Título do Trabalho
A FAMÍLIA ACANTHACEAE JUSS. NA SERRA DO MENDANHA, RJ
Autores
  • Lucas de Oliveira da Silva
  • Iasmim Moraes Alves
  • Denise Monte Braz
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas - Botânica
Data de Publicação
22/04/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/927865-a-familia-acanthaceae-juss-na-serra-do-mendanha-rj
ISBN
978-65-272-1295-9
Palavras-Chave
Taxonomia, Diversidade e Conservação
Resumo
Acanthaceae Juss. é uma família botânica que reúne aproximadamente de 5 mil espécies, com distribuição pantropical e muitas espécies também ocorrendo em regiões temperadas. Possui grande importância paisagística, ecológica, especialmente no estrato herbáceo-arbustivo, em que favorece a manutenção de ecossistemas, além de algumas espécies com potencial medicinal, com ação antidepressiva e anticancerígena entre muitas outras. No Brasil, muitos gêneros e espécies foram tratados apenas em suas descrição original, permanecendo sem conhecimento e estudos adicionais, e seguido de muitas sinonimizações, acarretando em diversos espécimes sem atualização e identificados incorretamente nos herbários. Esse trabalho teve como foco o levantamento das espécies de Acanthaceae presentes num remanescente da Floresta Atlântica na Serra do Mendanha, RJ, que abrange parte dos Municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Mesquita. Foram analisadas coletas recentes oriundas de estudos florísticos em desenvolvimento e depositados no Herbário RBR – Departamento de Botânica da UFRRJ, e usando coletas disponíveis depositadas nos Herbários Virtuais, especialmente aqueles ligados aos Projetos de gerenciamento de coleções científicas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro-JABOT e da Flora e Funga do Brasil-REFLORA. A área de estudo, Serra do Mendanha, está inserida na Área de Proteção Ambiental Gericinó/Mendanha (APA), e reúne diferentes Unidades de Conservação (UCs) nos níveis Estadual e Municipal. A área mais estudada e coletada é o Parque Natural Municipal da Serra do Mendanha, com cerca de 1.444,86 hectares, localizado na Zona Oeste, na Região Metropolitana da Cidade do Rio de Janeiro, próximo aos bairros de Bangu e Campo Grande. A região tem como vegetação dominante a Floresta Atlântica, nas formações Floresta Ombrófila Densa Submontana e Montana. As espécies nativas de ocorrência natural foram tratadas separadamente das espécies exóticas e/ou cultivadas. Para os gêneros e as espécies, dados como origem, forma de vida, distribuição geográfica, domínios fitogeográficos foram obtidos da Flora do Brasil 2020, com recentes atualizações contidas na plataforma do Flora e Funga do Brasil, somado a outras bibliografias específicas dos táxons e bancos de dados botânicos certificados. O Estado de Conservação das espécies foi obtido no Catálogo Nacional de Conservação da Flora e das atualizações na página da Flora e Funga do Brasil, além do Livro Vermelho do Estado e das listas atualizadas. Foram registradas 21 espécies em 12 gêneros de Acanthaceae para a área de estudo, reunidas nas subfamílias Acanthoideae e Thunbergioideae. As espécies Brillantaisia lamium, Ruellia blechum, Thunbergia alata e T. grandiflora são cultivadas e ocorrem predominantemente em áreas antropizadas. As demais espécies são nativas, sendo 10 destas endêmicas do Brasil. O gênero Justicia L. foi o mais numeroso no presente estudo, com cinco espécies, já Ruellia L. e Aphelandra R.Br. foram representados por três espécies cada. Justicia, Ruellia e Aphelandra são os gêneros com maior riqueza no Brasil, com 157, 97 e 48 espécies, respectivamente. Dentre as espécies relatadas, 80% são plantas herbáceas, arbustivas e/ou subarbustivas, que são as formas de vida mais comuns na família. Sobre o status de conservação, as espécies Chamaeranthemum beyrichii, Ruellia solitaria e duas de Aphelandra são apontadas na categoria Menos Preocupante. Por outro lado, três espécies estão em categoria de ameaça mais preocupante (Em perigo, Vulnerável e Quase Ameaçada), como é o caso de Justicia meyeniana, que foi classificada Em perigo em todas as bases de conservação consultadas. Merece destaque, que por volta de 50% das espécies não foram avaliadas quanto ao seu estado de conservação e/ou categoria de ameaça. Além de trazerem novos registros e conhecimentos sobre as espécies de Acanthaceae, esses dados evidenciam a importância na manutenção e conservação desta floresta, apesar das pressões próprias de um remanescente próximo a áreas urbanas.
Título do Evento
XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2024) & V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2024)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Lucas de Oliveira da; ALVES, Iasmim Moraes; BRAZ, Denise Monte. A FAMÍLIA ACANTHACEAE JUSS. NA SERRA DO MENDANHA, RJ.. In: Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/927865-A-FAMILIA-ACANTHACEAE-JUSS-NA-SERRA-DO-MENDANHA-RJ. Acesso em: 08/12/2025

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