GÊNERO LITERÁRIO E A MIMESIS DO FANTÁSTICO

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2105-0

Título do Trabalho
GÊNERO LITERÁRIO E A MIMESIS DO FANTÁSTICO
Autores
  • João Lucas Souza da Silva
  • João Batista Pereira
Modalidade
Resumo
Área temática
Literatura, História e Memória
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/x-semana-letras-ufrpe/1325206-genero-literario-e-a-mimesis-do-fantastico
ISBN
978-65-272-2105-0
Palavras-Chave
Sobrenatural; Fantástico; Gênero
Resumo
Este resumo visa analisar as concepções de gênero literário no conto No riacho da prata, de Gilberto Freyre. Calcado nos condicionantes teóricos propostos por Tzvetan Todorov, Filipe Furtado, Flávio García e Marisa Gama-Khalil os quais refletem sobre a forma de apreensão do fantástico, adotamos como categoria analítica o conceito de gênero e suas conexões com a representação do sobrenatural. Com base na abordagem dialética, que as inferências estéticas exigem apreender o texto literário associando fundo, forma e conteúdo, invocando o externo para auxiliar na interpretação da fatura textual, são elucidadas as contribuições todorovianas, apreendidas a partir da imanência, sendo os níveis verbal, sintático e semântico meios para transfigurar as manifestações do sobrenatural. Em contrapartida, Filipe Furtado destaca a ambiguidade e o aspecto negativo como características do gênero fantástico. Nesse escopo, Flávio García contribui como sobreposição do sistema real-naturalista em face às manifestações do insólito e a explicação diante da irrupção do sobrenatural. Para complementar, Marisa Gama-Khalil aponta a convivência entre a ambiguidade e a explicação, assentando-se nos planos conotativos e imaginativos. À luz dessas teorias, os resultados destacados no conto de Gilberto Freyre visaram os níveis verbal, sintático e semântico proposto por Todorov, sendo a relação entre os vocábulos “o Diabo”, “culto do fogo”, “culto da água”, “fantasma” uma representação do sobrenatural. Foram destacadas ainda as subdivisões entre lógico, temporal e espacial e o fantasma de Branca Dias, judia perseguida pela Inquisição Católica, no século XVII. Em relação às elucubrações de Filipe Furtado, temos as oposições e contrastes, ao invés da ambiguidade, vistos nos signos “água” e “fogo” e as diversas transfigurações da morte que ocorrem no enredo. Em relação às contribuições de Flávio García, o corpus rememora e recupera a importância das narrativas de cunho sobrenatural diante da sobreposição do sistema real-naturalista, dando voz aos seres-de-outro-mundo e a explicação é atestada na malha narrativa porque a atmosfera narrativa sugere as explicações atribuídas pelos entes ficcionais. Por fim, ao recorrer à Marisa Gama-Khalil, o plano imaginativo alegoriza a vida e a morte contida nos banhos no riacho ao rememorar a história sublimada por trás do fantasma de Branca Dias, pois o narrador embarca pela oralidade e tece as dimensões de fundo histórico e cultural transpassado no conto. Portanto, concluímos que a leitura teórica apontou para uma progressão do conceito de gênero a partir da imanência ao contexto histórico, cultural visualizado no conto, embora não enxergamos prescrição da ambiguidade furtadiana.
Título do Evento
X Semana de Letras UFRPE
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Letras da UFRPE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, João Lucas Souza da; PEREIRA, João Batista. GÊNERO LITERÁRIO E A MIMESIS DO FANTÁSTICO.. In: Anais da Semana de Letras da UFRPE. Anais...Recife(PE) UFRPE, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/x-semana-letras-ufrpe/1325206-GENERO-LITERARIO-E-A-MIMESIS-DO-FANTASTICO. Acesso em: 30/05/2026

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