QUANDO A SEDE CANTA: PRÁTICAS MUSICAIS, CORPOREIDADE E EPISTEMOLOGIAS TRANSFORMADORAS NO GRUPO DE CANTO ECUMÊNICO

Publicado em 23/10/2026 - ISBN: 978-65-272-2870-7

Título do Trabalho
QUANDO A SEDE CANTA: PRÁTICAS MUSICAIS, CORPOREIDADE E EPISTEMOLOGIAS TRANSFORMADORAS NO GRUPO DE CANTO ECUMÊNICO
Autores
  • DANIELA WEINGARTNER
Modalidade
RESUMO - com comunicação online
Área temática
GT 03: Epistemologias Transformadoras e Justas: Gênero e Diversidade
Data de Publicação
23/10/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vii-congresso-747255/1858596-quando-a-sede-canta--praticas-musicais-corporeidade-e-epistemologias-transformadoras-no-grupo-de-canto-ecumenic
ISBN
978-65-272-2870-7
Palavras-Chave
Musicar, Corporeidade, Gênero, Religião vivida.
Resumo
Este trabalho investiga de que modo práticas musicais coletivas podem produzir conhecimentos, pertencimento e relações, considerando as conexões entre gênero, corporeidade, fé e diversidade. A investigação parte da hipótese de que o canto coletivo produz conhecimentos que emergem do corpo, da experiência e das relações e pode também constituir uma prática que interrompe a lógica utilitarista e produtivista vigente. Para tanto, a pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório e interpretativo, articulando observação participante do Grupo de Canto Ecumênico, registro das experiências dos ensaios e revisão bibliográfica. O referencial teórico dialoga com o conceito de musicar, de Christopher Small, com os estudos sobre corporeidade e ritual de Catherine Bell, com a perspectiva da religião vivida de Meredith McGuire e Júlio Cézar Adam, além das contribuições de Boaventura de Sousa Santos para as epistemologias do Sul, Ivone Gebara para a teologia feminista latino-americana e Byung-Chul Han e Hartmut Rosa para a reflexão sobre produtividade, contemplação e ressonância. A pesquisa nasceu da convivência com o Grupo de Canto Ecumênico, que ensaia semanalmente no Teatro Carlos Gomes, em Blumenau (SC). Formado majoritariamente por mulheres de diferentes denominações religiosas, o grupo mescla prática musical e conversas sobre fé e diversidade. Grande parte das participantes não possui experiência anterior em coros, mas para além da aprendizagem musical, os ensaios têm produzido conversas sobre teologia, experiências cotidianas e questões que atravessam a vida. Um dos desdobramentos da investigação ocorreu a partir do canto “De Noche”, da comunidade de Taizé, e das conversas suscitadas por seu texto: “solo la sed nos alumbra” (só a sede nos ilumina). A partir do canto, as participantes falaram sobre as “sedes” que as iluminam e movem: sede de justiça, amor, paz, acolhimento, empatia, reconhecimento, vida digna e união. O canto coletivo possibilita compartilhar experiências corporais, afetivas e espirituais e produzir reflexões a partir delas. Ao mesmo tempo, cantar, uma atividade que não precisa responder às exigências de produtividade, cria uma pausa na lógica do desempenho e abre espaço para presença, escuta, contemplação e relação. O canto não aparece, assim, como fuga da realidade, mas como outra forma de estar nela. No contexto observado, as pessoas participantes compartilham experiências, negociam diferenças e expressam desejos relacionados à justiça, ao cuidado e à dignidade.
Título do Evento
VII CONGRESSO INTERNACIONAL DA FACULDADES EST
Cidade do Evento
São Leopoldo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional da Faculdades EST e do Salão de Pesquisas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

WEINGARTNER, DANIELA. QUANDO A SEDE CANTA: PRÁTICAS MUSICAIS, CORPOREIDADE E EPISTEMOLOGIAS TRANSFORMADORAS NO GRUPO DE CANTO ECUMÊNICO.. In: Anais do Congresso Internacional da Faculdades EST e do Salão de Pesquisas. Anais...São Leopoldo(RS) Faculdades EST, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vii-congresso-747255/1858596-QUANDO-A-SEDE-CANTA--PRATICAS-MUSICAIS-CORPOREIDADE-E-EPISTEMOLOGIAS-TRANSFORMADORAS-NO-GRUPO-DE-CANTO-ECUMENIC. Acesso em: 27/10/2026

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