A DIALÉTICA MATERIALISTA DA REFORMA PROTESTANTE: DA LUTA DE CLASSES CLÁSSICA ÀS APROPRIAÇÕES PRAXIAIS NO BRASIL

Publicado em 23/10/2026 - ISBN: 978-65-272-2870-7

Título do Trabalho
A DIALÉTICA MATERIALISTA DA REFORMA PROTESTANTE: DA LUTA DE CLASSES CLÁSSICA ÀS APROPRIAÇÕES PRAXIAIS NO BRASIL
Autores
  • Breno Vellozo Frossard
  • Gabriela Barros Lima da Cunha
Modalidade
RESUMO - com comunicação presencial
Área temática
GT 09: O Sagrado no Capitalismo e o Santo Escandaloso
Data de Publicação
23/10/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vii-congresso-747255/1871810-a-dialetica-materialista-da-reforma-protestante--da-luta-de-classes-classica-as-apropriacoes-praxiais-no-brasil
ISBN
978-65-272-2870-7
Palavras-Chave
Reforma Protestante, Materialismo Histórico, Luta de Classes, Teologia da Libertação.
Resumo
O presente trabalho analisa a Reforma Protestante do século XVI sob o prisma do materialismo histórico-dialético, concebendo-a como uma manifestação superestrutural vinculada à desagregação do modo de produção feudal e ao desenvolvimento do capitalismo nascente. A partir dos fundamentos teóricos estabelecidos por Friedrich Engels em A Guerra Camponesa Alemã, investiga-se como a confrontação de classes na Alemanha do século XVI expressou-se necessariamente sob mediação religiosa. Evidencia-se a contradição dialética entre a via reformadora burguesa de Martinho Lutero — aliada aos príncipes territoriais e funcional ao Estado absolutista — e a via revolucionária plebeia liderada por Thomas Müntzer, porta-voz do campesinato e das camadas urbanas subalternas. Em continuidade, examina-se a leitura de Karl Kautsky em As Origens do Cristianismo, que resgata a energia comunista e o impulso de libertação do movimento anabatista como elo histórico com a luta proletária moderna. No plano superestrutural e cultural, mobiliza-se a contribuição de Antonio Gramsci nos Cadernos do Cárcere, interpretando a Reforma como modelo histórico de «Reforma Intelectual e Moral», elemento constitutivo da hegemonia burguesa cuja dinâmica deve ser assimilada e invertida pelas classes subalternas em um processo de contra-hegemonia. Por fim, o estudo mapeia as apropriações praxiais dessa matriz no contexto periférico brasileiro por meio de duas vertentes: a pedagógica-estatal de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, que instrumentalizou elementos da ética metodista wesleyana voltados à disciplina e à educação integral emancipadora nos CIEPs; e a teológico-crítica de Walter Altmann em Lutero e Libertação, que ressignifica o princípio da justificação pela fé (Sola Fide) na chave da Teologia da Libertação, transformando-o em crítica estrutural radical contra as desigualdades e em imperativo prático de justiça social (Sola Iustitia). Conclui-se que o legado da Reforma, interpretado pelo instrumental crítico marxista, desvela a religião não apenas como aparato legitimador de dominações de classe, mas igualmente como potente vetor de conscientização, práxis e mobilização histórica dos estratos oprimidos.
Título do Evento
VII CONGRESSO INTERNACIONAL DA FACULDADES EST
Cidade do Evento
São Leopoldo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional da Faculdades EST e do Salão de Pesquisas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FROSSARD, Breno Vellozo; CUNHA, Gabriela Barros Lima da. A DIALÉTICA MATERIALISTA DA REFORMA PROTESTANTE: DA LUTA DE CLASSES CLÁSSICA ÀS APROPRIAÇÕES PRAXIAIS NO BRASIL.. In: Anais do Congresso Internacional da Faculdades EST e do Salão de Pesquisas. Anais...São Leopoldo(RS) Faculdades EST, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vii-congresso-747255/1871810-A-DIALETICA-MATERIALISTA-DA-REFORMA-PROTESTANTE--DA-LUTA-DE-CLASSES-CLASSICA-AS-APROPRIACOES-PRAXIAIS-NO-BRASIL. Acesso em: 27/10/2026

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