A VARIAÇÃO DIAGERACIONAL, NO ESTADO DO PARANÁ, A PARTIR DOS DADOS DO PROJETO ATLAS LINGUÍSTICO DO BRASIL

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2105-0

Título do Trabalho
A VARIAÇÃO DIAGERACIONAL, NO ESTADO DO PARANÁ, A PARTIR DOS DADOS DO PROJETO ATLAS LINGUÍSTICO DO BRASIL
Autores
  • Luanna Cassia Dos Santos Melo
  • Marcela Paim
Modalidade
Resumo
Área temática
Estudos Linguísticos e Gramaticais
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/x-semana-letras-ufrpe/1325477-a-variacao-diageracional-no-estado-do-parana-a-partir-dos-dados-do-projeto-atlas-linguistico-do-brasil
ISBN
978-65-272-2105-0
Palavras-Chave
Variação linguística; Dialetologia; Variação lexical; Projeto ALiB.
Resumo
A variação por faixa etária, também conhecida por diageracional, preocupa-se em observar as mudanças linguísticas ao longo do tempo. Segundo Paim (2019, p.12), “cada indivíduo está, desde a concepção, envelhecendo e vivendo, vivendo e envelhecendo, nunca sendo os mesmos, porque viver é um processo contínuo de transformação do ser humano como único em seu tempo vivido”. Através das investigações das seleções lexicais dos informantes, foi possível perceber a variação linguística no seu âmbito etário. A geração mais jovem mostra preferências mais diversificadas para denominar o que as mulheres passam no rosto, nas bochechas, para ficarem mais rosadas. "Ruge" é a opção mais popular, porém "Maquiagem" e "Pó" também têm relevância, enquanto "Bush" tem menor penetração. Ainda que se tenha também a presença de termos mais generalizantes e não específicos, como “pó” e “maquiagem”, que não se referem ao produto especificamente, mas indicam um todo quanto ao item lexical, ou seja, a área de cosméticos. A linguagem é também uma forma de afirmação identitária. Usar termos variados e importados pode sinalizar atualização e pertencimento a certos grupos sociais. A partir das análises dos dados, observa-se que a maioria dos informantes da faixa etária II utilizam a variante “ruge” como resposta. Além disso, é possível identificar a difusão dessa variante nas diferentes localidades pesquisadas. A partir dessas falas, observa-se como a língua está em constante mudança e como palavras que eram comuns em uma época podem ser substituídas por outras com o passar das gerações. "Ruge" era a variante mais conservadora para se referir ao cosmético que dá cor às bochechas, mas influenciado pela globalização e pela indústria da moda/beleza o termo “blush”, derivado do inglês, foi ganhando espaço entre os mais jovens. A partir disso, é possível resgatar as diferenças e as semelhanças no falar das pessoas de faixas etárias diferentes. REFERÊNCIAS PAIM, Marcela Moura Torres. Tudo é Diverso no Universo. Salvador: Quarteto, 2019.
Título do Evento
X Semana de Letras UFRPE
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Letras da UFRPE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MELO, Luanna Cassia Dos Santos; PAIM, Marcela. A VARIAÇÃO DIAGERACIONAL, NO ESTADO DO PARANÁ, A PARTIR DOS DADOS DO PROJETO ATLAS LINGUÍSTICO DO BRASIL.. In: Anais da Semana de Letras da UFRPE. Anais...Recife(PE) UFRPE, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/x-semana-letras-ufrpe/1325477-A-VARIACAO-DIAGERACIONAL-NO-ESTADO-DO-PARANA-A-PARTIR-DOS-DADOS-DO-PROJETO-ATLAS-LINGUISTICO-DO-BRASIL. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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