AVALIAÇÃO DE PROTOCOLOS DE DESINFESTAÇÃO NA GERMINAÇÃO IN VITRO DE SEMENTES DE PSIDIUM MYRTOIDES O. BERG (MYRTACEAE)

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
AVALIAÇÃO DE PROTOCOLOS DE DESINFESTAÇÃO NA GERMINAÇÃO IN VITRO DE SEMENTES DE PSIDIUM MYRTOIDES O. BERG (MYRTACEAE)
Autores
  • Clarissa Carvalho Santana
  • Natane Amaral Miranda Padua
  • Maria Elizabeth Fernandes Correia
  • Juliana Müller Freire
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1311521-avaliacao-de-protocolos-de-desinfestacao-na-germinacao-in-vitro-de-sementes-de-psidium-myrtoides-o-berg-(myrtac
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
propagação in vitro, micropropagação, conservação de espécies nativas, araçá-roxo
Resumo
Psidium myrtoides O. Berg, conhecido como araçá-roxo, é uma espécie nativa da família Myrtaceae com ampla distribuição nos biomas brasileiros e importância farmacológica e ecológica, possuindo potencial para uso em programas de restauração. A micropropagação e o cultivo in vitro representam alternativas eficientes para a produção de mudas uniformes, livres de contaminação e adaptáveis a diferentes finalidades, mas a fase de estabelecimento ainda constitui um desafio, sobretudo devido à elevada taxa de contaminações em sementes e tecidos vegetais. Assim, o presente estudo teve como objetivos investigar pela primeira vez, possíveis protocolos eficientes para a desinfestação de sementes de P. myrtoides e avaliar o desempenho da germinação in vitro. O experimento foi conduzido no Laboratório de Recursos Genéticos Florestais do Núcleo de Biotecnologia Florestal, no Instituto de Florestas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, no período de abril a junho de 2025. Foram utilizadas sementes coletadas em árvore matriz localizada na Embrapa Agrobiologia, em Seropédica, RJ, submetidas a quatro tratamentos: T1 – álcool 70% (1 min) + hipoclorito de sódio a 1% (10 min); T2 – álcool 70% (1 min) + hipoclorito de sódio a 2% (10 min); T3 – álcool 70% (1 min) + hipoclorito de sódio a 2,5% (10 min); e T4 – ácido sulfúrico a 96% (10 min). Após a desinfestação, as sementes foram inoculadas em meio Murashige e Skoog (MS), em delineamento inteiramente casualizado, com oito repetições. As avaliações de contaminação e germinação ocorreram em quatro monitoramentos quinzenais, e os dados foram analisados, respectivamente, no software de planilha eletrônica Excel, submetidos à análise descritiva, e no ambiente computacional R por ANOVA e teste de Tukey (p < 0,05). Os resultados de germinação demonstraram ausência de diferenças estatísticas significativas entre os tratamentos (p = 0,116). O tratamento T2 apresentou porcentagem média de germinação de 79,17%, aliado a baixa contaminação (12,5%). O tratamento T4, embora tenha eliminado completamente os contaminantes (0%), resultou em germinação reduzida (37,5%), possivelmente devido a efeitos fitotóxicos do ácido sulfúrico. Os tratamentos T1 e T3 apresentaram germinações intermediárias (58,33% e 52,38%, respectivamente), também com taxa de contaminação de 12,5%. O elevado coeficiente de variação (CV = 58,6%) e o tempo prolongado de germinação, superior a 30 dias, sugerem a presença de dormência nas sementes, que pode ser física, fisiológica ou morfológica. Essa condição justifica a variabilidade observada e a ausência de diferenças significativas entre os tratamentos com hipoclorito. Assim, pode-se concluir que o uso de álcool 70% seguido de hipoclorito de sódio, em concentrações de 1 a 2,5%, é adequado para a desinfestação de sementes de P. myrtoides, garantindo equilíbrio entre assepsia e viabilidade germinativa in vitro. Contudo, estudos futuros devem investigar testes de superação de dormência, como escarificação ou aplicação de reguladores de crescimento (GA3), a fim de otimizar a germinação e consolidar protocolos aplicáveis à conservação e à produção em escala dessa espécie nativa de relevância ecológica e econômica. Além disso, considerando a longa demora germinativa observada, sugerem-se também investigações voltadas à multiplicação in vitro de gemas e propágulos, de modo a avaliar o potencial da espécie para propagação vegetativa, o que pode representar uma alternativa viável para acelerar sua produção e aplicação em programas de restauração.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTANA, Clarissa Carvalho et al.. AVALIAÇÃO DE PROTOCOLOS DE DESINFESTAÇÃO NA GERMINAÇÃO IN VITRO DE SEMENTES DE PSIDIUM MYRTOIDES O. BERG (MYRTACEAE).. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1311521-AVALIACAO-DE-PROTOCOLOS-DE-DESINFESTACAO-NA-GERMINACAO-IN-VITRO-DE-SEMENTES-DE-PSIDIUM-MYRTOIDES-O-BERG-(MYRTAC. Acesso em: 25/05/2026

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