ALFORRIA BATISMAL: A REGENERAÇÃO DO CATIVEIRO PELA PALAVRA NA ÁGUA (RIO DE JANEIRO, SÉCULO XVIII).

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
ALFORRIA BATISMAL: A REGENERAÇÃO DO CATIVEIRO PELA PALAVRA NA ÁGUA (RIO DE JANEIRO, SÉCULO XVIII).
Autores
  • Mateus Barbosa da Nóbrega
  • Roberto Guedes Ferreira
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - História
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1313318-alforria-batismal--a-regeneracao-do-cativeiro-pela-palavra-na-agua-(rio-de-janeiro-seculo-xviii)
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Escravidão; Alforria; Batismo; Rio de Janeiro; Século XVIII.
Resumo
Mateus Barbosa da Nóbrega¹; Roberto Guedes Ferreira². 1. Bolsista PIBIC FAPERJ e discente do curso de Licenciatura em História, IM/UFRRJ; 2. Professor do Departamento de História/IM/UFRRJ. Baseado no projeto “Cativos, alforriados e senhores: construtores da escravidão e da liberdade (Rio de Janeiro, século XVIII)”, coordenado pelo professor Roberto Guedes Ferreira, temporalizado no século XVIII, a pesquisa analisa alforrias de pia, que são as alforrias concedidas no ato de batismo, presentes em livros de registro de batismos. O trabalho tem como objetivo compreender as alforrias de pia pelo viés da espiritualidade e da religião em uma monarquia católica. Ao mesmo tempo, considerando que se trata de uma sociedade escravista, a alforria de pia é um meio de analisar a mobilidade social, pois implica em deixar de ser escravo e se tornar forro. Sendo assim, religiosidade e mobilidade social andavam juntas. Em geral, nas atas de batismo, ao concederem a alforria, os senhores diziam que o faziam “de livre vontade e sem constrangimento algum”, “por amor a Deus”, e outras expressões contidas em fontes de época. Pode-se, portanto, analisar a mentalidade religiosa que servia de lastro para que tais alforrias fossem possíveis dentro do contexto daquela sociedade. A metodologia utilizada se faz de acordo com o material de pesquisa, no caso os registros de batismo que contêm alforrias de pia. Tendo como instrumento o software de computador denominado Microsoft Excel, foram formulados bancos de dados com registros de tal natureza, relativos ao século XVIII, , oriundos de freguesias tanto da cidade do Rio de Janeiro quanto de outras paróquias do chamado Recôncavo da Guanabara. Por tal metodologia, constatou-se que, em relação ao número total de registros, as alforrias de pia eram pouco frequentes, o que levou a mesma pesquisa a traçar uma análise qualitativa, em vez de quantitativa. A partir deste ponto, em consonância com a documentação canônica e catequética de época, tais como, respectivamente, o Catecismo Romano (1566), promulgado como resultado do Concílio de Trento (1545-1563), e as Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia, promulgadas pelo então arcebispo D. Sebastião Monteiro da Vide em 1707 e impressas em 1719, foi possível relacionar tal tipo de alforria com a mentalidade sacramental católica. CATECISMO ROMANO. Catecismo Romano: o catecismo do Concílio de Trento; tradução de Frei Leopoldo Pires Martins, O. F. M. 1 ed. São Paulo, SP: Castela Editorial, 2020. FERREIRA, Roberto Guedes. Na Pia Batismal: Família e Compadrio entre Escravos na Freguesia de São José do Rio de Janeiro (Primeira Metade do Século XIX). 2000. Dissertação (Mestrado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2000. FERREIRA, Roberto Guedes; SOARES, Moisés Peixoto. Fontes paroquiais, qualidades da escravidão, mestiçagens e mobilidade social (Rio de Janeiro, Século XVIII), 2023, ISSN: 24468215 HESPANHA, António Manuel. Imbecillitas: as bem-aventuranças da inferioridade nas sociedades de Antigo Regime. São Paulo: Belo Horizonte: Annablume, UFMG, 2010. OLIVEIRA, Anderson José Machado de. Igreja e escravidão africana no Brasil Colonial. Cadernos de Ciências Humanas - Especiaria, v. 10, n. 18, p. 355-387, jul.-dez. 2007. PEIXOTO, Moisés. Mulheres escravas: trabalho, alforria e mobilidade social (Piedade de Iguaçu e Santo Antônio de Jacutinga, Rio de Janeiro, 1780-1870). Curitiba: Appris, 2022. SOARES, Márcio de Sousa. A remissão do cativeiro: Alforrias e liberdades nos Campos dos Goitacases (1750-1830). 2006. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2006. VIDE, Sebastião Monteiro da. Constituições primeiras do Arcebispado da Bahia / feitas e ordenadas pelo ilustríssimo e reverendíssimo D. Sebastião Monteiro da Vide. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2011.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NÓBREGA, Mateus Barbosa da; FERREIRA, Roberto Guedes. ALFORRIA BATISMAL: A REGENERAÇÃO DO CATIVEIRO PELA PALAVRA NA ÁGUA (RIO DE JANEIRO, SÉCULO XVIII)... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1313318-ALFORRIA-BATISMAL--A-REGENERACAO-DO-CATIVEIRO-PELA-PALAVRA-NA-AGUA-(RIO-DE-JANEIRO-SECULO-XVIII). Acesso em: 25/05/2026

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