A VARIAÇÃO DIAGERACIONAL, NO ESTADO DE SANTA CATARINA, A PARTIR DOS DADOS DO PROJETO ATLAS LINGUÍSTICO DO BRASIL (ALIB)

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2105-0

Título do Trabalho
A VARIAÇÃO DIAGERACIONAL, NO ESTADO DE SANTA CATARINA, A PARTIR DOS DADOS DO PROJETO ATLAS LINGUÍSTICO DO BRASIL (ALIB)
Autores
  • Alessandra Rodrigues Gonçalves de Souza
  • Marcela Paim
Modalidade
Resumo
Área temática
Estudos Linguísticos e Gramaticais
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/x-semana-letras-ufrpe/1329154-a-variacao-diageracional-no-estado-de-santa-catarina-a-partir-dos-dados-do-projeto-atlas-linguistico-do-brasil
ISBN
978-65-272-2105-0
Palavras-Chave
Variação diageracional, Projeto ALiB, Santa Catarina, Questionário semântico-lexical
Resumo
Ao fazer escolhas lexicais, os falantes de uma língua constituem seu discurso, significando o mundo que os cerca e, por conseguinte, atribuindo significados a si mesmos. Assim, eles constroem sua identidade social, a qual está em constante transformação, de acordo com o contexto no qual estão inseridos, conforme é observado em Paim (2019, p. 17): “[...] a construção da identidade social é vista como estando sempre em processo, pois é dependente da realização discursiva em circunstâncias particulares”. Nesse sentido, as diferenças em relação à faixa etária dos falantes, chamada variação diageracional, podem fornecer evidências de usos linguísticos que caracterizam este ou aquele grupo etário. A exemplo disso, está a questão 128 do questionário Semântico-lexical do Projeto ALiB, “quando a mulher não tem leite e outra mulher amamenta a criança, como chamam essa mulher?”. As respostas nas cidades de Santa Catarina, onde ocorreu a pesquisa (Concórdia, Florianópolis, Lages, Tubarão e Criciúma), revelam que existem algumas diferenças entre gerações, uma vez que os informantes mais velhos (50-65 anos) optaram por respostas como ama, ama de leite e ama seca para designar o referente, enquanto versões, como mãe de leite, foram mais usadas pelos informantes da faixa etária I (18-30 anos). Houve, também, algumas variantes de ocorrência única, como amamentadora, mama de leite e leiteira, duas da faixa etária I e uma da faixa etária II, respectivamente. Além disso, a quantidade de respostas não sabe/não lembra sugere um apagamento desse vocabulário no dia a dia das comunidades investigadas, já que a prática de amamentar o filho de outra pessoa não é mais recorrente nos dias atuais. Os resultados da pesquisa mostram que há diferença de escolhas lexicais quando se trata da idade dos indivíduos falantes de uma língua uma vez que os informantes mais velhos utilizaram-se de variantes conservadoras que remetem a uma prática já pouco recorrente no cotidiano e os informantes mais jovens, por sua vez, preferiram variantes que sugerem um tom mais íntimo e informal, embora, no geral, tais termos estejam desaparecendo aos poucos, visto que houve um alto índice de informantes de ambas as faixas etárias que não sabiam responder ao que foi indagado. Referência PAIM, Marcela Moura Torres. Tudo é Diverso no Universo. Salvador: Quarteto, 2019.
Título do Evento
X Semana de Letras UFRPE
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Letras da UFRPE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Alessandra Rodrigues Gonçalves de; PAIM, Marcela. A VARIAÇÃO DIAGERACIONAL, NO ESTADO DE SANTA CATARINA, A PARTIR DOS DADOS DO PROJETO ATLAS LINGUÍSTICO DO BRASIL (ALIB).. In: Anais da Semana de Letras da UFRPE. Anais...Recife(PE) UFRPE, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/x-semana-letras-ufrpe/1329154-A-VARIACAO-DIAGERACIONAL-NO-ESTADO-DE-SANTA-CATARINA-A-PARTIR-DOS-DADOS-DO-PROJETO-ATLAS-LINGUISTICO-DO-BRASIL. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes