DO LIXO MARINHO ÀS ROCHAS DE PLÁSTICO (PLASTISTONE): O POLIETILENO COMO INDICADOR DA POLUIÇÃO MARINHA.

Publicado em 23/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2157-9

Título do Trabalho
DO LIXO MARINHO ÀS ROCHAS DE PLÁSTICO (PLASTISTONE): O POLIETILENO COMO INDICADOR DA POLUIÇÃO MARINHA.
Autores
  • Pablo Henrique Grotto Tosta
  • Fernanda Avelar Santos
  • Carlos José Leopoldo Constantino
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciência dos Materiais
Data de Publicação
23/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/virtppgctm-571248/1418728-do-lixo-marinho-as-rochas-de-plastico-(plastistone)--o-polietileno-como-indicador-da-poluicao-marinha
ISBN
978-65-272-2157-9
Palavras-Chave
Plastistone, Plasticlasto, Rochas Marinhas, Poluição Marinha, Raman.
Resumo
O descarte inadequado de plásticos causa sérios impactos ambientais, sobretudo nos ecossistemas marinhos. Um novo tipo de poluição, denominado plastistone, foi identificado na Ilha da Trindade [1], território remoto do Atlântico Sul, a 1140 km da costa do Espírito Santo. A plastistone resulta da fusão entre sedimentos e fragmentos plásticos, formando rochas antropogênicas. Este estudo visa caracterizar os fragmentos gerados pela erosão dessas rochas (plasticlastos) e compará-los com resíduos plásticos coletados na praia Balneário Paese, em Itapoá (SC), investigando possíveis relações entre a poluição marinha continental e oceânica. As amostras, coletadas em 2022, foram analisadas por densidade (princípio de Arquimedes), morfometria (ImageJ) e espectroscopia Raman (Bruker Bravo). Foram examinadas 30 amostras de plasticlastos da Ilha da Trindade e 14 de resíduos marinhos de Itapoá, incluindo tampas, cordas degradadas e fragmentos plásticos diversos. Os resultados mostraram que os plasticlastos são compostos majoritariamente por polietileno de alta densidade (PEAD) [2], o mesmo polímero presente em parte dos resíduos de Itapoá, sugerindo relação entre os dois materiais. No teste de flutuabilidade, as amostras flutuaram, indicando possível transporte marinho. A análise morfológica revelou alta esfericidade e arredondamento, reforçando a hipótese de erosão e deslocamento prolongados. Conclui-se que o PEAD é um polímero onipresente na poluição marinha, associado tanto ao lixo costeiro quanto à formação das plastistones na Ilha da Trindade. Os resultados ressaltam a urgência de reduzir a entrada de plásticos no oceano e evitar que detritos se incorporem aos processos geológicos naturais. Agradecimentos: FAPESP (2018/22214-6), CNPq (15048/2024-8; 306501/2022-8), INCT/INEO, CAPES e LECOST/UFPR (443254/2019-2). Referências: [1] Santos, F.A. et al., Mar. Pollut. Bull., 182, 114031, 2022. [2] Sato, H. et al., J. Appl. Polym. Sci., 86(2), 443–448, 2002.
Título do Evento
6ª Reunião Técnica do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Materiais
Cidade do Evento
Presidente Prudente
Título dos Anais do Evento
Anais da 6ª Reunião Técnica do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Materiais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TOSTA, Pablo Henrique Grotto; SANTOS, Fernanda Avelar; CONSTANTINO, Carlos José Leopoldo. DO LIXO MARINHO ÀS ROCHAS DE PLÁSTICO (PLASTISTONE): O POLIETILENO COMO INDICADOR DA POLUIÇÃO MARINHA... In: Anais da 6ª Reunião Técnica do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Materiais. Anais...Presidente Prudente(SP) UNESP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/virtppgctm-571248/1418728-DO-LIXO-MARINHO-AS-ROCHAS-DE-PLASTICO-(PLASTISTONE)--O-POLIETILENO-COMO-INDICADOR-DA-POLUICAO-MARINHA. Acesso em: 13/02/2026

Trabalho

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