BARREIRAS DE ACESSO À JUSTIÇA A PARTIR DA LINGUAGEM JURÍDICA HERMÉTICA

Publicado em 14/03/2022 - ISSN: 2316-266X

Título do Trabalho
BARREIRAS DE ACESSO À JUSTIÇA A PARTIR DA LINGUAGEM JURÍDICA HERMÉTICA
Autores
  • RAFAEL GUIMARÃES DE OLIVEIRA
  • FERNANDO XAVIER DE ALMEIDA
Modalidade
Comunicação Oral - Resumo
Área temática
[GT 20] Sistema judiciário, desigualdades étnicas e raciais
Data de Publicação
14/03/2022
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/viiconinter2018/112192-barreiras-de-acesso-a-justica-a-partir-da-linguagem-juridica-hermetica
ISSN
2316-266X
Palavras-Chave
Vocábulo hermético, Cidadania, Acesso ao Judiciário.
Resumo
O presente estudo busca analisar as dificuldades, em decorrência do vocabulário jurídico hermético, para a promoção do acesso à Justiça. O vocabulário jurídico é um produto de construção sociocultural, imprescindível à efetivação do acesso à Justiça e deveria estar, constitucionalmente, ao alcance de todos. No entanto, aludido vocabulário materializa uma grande muralha hermética entre o cidadão leigo e o texto jurídico, tornando-se, assim, grande responsável pelo desconhecimento do Direito e, por consequência, óbice ao acesso à Justiça. Há um enorme fosso entre a linguagem jurídica e a linguagem utilizada pelos cidadãos comuns, deixando do lado de fora do Judiciário uma parcela significativa da população brasileira. O acesso à Justiça é um direito assegurado pela Constituição Federal em seu artigo 5º, XXXV, a todo cidadão brasileiro. O conceito de acesso ao Judiciário deve ser tratado como algo maior do que o mero contato da sociedade com uma lide arquivada no Judiciário, mas sim, de uma forma mais ampla, que o cidadão possa interagir e ser capaz de administrar seus conflitos e interesses, bem como exercer direitos e deveres como cidadão. Dessa forma, é imprescindível um repensar, a partir da hermenêutica, a utilização do texto jurídico como mecanismo de promoção e inclusão dos cidadãos e não como instrumento de exclusão. Assim, faz-se necessário uma superação do “juridiquês” em prol da linguagem clara e objetiva, capaz de conscientizar, incluir e emancipar. Assim, depreende-se que, apesar de ser um direito fundamental, a linguagem rebuscada e demasiadamente tecnicista do Direito configura, ainda, um obstáculo de difícil transposição para grande parte da sociedade. A metodologia empregada consiste na revisão bibliográfica com base em leituras de alguns sites selecionados da internet que discorriam sobre o tema abordado. O vocábulo Hermético, aqui abordado, utilizado precipuamente nas práticas forense, traz em seu bojo o rebuscamento no uso das palavras, dando características a ciência jurídica. Entretanto, verifica-se que a função da linguagem no ramo do direito vem desvirtuando seu principal objetivo, onde o uso da linguagem em latim, e de sinônimos rebuscados acaba por dificultar a compreensão e interpretação da real mensagem jurídica. Porém, quando esta prática é analisada sob a ótica do indivíduo, constata-se que o cidadão, por desconhecer e não compreender o que a lei, uma sentença, ou mesmo o que o próprio advogado profere, tem seu acesso à justiça restrito e em alguns casos não há acesso, por falta de compreensão. Assim, o indivíduo é cerceado de obter o bem jurídico pretendido. O acesso à Justiça é um direito assegurado pela Constituição Federal em seu artigo 5º, XXXV, a todo cidadão brasileiro. O conceito de acesso ao Judiciário deve ser tratado como algo maior do que o mero contato da sociedade com uma lide arquivada no Judiciário, mas sim, de uma forma mais ampla, que o cidadão possa interagir e ser capaz de administrar seus conflitos e interesses, bem como exercer direitos e deveres como cidadão. Assim, faz-se necessário uma superação do “juridiquês” em prol da linguagem clara e objetiva, capaz de conscientizar, incluir e emancipar. O método adotado é o hipotético-dedutivo, auxiliado pela revisão bibliográfica e utilização de teoria específica e pertinente à temática. Ao fim, depreende-se que, apesar de ser um direito fundamental, a linguagem rebuscada e demasiadamente tecnicista do Direito configura, ainda, um obstáculo de difícil transposição para grande parte da sociedade.
Título do Evento
VII Coninter
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais VII CONINTER
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, RAFAEL GUIMARÃES DE; ALMEIDA, FERNANDO XAVIER DE. BARREIRAS DE ACESSO À JUSTIÇA A PARTIR DA LINGUAGEM JURÍDICA HERMÉTICA.. In: Anais VII CONINTER. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UNIRIO, 2018. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VIIConinter2018/112192-BARREIRAS-DE-ACESSO-A-JUSTICA-A-PARTIR-DA-LINGUAGEM-JURIDICA-HERMETICA. Acesso em: 31/05/2026

Trabalho

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