O ÍDOLO COMO IMAGEM SAGRADA DO MERCADO: O K-POP À LUZ DA CRÍTICA TEOLÓGICA AO CAPITALISMO COMO RELIGIÃO

Publicado em 23/10/2026 - ISBN: 978-65-272-2870-7

Título do Trabalho
O ÍDOLO COMO IMAGEM SAGRADA DO MERCADO: O K-POP À LUZ DA CRÍTICA TEOLÓGICA AO CAPITALISMO COMO RELIGIÃO
Autores
  • Caroline Julie da Rosa Cougo
Modalidade
RESUMO - com comunicação presencial
Área temática
GT 09: O Sagrado no Capitalismo e o Santo Escandaloso
Data de Publicação
23/10/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vii-congresso-747255/1851358-o-idolo-como-imagem-sagrada-do-mercado--o-k-pop-a-luz-da-critica-teologica-ao-capitalismo-como-religiao
ISBN
978-65-272-2870-7
Palavras-Chave
K-pop; Capitalismo como religião; Paul Tillich; Rubem Alves; Teologia da Cultura.
Resumo
Esta comunicação analisa o K-pop como um produto exemplar do que a tradição crítica, de Walter Benjamin a Jung Mo Sung e Franz Hinkelammert, chama de capitalismo como religião. Parte-se da hipótese de que a indústria musical sul-coreana não apenas comercializa canções, mas organiza uma economia simbólica de caráter religioso, na qual o mercado ocupa o lugar do sagrado e promete sentido, pertencimento e salvação por meio do consumo. Nessa economia, o ídolo aparece como imagem de perfeição fabricada, produzida por um sistema de treinamento que disciplina corpos, afetos e narrativas desde a adolescência dos artistas. O fandom, por sua vez, funciona como comunidade devocional, cuja fidelidade se expressa e se mede pelo consumo, em práticas que lembram a liturgia: compra repetida de álbuns, metas coletivas de streaming, rituais de apoio, celebração de datas e peregrinações a shows e espaços ligados aos artistas. A partir da Teologia da Cultura de Paul Tillich, especialmente da noção de demônico como elevação do finito à condição de preocupação última, discute-se como essa estrutura desloca a experiência do sagrado para a lógica da mercadoria e exige sacrifícios tanto dos artistas quanto dos fãs. Em diálogo com a Teologia do Cotidiano de Rubem Alves, a análise também procura os pontos de ruptura dessa engrenagem: canções e performances em que a fragilidade, o fracasso, a ansiedade e o sofrimento dos artistas aparecem e contradizem a imagem do ídolo perfeito. Esses momentos são lidos como irrupções do "santo escandaloso", um sagrado que se manifesta na vulnerabilidade e não na perfeição vendável, e que por isso questiona a idolatria do mercado. Metodologicamente, o trabalho combina revisão bibliográfica e análise cultural de produções e práticas do K-pop. A pesquisa integra uma tese de doutorado em Teologia sobre as relações entre teologia e música popular coreana.
Título do Evento
VII CONGRESSO INTERNACIONAL DA FACULDADES EST
Cidade do Evento
São Leopoldo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional da Faculdades EST e do Salão de Pesquisas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COUGO, Caroline Julie da Rosa. O ÍDOLO COMO IMAGEM SAGRADA DO MERCADO: O K-POP À LUZ DA CRÍTICA TEOLÓGICA AO CAPITALISMO COMO RELIGIÃO.. In: Anais do Congresso Internacional da Faculdades EST e do Salão de Pesquisas. Anais...São Leopoldo(RS) Faculdades EST, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vii-congresso-747255/1851358-O-IDOLO-COMO-IMAGEM-SAGRADA-DO-MERCADO--O-K-POP-A-LUZ-DA-CRITICA-TEOLOGICA-AO-CAPITALISMO-COMO-RELIGIAO. Acesso em: 27/10/2026

Trabalho

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