ESTUDO RETROSPECTIVO DOS ACHADOS LABORATORIAIS DE CÃES COM TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL (TVT) DIAGNOSTICADOS E TRATADOS NO SETOR DE ONCOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ)

Publicado em 22/04/2025 - ISBN: 978-65-272-1295-9

Título do Trabalho
ESTUDO RETROSPECTIVO DOS ACHADOS LABORATORIAIS DE CÃES COM TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL (TVT) DIAGNOSTICADOS E TRATADOS NO SETOR DE ONCOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ)
Autores
  • Victoria Caroline De Almeida Marques
  • Stephanie Cardoso Da Silva
  • Bruna Sampaio Martins Land Manier
  • Thiago Souza Costa
  • Julio Israel Fernandes
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
22/04/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/939160-estudo-retrospectivo-dos-achados-laboratoriais-de-caes-com-tumor-venereo-transmissivel-(tvt)-diagnosticados-e-tra
ISBN
978-65-272-1295-9
Palavras-Chave
Anemia, Hematologia, Imunossupressão, Neoplasia, Vincristina
Resumo
O tumor venéreo transmissível (TVT) é uma neoplasia comum em cães errantes e semi-domiciliados, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil. A transmissão ocorre por contato de células neoplásicas de cães doentes para cães sadios, ocasionando sinais clínicos como: desconforto, dor, anemia, hematúria e lesões ulceradas. O diagnóstico é realizado por exames citopatológicos e/ou histopatológicos. O tratamento de escolha é a quimioterapia com sulfato de vincristina, administrada a cada 7 dias, durante 4 a 6 semanas. A avaliação clínica e laboratorial deve ser realizada antes do tratamento e a cada sessão de quimioterapia, devido aos efeitos mielotóxicos que levam a alterações como anemia, trombocitopenia e leucopenia (neutropenia), impactando a continuidade do tratamento. Este trabalho objetivou reunir informações do hemograma e bioquímica (uréia, creatinina, TGO, TGP, fósforo, fosfatase alcalina, GGT, proteína total e frações e bilirrubina total e frações), caracterizando as principais alterações laboratoriais de cães atendidos no Serviço de Oncologia da UFRRJ portadores de TVT, antes e após o tratamento com sulfato de vincristina. O estudo foi aprovado pela CEUA (6571120122). Foi realizada uma análise quantitativa dos dados através das fichas de atendimento e exames laboratoriais de 10 cães diagnosticados e tratados com TVT, sem restrições de raça, sexo e idade e excluindo os que não receberam alta médica. A amostra foi composta por 50% machos e 50% fêmeas, com média de idade de 4,8 anos, sendo 90% sem raça definida, corroborando com a literatura. Verificou-se que 60% (6/10) dos cães foram resgatados, 20% (2/10) eram semi-domiciliados, 10% (1/10) conviviam com uma grande população de cães e 10% (1/10) não informaram essa condição. O TVT é descrito com maior incidência em áreas onde há cães errantes, semi-domiciliados ou que residem em regiões com grande quantidade de cães abandonados. O controle de ectoparasitas e verminoses não era realizado em 70% (7/10) dos casos. Durante exame físico, 30% dos animais estavam infestados por pulgas e carrapatos. Além disso, 40% (4/10) eram positivos para Erlichiose canina sendo tratados com doxiciclina. O número de sessões de quimioterapia para alta clínica variou entre 4 e 6 aplicações. Dois (2/10) dos animais receberam 4 sessões, um animal (1/10) 5 sessões e sete (7/10) 6 sessões. Dois animais interromperam a quimioterapia, ambos na terceira sessão: um por fuga e outro por sinais clínicos de gastroenterite e pancreatite relacionadas à quimioterapia, retornando posteriormente. A trombocitopenia foi observada em 90% do plaquetograma dos animais tratados, geralmente associada à presença de hemoparasitas, aumento do consumo ou sequestro plaquetário, e efeitos do quimioterápico. Dentre as comorbidades associadas, um dos animais apresentava parasitismo por Dioctophyme renale, e outro apresentava lesões ulceradas com miíase. Antes do tratamento, os exames mostraram anemia normocítica normocrômica em 60% (6/10) dos casos, hiperproteinemia em 70% (7/10), hipoalbuminemia 60% (6/10) e hiperglobulinemia 90% (9/10). Após o tratamento, 40% (4/10) dos cães apresentaram leucopenia e 100% desenvolveram neutropenia relacionada à mielotoxicidade da vincristina. Processos inflamatórios, infecciosos e neoplásicos são causas de hiperproteinemia devido à hipoalbuminemia e hiperglobulinemia, corroborando com as alterações encontradas em 70% (7/10) dos exames realizados após o tratamento. Conclui-se, que animais com TVT frequentemente apresentam infecções parasitárias associadas à neoplasia, por isso a necessidade de realização de avaliação laboratorial previamente a aplicação de cada quimioterapia. Os achados laboratoriais podem ser devido à neoplasia e/ou uso do quimioterápico, podendo ser agravados por hemoparasitoses, evidenciando a importância da realização destes exames, para avaliar possíveis efeitos adversos ao tratamento e as alterações provocadas por infecções parasitárias.
Título do Evento
XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2024) & V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2024)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MARQUES, Victoria Caroline De Almeida et al.. ESTUDO RETROSPECTIVO DOS ACHADOS LABORATORIAIS DE CÃES COM TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL (TVT) DIAGNOSTICADOS E TRATADOS NO SETOR DE ONCOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ).. In: Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/939160-ESTUDO-RETROSPECTIVO-DOS-ACHADOS-LABORATORIAIS-DE-CAES-COM-TUMOR-VENEREO-TRANSMISSIVEL-(TVT)-DIAGNOSTICADOS-E-TRA. Acesso em: 28/05/2026

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