Título do Trabalho
AVALIAÇÕES HISTOPATOLÓGICA E HISTOQUÍMICA DE MASTOCITOMAS CUTÂNEO E SUBCUTÂNEO EM CÃES
Autores
  • Luiza Vieira do Carmo
  • vivian de assunção nogueira carvalho
  • Gabriela de Carvalho Cid
  • Raquel Rangel Teles Nunes Valcacio
  • Paula Dias Retamero
  • Ticiana do Nascimento França
  • Adriano De Sales Araujo
  • Thiago Souza Costa
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1297587-avaliacoes-histopatologica-e-histoquimica-de-mastocitomas-cutaneo-e-subcutaneo-em-caes
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
neoplasia; oncologia; metacromasia; azul de toluidina; patologia animal.
Resumo
O mastocitoma é uma neoplasia cutânea frequente em cães, caracterizada pela proliferação desordenada de mastócitos e reconhecida por uma ampla variação no comportamento biológico, desde formas bem diferenciadas, de baixo potencial metastático até variantes agressivas e com elevada capacidade infiltrativa e de disseminação. Embora a classificação histopatológica seja um dos principais parâmetros utilizados na rotina diagnóstica, tumores pouco diferenciados podem exigir técnicas histoquímicas específicas a fim de elucidar o diagnóstico e auxiliar em um prognóstico mais preciso. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo realizar a avaliação histopatológica e histoquímica de mastocitomas cutâneos e subcutâneos em cães e buscou comparar padrões de crescimento, grau tumoral e intensidade de marcação, com vistas a contribuir para a compreensão das peculiaridades dessas variantes. Foram selecionadas amostras de mastocitomas previamente diagnosticados em 16 cães atendidos no Hospital Veterinário de Pequenos Animais da UFRRJ, as quais foram submetidas a cortes histológicos corados por hematoxilina e eosina e azul de toluidina. Desse grupo, 25% pertenciam à raça Bulldog Francês; 25% eram animais sem raça definida (SRD); 18,75% pertenciam à raça Pitbull; enquanto 31,25% pertenciam à outras raças (6,25% Fox Paulistinha; 6,25% Labrador; 6,25% Pinscher; 6,25% Golden Retriever; 6,25% Pastor Alemão). Foi possível observar uma frequência aumentada em Bulldogs Franceses e Pit Bulls, o que pode sugerir variações geográficas ou populacionais nos padrões de predisposição racial dos mastocitomas. Quanto ao sexo, 68,75% dos animais eram fêmeas e 31,25% eram machos. As idades variaram de 3 anos e 9 meses a 14 anos, com média em torno de 8 a 10 anos, faixa etária compatível com a maior incidência de mastocitomas na literatura. Quanto à distribuição anatômica das lesões, houve grande diversidade, com predomínio de nódulos localizados nos membros pélvicos, região inguinal, perivulvar e dorso. Alguns animais apresentaram múltiplas lesões cutâneas ou subcutâneas simultaneamente (25%), enquanto outros apresentaram apenas um nódulo isolado (75%). A presença de múltiplas lesões, pode estar relacionada à disseminação tumoral ou a um comportamento biológico mais agressivo. Na graduação histopatológica dos tumores, observou-se predomínio de mastocitomas de grau II segundo Patnaik, baixo grau conforme a classificação de Kiupel (81,25% dos casos). As margens cirúrgicas foram avaliadas e foi um critério fundamental no estudo, sendo observadas margens livres na maior parte dos casos (87,5%) devido à análise no transcirúrgico, o que confere um prognóstico mais favorável. A análise histoquímica pelo azul de toluidina permitiu a visualização da metacromasia, associada ao conteúdo granular dos mastócitos, possibilitando a distinção de áreas com maior ou menor densidade de grânulos. Os mastocitomas cutâneos apresentaram ampla variabilidade morfológica, incluindo casos de graus mais elevados, enquanto os mastocitomas subcutâneos mostraram padrão predominantemente bem diferenciado, com menor pleomorfismo celular. Na histoquímica, observou-se que a intensidade da metacromasia foi heterogênea, com casos de marcação difusa e intensa, contrastando com áreas de fraca reatividade, especialmente em tumores menos diferenciados. Essa variabilidade sugere correlação entre o grau de diferenciação celular e a preservação dos grânulos citoplasmáticos, refletindo no padrão de coloração. Os dados indicam que, embora ambos os tipos compartilhem características comuns, os mastocitomas cutâneos demonstraram maior diversidade quanto ao grau tumoral e ao padrão infiltrativo, enquanto os subcutâneos mantiveram perfil mais uniforme e de menor agressividade, corroborando dados prévios da literatura. Conclui-se que a avaliação de parâmetros histopatológicos e histoquímicos é fundamental para caracterizar adequadamente as diferentes variantes do mastocitoma, oferecendo subsídios relevantes para o prognóstico e a tomada de decisões terapêuticas.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CARMO, Luiza Vieira do et al.. AVALIAÇÕES HISTOPATOLÓGICA E HISTOQUÍMICA DE MASTOCITOMAS CUTÂNEO E SUBCUTÂNEO EM CÃES.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1297587-AVALIACOES-HISTOPATOLOGICA-E-HISTOQUIMICA-DE-MASTOCITOMAS-CUTANEO-E-SUBCUTANEO-EM-CAES. Acesso em: 22/05/2026

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