ESTRATIFICAÇÃO VERTICAL DA COMUNIDADE DE EPÍFITAS E HEMIEPÍFITAS VASCULARES EM MATA DE RESTINGA DA ILHA GRANDE, RJ

Publicado em 28/06/2021 - ISBN: 978-65-5941-231-0

Título do Trabalho
ESTRATIFICAÇÃO VERTICAL DA COMUNIDADE DE EPÍFITAS E HEMIEPÍFITAS VASCULARES EM MATA DE RESTINGA DA ILHA GRANDE, RJ
Autores
  • Ana Carolina Rodrigues da Cruz
  • Mariana Murakami
  • André Felippe Nunes-Freitas
  • Lana da Silva Sylvestre
Modalidade
Resumo de apresentação oral gravada
Área temática
Ecologia
Data de Publicação
28/06/2021
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vsfdrfceudpdr2021/334217-estratificacao-vertical-da-comunidade-de-epifitas-e-hemiepifitas-vasculares-em-mata-de-restinga-da-ilha-grande-r
ISBN
978-65-5941-231-0
Palavras-Chave
biodiversidade, dossel, epifitismo, hemiepifitismo
Resumo
As epífitas e hemiepífitas não ocorrem de modo aleatório ao longo do gradiente vertical das florestas e há padrões espaciais preferenciais, sendo que alguns grupos de espécies podem ser classificados como especialistas de habitats (Krömer et al. 2007). Entender os mecanismos de preferência por microhabitats possibilita a compreensão dos padrões de distribuição da comunidade em escalas maiores (Woods et al. 2015). A presente pesquisa analisa a estratificação vertical de epífitas e hemiepífitas vasculares em uma mata de restinga na Ilha Grande, RJ, e testa a hipótese de que microhabitats com mais umidade e substratos disponíveis ao longo das zonas de altura das árvores possuem maior riqueza e abundância de epífitas. O estudo foi realizado na parcela do RAPELD – Ilha Grande na Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, onde as árvores com DAP = 15 cm tiveram as epífitas e hemiepífitas registradas, identificadas e abundância estimada. Foram amostradas 53 árvores e registradas 16 espécies epífitas e hemiepífitas pertencentes a sete famílias botânicas, seis angiospermas e uma samambaia. Há diferença significativa tanto na riqueza quanto na abundância de indivíduos ao longo das zonas de altura das árvores. As maiores médias para riqueza ocorreram na base do tronco (1,90±1,15) e fuste (1,68±1,27) e a menor na copa externa (0,66±0,62). Em termos de abundância, os maiores valores também foram encontrados na base do tronco (2,79±2) e fuste (2,40±2,51) e menor na copa externa (0,96±1,16). A maior similaridade florística ocorre entre as copas interna e média (CJ = 0,87) e as menores entre a base do tronco e copa externa, bem como fuste e copa externa (CJ = 0,30 para ambos). A análise de correspondência indica associação das famílias Bromeliaceae, Gesneriaceae e Piperaceae com o fuste, Orchidaceae e Polypodiaceae nas copas interna e média e Cactaceae na copa externa. Quanto as características funcionais, folhas papiráceas, semi-ciófilas e zoocóricas associam-se a base do troco, enquanto plantas heliófilas, com folhas suculentas e cartáceas e anemocóricas ocorrem com maior frequência nas copas internas e média. Assim, concluímos que a maior riqueza e abundância de epífitas e hemiepífitas ocorrem nas zonas com maior umidade e disponibilidade de substratos, corroborando com a nossa hipótese. O gradiente vertical atua como filtro ecológico e seleciona espécies em determinados microhabitats e direcionando a montagem da comunidade na mata de restinga. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: KRÖMER, T. et al. Vertical stratification of vascular epiphytes in submontane and montane forest of the Bolivian Andes: the importance of the understory. Plant Ecology, 2007. v.189, p. 261-278. WOODS, C. L. et al. Microhabitat associations of vascular epiphytes in a wet tropical forest canopy. Journal of Ecology, 2015. v. 103, p. 421–430.
Título do Evento
VI Simpósio Flora das Restingas Fluminenses: Conhecimento e uso das plantas da restinga.
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Flora das Restingas Fluminenses: conhecimento e uso das plantas da restinga
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CRUZ, Ana Carolina Rodrigues da et al.. ESTRATIFICAÇÃO VERTICAL DA COMUNIDADE DE EPÍFITAS E HEMIEPÍFITAS VASCULARES EM MATA DE RESTINGA DA ILHA GRANDE, RJ.. In: Anais do Simpósio Flora das Restingas Fluminenses: conhecimento e uso das plantas da restinga. Anais...Niterói(RJ) Universidade Federal Fluminense, 2021. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vsfdrfceudpdr2021/334217-ESTRATIFICACAO-VERTICAL-DA-COMUNIDADE-DE-EPIFITAS-E-HEMIEPIFITAS-VASCULARES-EM-MATA-DE-RESTINGA-DA-ILHA-GRANDE-R. Acesso em: 23/06/2026

Trabalho

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