ENTRE A OBSCENIDADE E A RESISTÊNCIA: PROTESTO E EROTISMO EM O CADERNO ROSA DE LORI LAMBY

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2105-0

Título do Trabalho
ENTRE A OBSCENIDADE E A RESISTÊNCIA: PROTESTO E EROTISMO EM O CADERNO ROSA DE LORI LAMBY
Autores
  • MARIA SILVA
  • Iêdo de Oliveira Paes
Modalidade
Resumo
Área temática
Literatura, História e Memória
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/x-semana-letras-ufrpe/1327097-entre-a-obscenidade-e-a-resistencia--protesto-e-erotismo-em-o-caderno-rosa-de-lori-lamby
ISBN
978-65-272-2105-0
Palavras-Chave
Hilda Hilst; Obscenidade; Erotismo; Resistência; Gênero.
Resumo
Este resumo tem como objetivo investigar a maneira como a produção erótica de Hilda Hilst pode ser compreendida como gesto de protesto no livro O Caderno Rosa de Lori Lamby (1990). Adotamos como categoria de análise a obscenidade, assumida deliberadamente pela autora como estratégia de resistência cultural. O referencial teórico mobiliza Georges Bataille (1988), cujas reflexões sobre interdito e transgressão permitem compreender a estratégia de Hilst ao narrar, pela voz de uma criança, experiências sexuais ligadas a tabus como prostituição e pedofilia. Judith Butler (2003), ao discutir gênero e performatividade, auxilia na análise de como a autora desafia normas sociais que limitavam a sexualidade feminina e desestimulavam mulheres a escrever pornografia. Já as críticas de Constância Duarte (2005), Margareth Rago (1991) e Eurídice Figueiredo (2017) contribuem para pensar O Caderno Rosa de Lori Lamby no interior de uma tradição de resistência da escrita de autoria feminina, marcada por relações de poder, marginalização e pelo questionamento das fronteiras entre obscenidade e literatura. A metodologia assumida faz referência a abordagem dialética nas quais as inferências estéticas auxiliam na interpretação da fatura textual associando forma, fundo e conteúdo balizado num contexto histórico sócio-cultural dos anos 90. Com essa escolha de voz, o narrador torna-se decisivo quando a autora atribui voz a uma menina de oito anos, combinando inocência e obscenidade, acentuando a transgressão dos interditos sociais. Dessa forma, Hilst desestabiliza convenções de moralidade, questiona o funcionamento do mercado literário e propõe uma reflexão sobre a marginalização da escrita erótica, sobretudo quando realizada por mulheres. Portanto, concluímos que, a partir da leitura do referencial teórico, encontram-se ecos no corpus que apontam para a utilização da obscenidade como estratégia literária de transgressão e resistência. Em O Caderno Rosa de Lori Lamby, essa escolha narrativa evidencia como Hilda Hilst questiona convenções de moralidade, tensiona tabus e denuncia a marginalização da escrita erótica de autoria de mulher, inserindo sua obra no debate mais amplo sobre literatura, poder e gênero.
Título do Evento
X Semana de Letras UFRPE
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Letras da UFRPE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, MARIA; PAES, Iêdo de Oliveira. ENTRE A OBSCENIDADE E A RESISTÊNCIA: PROTESTO E EROTISMO EM O CADERNO ROSA DE LORI LAMBY.. In: Anais da Semana de Letras da UFRPE. Anais...Recife(PE) UFRPE, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/x-semana-letras-ufrpe/1327097-ENTRE-A-OBSCENIDADE-E-A-RESISTENCIA--PROTESTO-E-EROTISMO-EM-O-CADERNO-ROSA-DE-LORI-LAMBY. Acesso em: 30/05/2026

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