Título do Trabalho
ANÁLISE DA SILOGÍSTICA ARISTOTÉLICA: CLÁSSICA OU NÃO-CLÁSSICA?
Autores
  • Jefferson França da Silva
  • Alessandro Bandeira Duarte
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Filosofia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1307707-analise-da-silogistica-aristotelica--classica-ou-nao-classica
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Aristóteles, Silogismo, Relevância, Princípio de Identidade, Princípio da Explosão, Monotonicidade.
Resumo
A lógica de Aristóteles, exposta em seu Organon, especialmente nos Analíticos Anteriores, é o alicerce do pensamento dedutivo ocidental. A sua teoria do silogismo dominou o campo da lógica por mais de dois milênios. Contudo, com o surgimento da lógica matemática, novas perspectivas surgiram, desafiando a hegemonia do sistema aristotélico. Um questionamento intrigante surge a partir de determinadas análises, como a de James Willard Oliver, na seção 3 de seu artigo “Formal fallacies and other invalid arguments”, que aponta que as regras silogísticas não seriam condições necessárias de validade, usando argumentos com duas premissas negativas para demonstrar isso. Este resumo se propõe a explorar a tese de que a lógica de Aristóteles, com sua ênfase na necessidade e na conexão entre as proposições, estaria mais alinhada com as preocupações da lógica relevante do que com as da lógica clássica moderna. A análise tentará abordar a questão da monotonicidade e o problema da aparente redundância de conclusões como "Todo A é A", defenderá que a compreensão aristotélica do Princípio de Identidade confere a essa inferência um significado profundo que a distingue das tautologias vazias da lógica moderna e como Aristóteles rejeita o Princípio da Explosão (Ex Falso Quodlibet). A metodologia adotada consiste em uma análise textual e conceitual dos Analíticos Anteriores e da Metafísica, comparando a silogística aristotélica com os princípios da lógica clássica e relevante. O resultado da pesquisa indica que a rejeição de Aristóteles a argumentos com premissas contraditórias, como "Algum A é não-idêntico a si mesmo", é uma negação fundamental do Princípio da Explosão (Ex Falso Quodlibet) antes mesmo que a lógica relevante o formalizasse. Para Aristóteles, uma contradição é o fim do discurso racional, e não um ponto de partida para inferências. A monotonicidade, por sua vez, não é vista como uma falha, pois o silogismo é uma estrutura fechada e auto-suficiente: premissas externas são simplesmente irrelevantes para o argumento. A discussão aprofunda essa ideia, argumentando que a validade, para Aristóteles, é intrínseca à conexão de conteúdo dos termos, mediada pelo termo médio. O sistema de Aristóteles, ao rejeitar o que Oliver consideraria um argumento "válido" em um contexto clássico, demonstra uma prioridade filosófica por inferências significativas. Portanto, embora Aristóteles não tenha desenvolvido uma lógica relevante em seu sentido contemporâneo, a análise de seus princípios fundamentais demonstra que ele é um precursor crucial dessa linha de pensamento. Sua exigência de que o silogismo produza uma conclusão "distinta" das premissas, seu foco na conexão necessária de termos e seu repúdio implícito a inferências baseadas na irrelevância e na contradição evidenciam que ele valorizava uma forma de inferência onde a validade é intrinsecamente ligada à relevância do conteúdo. O sistema de Aristóteles, enraizado na ideia de que a inferência lógica deve ser sobre a conexão genuína entre as coisas, oferece um contraponto poderoso às abordagens puramente formais que se seguiram.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Jefferson França da; DUARTE, Alessandro Bandeira. ANÁLISE DA SILOGÍSTICA ARISTOTÉLICA: CLÁSSICA OU NÃO-CLÁSSICA?.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1307707-ANALISE-DA-SILOGISTICA-ARISTOTELICA--CLASSICA-OU-NAO-CLASSICA. Acesso em: 25/05/2026

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