A INCLUSÃO DE JOVENS COM DEFICIÊNCIA NO ENSINO MÉDIO TÉCNICO TECNOLÓGICO - CTUR UFRRJ: DAS PRÁTICAS EDUCACIONAIS À EFETIVA INCLUSÃO SOCIAL

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
A INCLUSÃO DE JOVENS COM DEFICIÊNCIA NO ENSINO MÉDIO TÉCNICO TECNOLÓGICO - CTUR UFRRJ: DAS PRÁTICAS EDUCACIONAIS À EFETIVA INCLUSÃO SOCIAL
Autores
  • Crislany Vitoria de Souza de Andrade
  • Carline Santos Borges
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Educação
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1294339-a-inclusao-de-jovens-com-deficiencia-no-ensino-medio-tecnico-tecnologico---ctur-ufrrj--das-praticas-educacionais
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Acessibilidade. Inclusão. Empregabilidade. Educação.
Resumo
A inclusão de indivíduos com deficiência no mercado de trabalho ainda é uma questão complexa, marcada por desafios que vão desde a falta de acessibilidade até preconceitos e barreiras atitudinais enraizadas na cultura organizacional. Por esse motivo, através da presente pesquisa, tem-se como objetivo analisar como as escolas de Ensino Médio têm atuado e direcionado esse grupo, especificamente o Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - CTUR, considerando as práticas pedagógicas voltadas para a autonomia na vida adulta, a transição para o mundo do trabalho e o ingresso no Ensino Superior. A opção por investigar o Ensino Médio e o processo de transição para a vida adulta fundamenta-se na necessidade de assegurar os direitos das pessoas com deficiência em áreas como educação e trabalho (1). Pois, embora, tais direitos estejam legalmente garantidos, ainda persistem barreiras significativas, especialmente no acesso e permanência no mercado de trabalho (2). Assim, a temática foi desenvolvida a partir da observação, de forma participativa, das práticas cotidianas do CTUR, registrando ações pedagógicas que favorecem a inclusão e a transição para a vida pós-escolar, no acesso ao mundo do trabalho e no ingresso no Ensino Superior. Para a realização da pesquisa, foi escolhida a abordagem qualitativa unida ao Estudo de Caso, sendo associado a análise de documentos oficiais e vigentes na área da Educação Especial. Foram selecionados como sujeitos da pesquisa uma professora do Atendimento Educacional Especializado - AEE, profissionais da Educação que atuam no Colégio referido e uma estudante, público da Educação Especial, matriculada no 3º ano do Ensino Médio Técnico, a seleção desses sujeitos é relevante, pois permite analisar o processo de inclusão escolar e atuação da escola no desenvolvimento do estudante, visando a vida pós escolar, a partir de múltiplas perspectivas. As falas foram gravadas no celular e registradas em diário de campo, posteriormente, os áudios foram transcritos para análise dos dados. Assim, a pesquisa revelou que, ainda na Educação Básica, é essencial que a escola incentive a autonomia e as habilidades dos estudantes, sobretudo daqueles com deficiência. A professora de AEE iniciou suas atividades este ano atendendo 29 alunos divididos agrupados de acordo com as especificidades, relata que “ainda temos muito a avançar, porém a atuação colaborativa tem potencializado a implementação de práticas mais inclusivas nos cursos profissionalizantes”. Algumas das ações desenvolvidas são o Rastreio Preliminar de Acessibilidade, o Estudo de Caso e a Flexibilização Curricular, garantindo adaptações pedagógicas sem depender exclusivamente de laudos médicos. Nas falas é enfatizado a importância de desenvolver a autonomia dos estudantes: “é bom a gente também deixar livre e potencializar esse aluno”. Também se destaca a parceria com os professores: “temos aqui doutores e pós-doutores em Química, Física, Engenharia... mas o AEE chega nesse sentido de acessibilizar. Desse olhar como suporte.” A relação com as famílias também se mostrou fundamental. A estudante entrevistada reforçou esse apoio: “o papai e a mamãe me motivaram bastante”. Ela ainda ressaltou a relevância do CTUR em sua trajetória: “eu consegui começar a concretizar o que eu queria, que era pesquisar, estudar animais e plantas. Por isso que eu escolhi o CTUR”. Dessa forma, concluiu-se que o AEE desempenha papel estratégico para a inclusão escolar, assegurando acesso ao currículo e participação efetiva. E ainda, o CTUR se consolida como referência em práticas pedagógicas inclusivas e na preparação de estudantes com deficiência para a vida acadêmica, profissional e social, contribuindo para uma sociedade mais justa. 1 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. 2 SILVA, N. et al. Inclusão profissional de pessoas com deficiência no mercado de trabalho competitivo. Revista Ciência e Extensão, 2011.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ANDRADE, Crislany Vitoria de Souza de; BORGES, Carline Santos. A INCLUSÃO DE JOVENS COM DEFICIÊNCIA NO ENSINO MÉDIO TÉCNICO TECNOLÓGICO - CTUR UFRRJ: DAS PRÁTICAS EDUCACIONAIS À EFETIVA INCLUSÃO SOCIAL.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1294339-A-INCLUSAO-DE-JOVENS-COM-DEFICIENCIA-NO-ENSINO-MEDIO-TECNICO-TECNOLOGICO---CTUR-UFRRJ--DAS-PRATICAS-EDUCACIONAIS. Acesso em: 22/05/2026

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