IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA POR PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2600-0

Título do Trabalho
IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA POR PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Autores
  • Bruna Bruder Diniz
Modalidade
Painel
Área temática
Revisões de Literatura
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/viii-jornada-em-analise-do-comportamento-do-grande-abc-713263/1619834-identificacao-precoce-do-transtorno-do-espectro-autista-por-profissionais-da-atencao-primaria-a-saude--uma-revis
ISBN
978-65-272-2600-0
Palavras-Chave
Análise do comportamento; atenção primária à saúde; capacitação profissional; identificação precoce; transtorno do espectro autista
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por diferenças na comunicação social e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, com prevalência estimada de 1 em cada 36 crianças. No Brasil, dados fragmentados indicam subdiagnóstico expressivo em populações com menor acesso a serviços especializados, e intervenções iniciadas antes dos três anos de idade produzem os melhores desfechos, reforçando a identificação precoce como condição essencial para o acesso a intervenções baseadas em evidências, particularmente as fundamentadas na Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) são frequentemente o primeiro contato da criança com o sistema de saúde, mas barreiras como formação insuficiente, baixa familiaridade com instrumentos de rastreio e ausência de protocolos padronizados comprometem a identificação precoce do TEA na atenção básica. Este estudo teve como objetivo sintetizar as evidências sobre o papel dos profissionais da APS na identificação precoce do TEA, analisando barreiras e facilitadores do rastreio, instrumentos utilizados, estratégias de capacitação profissional e contribuições da Análise do Comportamento para o desenvolvimento global de crianças com TEA após o diagnóstico. Para tanto, realizou-se uma revisão integrativa conduzida nas bases PubMed/MEDLINE, PsycINFO, LILACS e SciELO, com descritores sobre TEA, identificação precoce, rastreio, atenção primária e capacitação profissional. Foram incluídos artigos empíricos, estudos de implementação e revisões sistemáticas publicados entre 2013 e 2025, em português e inglês, sobre rastreio do TEA mediado por profissionais da APS com crianças de até 6 anos; excluíram-se estudos restritos a contextos especializados e sem descrição metodológica. A triagem foi realizada por dois revisores independentes, com concordância de 90%, e a qualidade avaliada pelo MMAT. Dos 523 registros identificados, 31 compuseram a amostra final. Os estudos foram conduzidos principalmente nos EUA, com cinco estudos brasileiros e os demais distribuídos entre Reino Unido, Austrália, Canadá e Europa. O instrumento mais utilizado foi o M-CHAT-R/F, presente em 22 estudos, seguido pelo ASQ:SE-2, em seis. As barreiras mais relatadas foram tempo insuficiente nas consultas, insegurança na comunicação da suspeita diagnóstica, falta de treinamento e ausência de fluxos de encaminhamento. Os facilitadores incluíram protocolos institucionalizados, acesso a instrumentos validados e capacitações com supervisão de casos. Programas baseados em procedimentos analítico-comportamentais, como modelação, feedback corretivo e ensaio comportamental, foram associados a maior taxa de aplicação do M-CHAT-R/F e maior precisão nos encaminhamentos. Estudos brasileiros evidenciaram atraso médio de 18 a 24 meses entre a suspeita dos cuidadores e o diagnóstico formal, com a APS como principal ponto de atraso. Os resultados indicam que os profissionais da APS têm papel relevante na redução do atraso diagnóstico do TEA, desde que disponham de formação adequada, instrumentos validados e protocolos de rastreio, reforçando a relevância da Análise do Comportamento tanto para a capacitação profissional quanto para intervenções precoces voltadas ao desenvolvimento de comunicação, interação social e autonomia em crianças com TEA. O cenário brasileiro aponta para a necessidade de investimentos em formação continuada na APS e na integração com redes de atenção psicossocial.
Título do Evento
VIII JAC ABC: Jornada em Análise do Comportamento do Grande ABC
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Jornada em análise do comportamento do grande abc
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DINIZ, Bruna Bruder. IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA POR PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.. In: Jornada em análise do comportamento do grande abc. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) UMESP, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/viii-jornada-em-analise-do-comportamento-do-grande-abc-713263/1619834-IDENTIFICACAO-PRECOCE-DO-TRANSTORNO-DO-ESPECTRO-AUTISTA-POR-PROFISSIONAIS-DA-ATENCAO-PRIMARIA-A-SAUDE--UMA-REVIS. Acesso em: 28/07/2026

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