24). O teor de OE oscilou entre 0,2% e 0,4%, com pico em junho/24. A maior produção de OE por hectare foi registrada em out/24 (51 L/ha) e 02/25 (27 L/ha). A análise por CG-EM e CG-DIC indicou o geraniol como composto predominante (77%–79%) em todas as amostras. Apesar das oscilações na produção, a composição química manteve-se estável, conforme a ISO 4727:2021. A PR apresentou maior produção de biomassa e OE em 10/24, quando se observou o maior rendimento foliar (16,9 t/ha) e a maior produção de OE por hectare (51 L/ha). Apesar das oscilações sazonais na quantidade de OE e na biomassa, a composição química se manteve estável, com geraniol se mantendo como composto majoritário em todas as amostras, estando dentro dos parâmetros estabelecidos pela indústria. 1. SÁ, R. E. e col..Geraniol, um componente dos óleos essenciais de plantas – um mapeamento científico de suas propriedades farmacológicas. Research, Society and Development, v. 10, n. 12, e508101220805, 2021. 2. MORAIS LAS. 2009. Influência dos fatores abióticos na composição química dos óleos essenciais. Horticultura Brasileira 27: S4050 S4063.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LUCAS, Mayara Berbert et al.. VARIAÇÃO NA PRODUÇÃO E PERFIL QUÍMICO DO ÓLEO ESSENCIAL PALMAROSA EM DIFERENTES ESTAÇÕES DO ANO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1314515-VARIACAO-NA-PRODUCAO-E-PERFIL-QUIMICO-DO-OLEO-ESSENCIAL-PALMAROSA-EM-DIFERENTES-ESTACOES-DO-ANO. Acesso em: 25/05/2026

Trabalho

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