Título do Trabalho
HIPERTENSÃO E ATIVIDADE FÍSICA AUTORREFERIDA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA UFRRJ
Autores
  • Lucas Rodrigues Silva
  • Aldair José de Oliveira
  • Anderson Luiz Bezerra da Silveira
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências da Saúde - Educação Física
Data de Publicação
22/04/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/931787-hipertensao-e-atividade-fisica-autorreferida-dos-servidores-publicos-da-ufrrj
ISBN
978-65-272-1295-9
Palavras-Chave
Atividade Física, Hipertensão Arterial, Saúde Cardiovascular, Servidores Públicos
Resumo
A saúde cardiovascular está em destaque como um fator de preocupação epidemiológica. A diminuição dos níveis de atividade física (AF), juntamente com o envelhecimento da população, contribui significativamente para o desenvolvimento de patologias associadas a esse sistema em grande parte da população. A hipertensão arterial (HA) se destaca dentre as patologias mais comuns do sistema cardiovascular. O objetivo deste trabalho foi classificar os níveis de pressão arterial dos servidores e quantificar o número de hipertensos autorreferidos, bem como daqueles que tiveram seus valores de pressão arterial (PA) registrados durante o estudo. Além disso, buscou-se entender a relação entre os níveis de atividade física e de HA entre os servidores. Os dados foram recolhidos do Estudo Longitudinal de Determinantes de Atividade Física (ELDAF), este aprovado no comitê de ética em pesquisa da Universidade Salgado de Oliveira (número 4.082.122 e CAAE: 56224716.2.0000.5289 em 10 de junho de 2020), e analisados no software GraphPad Prism (8.0.2). Um total de 316 servidores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, docentes e técnicos administrativos de ambos os sexos, que não fumaram cigarro nos últimos 30 minutos e relataram não ter ingerido café, foram questionados sobre ter ou não hipertensão e praticar ou não AF, posteriormente tiveram suas pressões registradas três vezes, com um intervalo de um minuto entre cada aferição. As medidas foram realizadas enquanto os participantes estavam sentados e sem incômodos que pudessem interferir nos resultados. A média das últimas duas medições, tanto sistólica quanto diastólica, foram utilizadas para definir as respectivas pressões arteriais médias. As pressões foram classificadas conforme as normas da Sociedade Brasileira de Cardiologia (Barroso et al., 2021). As classificações foram posteriormente agrupadas em dois grupos: não hipertensos (PAS =139 e PAD =89) e hipertensos (PAS =140 e/ou PAD =90) para a avaliação em relação com a hipertensão autorreferida. De acordo com os pontos de corte, 19,3% (n=61) dos servidores foram identificados como hipertensos, sendo 13,61% (n=43) com hipertensão em estágio 1. As mulheres apresentaram pressões relativamente mais baixas do que os homens, com 60,3% (n=82) delas classificadas como tendo pressão ótima. O percentual de hipertensos autorreferidos foi de 27,22% (n=86) dos servidores. A hipertensão autorreferida revelou que 21,88% (n=56) dos servidores que não apresentaram pressão arterial acima das classificações hipertensivas relataram ser hipertensos. O inverso também foi observado entre os servidores classificados como hipertensos cujas pressões foram aferidas, 50,82% (n=31), afirmaram não se enquadrar nesse quadro clínico. Apesar de 57,91% (n=183) dos servidores relatarem praticar AF, um valor consideravelmente acima das expectativas mais recentes, ainda há um número elevado de indivíduos que não incluem essa prática em seu cotidiano 42,09% (n=133). Entre os servidores não hipertensos por aferição, 41,18% (n=105) não praticavam AF, enquanto entre os hipertensos esse percentual foi de 45,9% (n=28). Apesar da prática de AF estar nos padrões para a sociedade brasileira (IBGE, 2020) e não terem sidas estabelecidas relações entre a AF e a HA é esperado que se aumente esse quantitativo, principalmente em populações de risco como a hipertensa. Observou-se que não havia coesão entre a PA aferida e a autorreferida, o que levanta a questão da necessidade de um método mais rigoroso para a análise de casos hipertensivos nesta população, como a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), a fim de obter estimativas mais precisas e menos conflitantes permitindo assim o controle da evolução epidemiológica da doença e saúde cardiovascular entre os servidores. 1. BARROSO, W. K. S. et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq. Bras. Cardiol., [s. l.], v. 116, n. 3, p. 516–658, 2021. 2. IBGE. Pesquisa Nacional de Saúde 2019. Rio de Janeiro, RJ: IBGE, 2020.
Título do Evento
XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2024) & V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2024)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Lucas Rodrigues; OLIVEIRA, Aldair José de; SILVEIRA, Anderson Luiz Bezerra da. HIPERTENSÃO E ATIVIDADE FÍSICA AUTORREFERIDA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA UFRRJ.. In: Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/931787-HIPERTENSAO-E-ATIVIDADE-FISICA-AUTORREFERIDA-DOS-SERVIDORES-PUBLICOS-DA-UFRRJ. Acesso em: 07/12/2025

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