MATUTA: REFLEXÕES SOBRE A CRIAÇÃO DE UMA COMUNIDADE DE PESQUISA EM TERREIRO

Publicado em 17/01/2025 - ISSN: 2359-4306

Título do Trabalho
MATUTA: REFLEXÕES SOBRE A CRIAÇÃO DE UMA COMUNIDADE DE PESQUISA EM TERREIRO
Autores
  • Gabriel Ricardo de Moura
Modalidade
Resumo Simples
Área temática
ESPAÇO DE DIÁLOGO 15: O CORPO TERREIRO. ATRAVESSAMENTOS ENCANTADOS E CONTRACOLONIAIS DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E AFRO-INDÍGENAS NO BRASIL.
Data de Publicação
17/01/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/viicoloquiopcts/922625-matuta--reflexoes-sobre-a-criacao-de-uma-comunidade-de-pesquisa-em-terreiro
ISSN
2359-4306
Palavras-Chave
povos de terreiro; pesquisa; epistemologia de terreiro; contra-colonialidade; saberes ancestrais; saberes tradicionais.
Resumo
O trabalho pretende apresentar reflexões sobre a criação da Matuta – Comunidade de Pesquisa em Terreiro, fundada pela comunidade de filhos de santo acadêmicos do terreiro de umbanda Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO), localizada em Belo Horizonte. O grupo é coordenado pelo Mestre Pai Ricardo de Moura, professor da Formação Transversal em Saberes Tradicionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e pelo professor César Guimarães, da mesma instituição. A Matuta é uma comunidade de pesquisa em terreiro composta por filhas e filhos de santo, herdeiras e herdeiros das subjetividades e dos modos de fazer, pensar e viver afro-periféricos no Brasil. O grupo, de base transdisciplinar, tem pesquisadores com graduação, mestrado e doutorado em diversas áreas do conhecimento. Além da formação tradicional, que construímos com base em vivências no saber ancestral, possuímos, devido a nossas trajetórias na universidade, confluência com a formação acadêmica de viés eurocêntrico. Compreendemos que esse trânsito e essa confluência possibilitam o alcance de oportunidades de criação de processos decoloniais e contra-coloniais que quebram padrões já existentes. Nossa comunidade de pesquisa surgiu diante da inconformidade em relação à forma como a academia, na maioria das vezes, trata filhos de santo e seus saberes, com pouco ou nenhum acolhimento. Nossas ações e reuniões acontecem, principalmente, dentro do espaço do nosso terreiro fonte, a CCPJO. O que se produz é feito no território de terreiro, possibilitando uma oportunidade de novos encontros, a formação e ampliação para o saber acadêmico. O grupo cria e pensa pesquisas, estudos e metodologias em territórios de terreiros a partir das cosmopercepções e vivências dos povos de terreiro. As metodologias e as reflexões estão fundamentadas em epistemologias próprias, de forma a dar visibilidade ao conhecimento ancestral. Este artigo foi escrito com objetivo de descrever o processo de formação da Matuta, e qual o viés metodológico e epistemológico que a comunidade pretende seguir.
Título do Evento
VII COLÓQUIO INTERNACIONAL POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS - PRIMAVERA DOS POVOS RUMO À COP 30 Ancestralidade, Justiça Climática e Direitos Territoriais!
Cidade do Evento
Montes Claros
Título dos Anais do Evento
Colóquio Internacional Sobre Povos e Comunidades Tradicionais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MOURA, Gabriel Ricardo de. MATUTA: REFLEXÕES SOBRE A CRIAÇÃO DE UMA COMUNIDADE DE PESQUISA EM TERREIRO.. In: Colóquio Internacional Sobre Povos e Comunidades Tradicionais. Anais...Montes Claros(MG) UNIMONTES, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/viicoloquiopcts/922625-MATUTA--REFLEXOES-SOBRE-A-CRIACAO-DE-UMA-COMUNIDADE-DE-PESQUISA-EM-TERREIRO. Acesso em: 07/06/2026

Trabalho

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