Título do Trabalho
PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E O ATENDIMENTO À CRECHE NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Autores
  • Max da Costa Araújo Silva
  • Flavia Glicerio Chaves
  • Monique De Figueiredo Pagels
  • ANELISE MONTEIRO DO NASCIMENTO (UFRRJ)
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Educação
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1307545-plano-nacional-de-educacao-e-o-atendimento-a-creche-no-estado-do-rio-de-janeiro
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Plano Nacional de Educação (PNE); educação infantil; creche; pré-escola; políticas públicas educacionais; Meta 1.
Resumo
O presente trabalho apresenta um recorte da pesquisa de Iniciação Científica (IC) desenvolvida com apoio da Faperj (2025), cujo objetivo é analisar a implementação da Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024). Essa meta estabeleceu a universalização da pré-escola para crianças de 4 e 5 anos e a ampliação da oferta em creches para, no mínimo, 50% das crianças de 0 a 3 anos. Com o encerramento do decênio, torna-se essencial avaliar avanços e desafios, subsidiando novas estratégias para o PNE 2025. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada na análise documental de dados oficiais do INEP, MEC e portal “PNE em Movimento”, referentes a 2014-2018. A interpretação segue referenciais teóricos em políticas públicas, equidade educacional e primeira infância, com destaque para Rosemberg (2017) e Campos et al. (2020). Essa perspectiva possibilita leitura crítica dos avanços e entraves que marcaram a implementação da Meta 1. A justificativa da pesquisa está na escassez de análises nacionais sobre políticas de educação infantil, especialmente no contexto de formulação do novo PNE. Os resultados apontam avanços na pré-escola. Em 2022, 94,8% das crianças de 4 e 5 anos estavam matriculadas, aproximando-se da universalização prevista, embora aquém do prazo inicial de 2016. A obrigatoriedade da matrícula contribuiu para que municípios priorizassem essa etapa, reforçando a importância de políticas de expansão da oferta. Contudo, essa ampliação ocorreu em muitos casos em detrimento das creches. No que se refere às crianças de 0 a 3 anos, a taxa de atendimento foi de 37,3% em 2022, distante da meta de 50%. A limitação é agravada por desigualdades regionais: enquanto Sul e Sudeste se aproximam ou superam 40% de cobertura, Norte e Nordeste não alcançam 30%. Tais disparidades revelam barreiras estruturais e socioespaciais que dificultam o acesso equitativo à educação infantil. A análise regional reforça essas desigualdades: Sul (45,5%) e Sudeste (41,6%) estão mais próximas da meta para creches, enquanto Norte (27,5%) e Nordeste (31,2%) apresentam índices menores. Entre 2014 e 2023, a matrícula de crianças de 4 e 5 anos se aproximou da universalização, evidenciando êxito da política para essa faixa etária. Já o atendimento das crianças de 0 a 3 anos permanece abaixo dos 50%, com fortes desigualdades regionais. Nos estados do Sudeste, São Paulo superou a meta de 50% em creches, alcançando 53,2%, resultado de estratégias como ampliação da rede pública e parcerias. Minas Gerais (37,5%) e Rio de Janeiro (37,9%) não atingiram a meta, revelando fragilidades em seus processos de acompanhamento. No Rio, a aprovação tardia do Plano Estadual de Educação (2022) comprometeu a efetividade das ações. Na Baixada Fluminense, a situação é mais desafiadora: em 2022, apenas 16,85% das crianças de 0 a 3 anos estavam em creches. Dos treze municípios, só três ampliaram vagas, enquanto cinco reduziram o atendimento, evidenciando retrocessos e a distância entre a lei e a realidade em regiões de maior vulnerabilidade social. Conclui-se que a ampliação de vagas, embora necessária, não garante sozinha o direito pleno à educação infantil. O aumento da cobertura precisa vir acompanhado da valorização dos profissionais, melhoria da infraestrutura, implementação de currículos adequados e inclusão de crianças de grupos historicamente marginalizados. Outro aspecto central é o fortalecimento do regime de colaboração entre União, estados e municípios. Para que a expansão seja efetiva e transforme a realidade educacional do país, é imprescindível que políticas públicas sejam aprimoradas, considerando não apenas a quantidade de vagas, mas também a qualidade e equidade no atendimento. O compromisso com a primeira infância exige financiamento adequado, gestão eficiente e estratégias de inclusão e desenvolvimento integral, assegurando que a educação infantil cumpra plenamente sua função social.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Max da Costa Araújo et al.. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E O ATENDIMENTO À CRECHE NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1307545-PLANO-NACIONAL-DE-EDUCACAO-E-O-ATENDIMENTO-A-CRECHE-NO-ESTADO-DO-RIO-DE-JANEIRO. Acesso em: 25/05/2026

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