COLÁGENO TIPO I A PARTIR DA TÍBIA BOVINA: PROCESSO DE OBTENÇÃO E PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS, ESTRUTURAIS E TÉRMICAS

Publicado em 22/04/2025 - ISBN: 978-65-272-1295-9

Título do Trabalho
COLÁGENO TIPO I A PARTIR DA TÍBIA BOVINA: PROCESSO DE OBTENÇÃO E PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS, ESTRUTURAIS E TÉRMICAS
Autores
  • Letícia de Souza Freitas de Oliveira
  • VANESSA BIANCARDI
  • Antonio Renato Bigansolli
  • Everaldo Zonta
  • Maria Ivone Martins Jacintho Barbosa
  • Louise Emy Kurozawa
  • José Lucena Barbosa Junior
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos
Data de Publicação
22/04/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/931292-colageno-tipo-i-a-partir-da-tibia-bovina--processo-de-obtencao-e-propriedades-fisico-quimicas-estruturais-e-term
ISBN
978-65-272-1295-9
Palavras-Chave
Osso, colágeno tipo I, produto, hidrólise, nitrogênio, TGA, FTIR, MEV, EDS
Resumo
Tíbia bovina é fonte de colágeno tipo I (COL I), cujo potencial biotecnológico tem sido subaproveitado devido à resistência natural do osso aos métodos convencionais de extração. No entanto, o valor de mercado do COL I está em ascensão, especialmente para a indústria de alimentos, devido às suas propriedades de biocompatibilidade que permitem sua incorporação em diversos produtos proteicos, promovendo inovação e desenvolvimento. Isso destaca a importância de estudos que viabilizem o reaproveitamento tecnológico e sustentável da tíbia bovina. Portanto, o estudo objetivou investigar o processo de obtenção do COL I da tíbia bovina e analisar suas propriedades físico-químicas, estruturais e térmicas, visando aplicações na indústria de alimentos. Foi adquirido resíduo ósseo bovino em abatedouro e a tíbia foi beneficiada. A tíbia foi seca a 60 °C/24h e moída em moinhos de martelo e de alta eficiência energética. Em seguida, foi fervida a 100 °C/60 min para remoção completa da gordura e foi desmineralizada por solubilização em ácido acético 1 M, seguido de ácido lático 1 M, ambos a 37 °C/3 h/200 rpm. O COL I foi obtido pela hidrólise por protease a pH 10/60 °C/6 h/180 rpm. O mesmo foi investigado quanto ao teor de nitrogênio por método Kjeldahl, propriedades térmicas, teor de umidade e cinzas por termogravimetria (TGA) e propriedades estruturais por espectroscopia de infravermelha com transformada de Fourier (FTIR), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e espectroscopia por dispersão de energia (EDS). As triplicatas foram comparadas por ANOVA e teste Tukey a 5% de significância. O teor de nitrogênio foi de 70,2%, o que é consistente com a estrutura característica do COL I, formada predominantemente pelos aminoácidos glicina, prolina e hidroxiprolina. O teor de umidade e cinzas, sendo esses respectivamente 11,7% e 3,8 mg, sugerem que o material era constituído predominantemente por compostos orgânicos, característico de uma estrutura de proteína. FTIR identificou os grupos de peptídeos vibracionais do colágeno, sendo esses o grupo carboxila em 1158-1025 cm -1, amida A em 3278 cm- 1, amida B em 2927 e 3075 cm -1, amida I em 1635 cm -1, amida II em 1532 cm -1 e amida III em 1237-1455 cm -1. Os picos identificados revelaram detalhes sobre a composição estrutural e as interações químicas do colágeno, como as ligações de hidrogênio e as estruturas primária e secundária. MEV revelou características morfológicas distintas no COL I, as partículas apresentaram formas irregulares, tamanhos variados, superfície com textura lisa e alguns poros, indicando uma formação não homogênea e apontando variações no processo de formação que podem comprometer a integridade estrutural. EDS confirmou a composição elementar da amostra, destacando a predominância de elementos característicos do COL I, como carbono e oxigênio. Esses elementos estavam presentes nas quantidades esperadas, de acordo com a composição molecular do colágeno, corroborada pelos dados de FTIR que mostraram as vibrações de estiramento dos grupos carboxila, indicando um arranjo molecular estruturado. O COL I foi obtido com sucesso da tíbia bovina, permitindo a investigação de suas propriedades. Os resultados mostraram semelhanças com dados reportados na literatura, promovendo a viabilidade do processo de obtenção. O estudo apresenta potencial para gerar inovações na indústria de alimentos por oferecer uma estratégia de reaproveitamento da tíbia bovina, direcionando o material para desenvolvimento de produtos proteicos.
Título do Evento
XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2024) & V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2024)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Letícia de Souza Freitas de et al.. COLÁGENO TIPO I A PARTIR DA TÍBIA BOVINA: PROCESSO DE OBTENÇÃO E PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS, ESTRUTURAIS E TÉRMICAS.. In: Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/931292-COLAGENO-TIPO-I-A-PARTIR-DA-TIBIA-BOVINA--PROCESSO-DE-OBTENCAO-E-PROPRIEDADES-FISICO-QUIMICAS-ESTRUTURAIS-E-TERM. Acesso em: 15/01/2026

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