AMÉRICA(S) LATINA, ESTADOS UNIDOS E BRASIL: UM BREVE ESTUDO SOBRE GEOPOLÍTICA

Publicado em 14/03/2022 - ISSN: 2316-266X

Título do Trabalho
AMÉRICA(S) LATINA, ESTADOS UNIDOS E BRASIL: UM BREVE ESTUDO SOBRE GEOPOLÍTICA
Autores
  • FÁBIO DA SILVA GONÇALVES
  • Andréia Maria Assunção
  • Fharley Danilo dos Santos Silva
Modalidade
Comunicação Oral - Resumo
Área temática
[GT 14] Movimentos Sociais e o Contexto Econômico, Social e Político na América Latina
Data de Publicação
14/03/2022
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/viiconinter2018/113637-america(s)-latina-estados-unidos-e-brasil--um-breve-estudo-sobre-geopolitica
ISSN
2316-266X
Palavras-Chave
Continente Americano, Globalização, Hegemonia, Nova Geopolítica
Resumo
A globalização engendrou várias e crescentes transformações na amálgama do espaço mundial. Nesse processo, insere-se a expansão econômica, ideológica, cultural e política de muitos países, participantes de um processo de mundialização bastante complexo, por conseguinte, determinando uma nova roupagem à geopolítica mundial. Isso possibilitou a construção de um cenário de vital importância para o exercício de um grande poderio por parte dos Estados Unidos da América (EUA), principalmente, após o enfraquecimento do bloco socialista na década de 1990. Visando à vitalidade hegemônica, os Estados Unidos desenvolvem vários mecanismos de influências e dominação nos países considerados emergentes e subdesenvolvidos, presentes na América Latina, onde se insere o Brasil. Desse modo, levando em consideração a premissa de que para se compreender o espaço geográfico contemporâneo, muito se demanda compreender a hegemonia norte-americana, propõe-se como objetivo deste artigo, analisar as relações geopolíticas entre os Estados Unidos e América Latina e, dentro desta, com o Brasil. O procedimento metodológico adotado foi a revisão bibliográfica. O artigo está estruturado em quatro partes. A primeira parte apresenta breves considerações, digamos ligeiramente histórica e epistemológica, sobre a “Geopolítica”, apontando os vários motivos que influenciam a “Nova Ordem” estabelecida a partir de 1991. Dentro desse prisma, destacamos a evolução e as mudanças ocorridas no âmbito da geopolítica e as implicações atuais influenciadas pelos processos de internacionalização do capitalismo e a globalização. A segunda parte discorre sobre a hegemonia estadunidense e faz apontamentos sobre essa temática. Apresentamos alguns elementos históricos que permitiram aos Estados Unidos se tornar potência hegemônica. Na terceira parte colocamos em pauta a geopolítica dos Estados Unidos na América Latina. Antes de enveredarmos na questão geopolítica de atuação dos Estados Unidos, foi necessário entender o componente América Latina em conjunto, no seu espaço, bem como as características que lhe conferem peculiaridades. Embasados neste sentido, foi possível, então, entender como a geopolítica estadunidense atua nesta região, em quais espaços se entremeiam as relações de domínio. Ainda na terceira parte, relacionamos o Brasil ao contexto político na América Latina a partir 1980, apontando peculiaridades e semelhanças, bem como a questão dos blocos econômicos, mais especificamente da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Nesta parte, ainda, analisamos o Brasil na perspectiva do contexto político americano a partir da década de 1980. Ao final, na última parte, tecemos algumas considerações que o estudo permitiu abstrair. Um ponto de efeito e que nos ajudou a entender todo o processo de dominação por parte dos Estados Unidos, diz respeito à globalização dos mercados. Faz-se surgir então, novas formas de inserção internacional, diga-se de formação de blocos de escala sub-regional. Em face do exposto, reiteramos que a América Latina, infelizmente, ainda passa por inúmeros problemas estruturais dentre eles a pobreza, o desemprego e a concentração de renda. A geopolítica após os anos 1980 tomou um novo rumo. Diversos foram os fatores que mobilizaram este caminho e apresentá-los não só é necessário, mas importante, frente à verdadeira revolução que se formou por causa deles. Foi o que aqui se fez. Para começar, a despeito das críticas, uma Nova Ordem Mundial foi implantada, vindo acompanhada dos processos de transnacionalização e mundialização sob os auspícios da globalização enquanto movimento de grande transformação e (re)organização do espaço mundial. Ambos de influência planetária e que vão criar novas relações que imprimiram um novo contexto na América Latina. A nova geopolítica perdeu seu caráter beligerante e tem seus contrafortes na dominação cultural, ideológica, econômica e tecnológica, a espelho dos Estados Unidos. Isso é condizente ao estabelecimento de uma nova Divisão Internacional do Trabalho, cuja premissa é o domínio das novas técnicas e suas “logias”, bem como da informação. Também podemos abstrair que embora alguns autores considerem que a hegemonia norte-americana está passando por uma crise, ela ainda é reinante e deve-se, sobremaneira, à aglutinação de diversos fatores, porém destaca-se em termos econômicos, de organização militar, inovação tecnológica e disseminação dos valores culturais. É viável dizer que a hegemonia estadunidense não representa uma possibilidade de dominação totalizante, uma vez que vários outros países têm se erguido como um forte concorrente, a exemplo do Japão por meio da nanotecnologia e da exponencial robótica. Havemos de considerar ainda, que o termo América Latina é antes uma expressão que denota dominação, do que uma unidade entre seus países constituintes. A dominação dos EUA sobre essa área é intensa e revela-se por meio do discurso de gestão dos seus recursos naturais e como tentativa de exaurimento da pobreza e demais problemas de ordem social, tudo, é claro, com embasamento de alto teor de alienação econômica. Este não é um fato recente, quando vemos que a História sublinha marcos de alienação sobre o espaço latino-americano em todos os sentidos, o que concorreu para a estagnação do desenvolvimento não só dos países da América Latina, mas como todos os outros países tidos como subdesenvolvidos. O Brasil é um dos “carros-chefes” da América Latina pondo em relevo seu potencial físico, econômico e político, sendo o atual líder do Mercosul. Pode-se dizer que a liderança brasileira no tocante à esse bloco é um fator que indica a “resistência” de nosso país frente à ação hegemônica e avassaladora dos Estados Unidos no continente americano. Apesar dessa resposta sutil e mediatizada, podemos abstrair que, quanto à ação política dos Estados Unidos no Brasil, verifica-se que a diplomacia brasileira mostrou-se amistosa e receptiva afim de que maiores conflitos viessem à baila e desestruturasse o processo de desenvolvimento econômico por que passa o Estado brasileiro. Portanto, a América Latina e o Brasil vivem ainda sob a tutela dos Estados Unidos, quando a nossa economia, cultura e sociedade estão à mercê dos ditames supremos de um país que há muito tece suas teias no emaranhado global e ratifica/reverbera na práxis o ditado popular “quem pode manda quem tem juízo obedece”.
Título do Evento
VII Coninter
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais VII CONINTER
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GONÇALVES, FÁBIO DA SILVA; ASSUNÇÃO, Andréia Maria; SILVA, Fharley Danilo dos Santos. AMÉRICA(S) LATINA, ESTADOS UNIDOS E BRASIL: UM BREVE ESTUDO SOBRE GEOPOLÍTICA.. In: Anais VII CONINTER. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UNIRIO, 2018. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VIIConinter2018/113637-AMERICA(S)-LATINA-ESTADOS-UNIDOS-E-BRASIL--UM-BREVE-ESTUDO-SOBRE-GEOPOLITICA. Acesso em: 21/05/2026

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