PRODUÇÃO E QUALIDADE DO BIODIESEL DE MICROALGAS CULTIVADAS EM ÁGUAS RESIDUÁRIAS DA BOVINOCULTURA ANAEROBIAMENTE DIGERIDA

Publicado em 22/04/2025 - ISBN: 978-65-272-1295-9

Título do Trabalho
PRODUÇÃO E QUALIDADE DO BIODIESEL DE MICROALGAS CULTIVADAS EM ÁGUAS RESIDUÁRIAS DA BOVINOCULTURA ANAEROBIAMENTE DIGERIDA
Autores
  • Cecília de Mello Mattos da Silva
  • Jacob Santana de Lima Neto
  • Henrique Vieira de Mendonça
  • Mônica Silva dos Santos
  • Camila da Motta de Carvalho
Modalidade
Resumo
Área temática
Engenharias - Engenharia Ambiental
Data de Publicação
22/04/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/929826-producao-e-qualidade-do-biodiesel-de-microalgas-cultivadas-em-aguas-residuarias-da-bovinocultura-anaerobiamente-d
ISBN
978-65-272-1295-9
Palavras-Chave
Biodiesel; Microalgas; Água residuária; Fotobiorreator
Resumo
A produção de biodiesel a partir de microalgas tem se destacado como uma alternativa promissora e sustentável aos combustíveis fósseis. Isso é especialmente relevante em um contexto global de crescente demanda por energia e da necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (Tomar et al.,2022; Dos Santos et al., 2021; ABD EL-MALEK et al., 2022; AKTER et al., 2020). Microalgas, como as do gênero Chlorella sp., são particularmente eficientes na fixação de dióxido de carbono (CO2) e podem acumular altos teores de lipídios, que são os principais componentes para a produção de biodiesel (KHAIRUDDIN et al., 2023). Além disso, o cultivo de microalgas em ambientes não convencionais, como águas residuárias agroindustriais, oferece uma dupla vantagem: a produção de biocombustíveis e o tratamento de efluentes, removendo nutrientes e reduzindo a carga orgânica dessas águas (de Mendonça et al., 2021). Este estudo teve como objetivo explorar essa sinergia. Foi investigada a produção de biodiesel a partir de microalgas Chlorella sp., cultivadas em águas residuárias da bovinocultura previamente tratadas por digestão anaeróbia. Dois fotobiorreatores foram utilizados na pesquisa: FBR1, que operou sem adição de CO2, e FBR2 CO2, que recebeu uma suplementação diária de CO2. A concentração de carbono na biomassa foi uma das métricas principais analisadas, sendo encontrada uma média de 41 g/g (± 1,17) no FBR1 e 51 g/g (± 2,43) no FBR2 CO2. Este aumento de aproximadamente 24% na concentração de carbono no FBR2 CO2 indica que a adição de CO2 promoveu uma maior fixação de carbono na biomassa, o que acarreta numa maior produtividade lipídica. A produtividade volumétrica de biomassa também foi significativamente maior no FBR2 CO2, atingindo 15,567 mg/ L*d (± 0,155), em comparação aos 7,143 mg/L*d (± 0,071) observados no FBR1. Esse aumento de mais de 100% na produtividade volumétrica demonstra que a suplementação com CO2 é uma estratégia eficaz para otimizar o crescimento das microalgas, resultando em uma maior quantidade de biomassa disponível para a produção de biodiesel. Outro parâmetro importante foi a taxa específica de crescimento máximo (µmáx), que foi de 0,28/dia (± 0,055) no FBR1 e 0,39/dia (± 0,052) no FBR2 CO2. Essa diferença reflete uma dinâmica de crescimento mais eficiente no FBR2 CO2, onde o tempo de duplicação (Td) da biomassa foi reduzido de 2,73 dias (± 0,189) no FBR1 para 1,99 dias (± 0,490) no FBR2 CO2. Esses resultados sugerem que a adição de CO2 não apenas acelerou o crescimento das microalgas, mas também aumentou a eficiência geral do processo de cultivo. A análise da biomassa também revelou uma maior concentração de lipídios no FBR2 CO2, com 11% em comparação a 6% no FBR1. A composição dos ácidos graxos no biodiesel produzido foi favorável, com uma alta proporção de ácidos graxos saturados (SFA) e monoinsaturados (MUFA), que somaram 61,8% no FBR2 CO2. Estes componentes são fundamentais para garantir a estabilidade oxidativa do biodiesel, que no caso do FBR2 CO2 atingiu 8 horas, conforme os padrões exigidos pelas normas europeias (EN 14214). Além disso, o número de cetano (NC), um indicador de capacidade de ignição, foi de 59,13 no FBR2 CO2, superando os valores mínimos estabelecidos pelas normas ASTM D6751 e EN 14214, que são 47 e 51, respectivamente. Os dados indicam que o biodiesel produzido a partir do FBR2 CO2 possui boa capacidade de combustão. Isso é essencial para a eficiência do motor. O biodiesel emerge como uma alternativa energética complementar, contribuindo simultaneamente para a mitigação das emissões de poluentes.
Título do Evento
XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2024) & V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2024)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Cecília de Mello Mattos da et al.. PRODUÇÃO E QUALIDADE DO BIODIESEL DE MICROALGAS CULTIVADAS EM ÁGUAS RESIDUÁRIAS DA BOVINOCULTURA ANAEROBIAMENTE DIGERIDA.. In: Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/929826-PRODUCAO-E-QUALIDADE-DO-BIODIESEL-DE-MICROALGAS-CULTIVADAS-EM-AGUAS-RESIDUARIAS-DA-BOVINOCULTURA-ANAEROBIAMENTE-D. Acesso em: 23/01/2026

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