VOZES FEMININAS E RESISTÊNCIA NA LITERATURA AFRICANA LUSÓFONA: UM ESTUDO COMPARATIVO DO LUGAR DA MULHER NAS LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
VOZES FEMININAS E RESISTÊNCIA NA LITERATURA AFRICANA LUSÓFONA: UM ESTUDO COMPARATIVO DO LUGAR DA MULHER NAS LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA
Autores
  • LUISA DA SILVA MOLEZOM
  • Luís Carlos Alves de Melo
Modalidade
Resumo
Área temática
Linguística, Letras e Artes - Letras
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1307565-vozes-femininas-e-resistencia-na-literatura-africana-lusofona--um-estudo-comparativo-do-lugar-da-mulher-nas-lite
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Literaturas Africanas de Língua Portuguesa; Vozes femininas; Memória; Identidade Cultural; Resistência.
Resumo
O presente estudo analisou de forma comparada o modo como as vozes femininas são representadas em diferentes perspectivas no contexto das literaturas africanas de língua portuguesa e de que forma tais representações são elaboradas literariamente. Para tanto, utilizamos como corpus literário as obras: Niketche (2021), da escritora moçambicana Paulina Chiziane, A Última Tragédia (2011) do escritor guineense Abdulai Sila, A Candidata (2012) da caboverdiana Vera Duarte e A Rainha Ginga (2014), do angolano José Eduardo Agualusa, Angola). À luz dos estudos culturais, o corpus literário foi escolhido por evidenciar, em diferentes contextos nacionais, questões centrais como identidade, colonialismo, resistência e protagonismo feminino, constituindo narrativas que dialogam com processos históricos de opressão e emancipação. A pesquisa, de caráter qualitativo e bibliográfico, foi fundamentada em perspectivas teóricas e estudos que problematizam os legados coloniais e as formas de resistência cultural e formação identitária. Nesse sentido, dialogamos com Césaire (1978), Fanon (1968), Mudimbe (2013), Boahen (2010), Spivak (2010), Leite (2012), Chaves e Macedo (2006), Carvalhal (2007), Hall (2011), entre outras autores que destacaram as especificidades das literaturas africanas de língua portuguesa como espaços de inscrição da diferença e de contestação. No exame das obras, observamos que Niketche problematizou a poligamia e a condição feminina em Moçambique, contrapondo tradição e modernidade e revelando a solidariedade entre mulheres como mecanismo de resistência. A Última Tragédia evidenciou o apagamento identitário e a opressão colonial em Guiné-Bissau, ressaltando a exploração dos corpos femininos e a imposição religiosa como mecanismos de dominação. Em A Candidata, o destaque se deu pela luta da mulher cabo-verdiana pela inserção política e pela justiça social, representando a passagem do espaço privado para o público como forma de emancipação. Já A Rainha Ginga reconstruiu ficcionalmente a figura histórica de Nzinga Mbande, rainha angolana que desafiou o poder colonial e simbolizou a liderança feminina em meio ao embate entre culturas africanas e europeias. Os resultados demonstraram que, embora situadas em contextos específicos, as quatro narrativas convergem na desconstrução de discursos coloniais e patriarcais, bem como na valorização das identidades africanas. Nesse sentido, concluímos que o conjunto de romances analisados projeta a mulher não apenas como vítima de estruturas de opressão, mas como sujeito histórico e político capaz de reconfigurar práticas de resistência, o que nos leva a afirmar que as literaturas africanas de língua portuguesa se constituem como um espaço de memórias, denúncias e transformações que se reafirma através de um processo de resistência constante e permanente.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MOLEZOM, LUISA DA SILVA; MELO, Luís Carlos Alves de. VOZES FEMININAS E RESISTÊNCIA NA LITERATURA AFRICANA LUSÓFONA: UM ESTUDO COMPARATIVO DO LUGAR DA MULHER NAS LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1307565-VOZES-FEMININAS-E-RESISTENCIA-NA-LITERATURA-AFRICANA-LUSOFONA--UM-ESTUDO-COMPARATIVO-DO-LUGAR-DA-MULHER-NAS-LITE. Acesso em: 25/05/2026

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