DO ALTAR DE JOÁS AO CONFLITO COMUNITÁRIO: MATERIALIDADE, ESPAÇO CULTUAL E AUTORIDADE RELIGIOSA EM JUÍZES 6,25–32

Publicado em 23/10/2026 - ISBN: 978-65-272-2870-7

Título do Trabalho
DO ALTAR DE JOÁS AO CONFLITO COMUNITÁRIO: MATERIALIDADE, ESPAÇO CULTUAL E AUTORIDADE RELIGIOSA EM JUÍZES 6,25–32
Autores
  • Arnaldo Da Silva Santos
Modalidade
RESUMO - com comunicação online
Área temática
GT 01: Bíblia, Arqueologia e Religião
Data de Publicação
23/10/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vii-congresso-747255/1873337-do-altar-de-joas-ao-conflito-comunitario--materialidade-espaco-cultual-e-autoridade-religiosa-em-juizes-62532
ISBN
978-65-272-2870-7
Palavras-Chave
Livro de Juízes. Gideão. Arqueologia bíblica. Materialidade cultual. Autoridade religiosa.
Resumo
Este artigo examina Juízes 6,25–32 como narrativa de substituição cultual articulada por objetos, espaços e competências sociais. O problema consiste em compreender como um altar vinculado a Joás e à sua casa se torna objeto de proteção dos homens da cidade e como sua destruição e substituição reorganizam a autoridade religiosa. A pesquisa adota como método principal a análise exegética e literária da forma final do texto hebraico, recorrendo à história das religiões, à intertextualidade e à arqueologia como instrumentos comparativos, com atenção às diferenças de cronologia, proveniência e natureza documental. A análise da cadeia verbal — demolir, cortar, construir e oferecer — indica que a mudança de lealdade é representada como transformação material do espaço: o altar de Baal é demolido, a asherah é cortada, um novo altar é construído e a madeira do objeto removido é incorporada à oferta dedicada a YHWH. A referência ao pai, à casa paterna e aos servos situa o conjunto cultual na esfera de Joás, enquanto a investigação e a reação dos homens da cidade demonstram que sua relevância ultrapassa o âmbito familiar. A resposta de Joás protege Gideão, contesta a competência dos acusadores e desafia Baal a defender-se, mas não comprova, isoladamente, a conversão do personagem. O nome Jerubaal preserva a disputa como memória narrativa. Comparativamente, o Bull Site e o santuário de Tel Rehov ilustram a existência de espaços cultuais locais capazes de articular casas e comunidades, sem identificar o altar de Ofra ou comprovar a historicidade da cena. Os textos de Ugarit esclarecem o repertório religioso de Baal e Athirat, mas não constituem evidência direta para o episódio. Conclui-se que o altar é paterno quanto ao patronato narrado e comunitário quanto à sua proteção social, e que a perícope constrói a lealdade a YHWH mediante a redistribuição do controle sobre matéria, espaço e julgamento.
Título do Evento
VII CONGRESSO INTERNACIONAL DA FACULDADES EST
Cidade do Evento
São Leopoldo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional da Faculdades EST e do Salão de Pesquisas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Arnaldo Da Silva. DO ALTAR DE JOÁS AO CONFLITO COMUNITÁRIO: MATERIALIDADE, ESPAÇO CULTUAL E AUTORIDADE RELIGIOSA EM JUÍZES 6,25–32.. In: Anais do Congresso Internacional da Faculdades EST e do Salão de Pesquisas. Anais...São Leopoldo(RS) Faculdades EST, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vii-congresso-747255/1873337-DO-ALTAR-DE-JOAS-AO-CONFLITO-COMUNITARIO--MATERIALIDADE-ESPACO-CULTUAL-E-AUTORIDADE-RELIGIOSA-EM-JUIZES-62532. Acesso em: 27/10/2026

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