MORTALIDADE INFANTIL NO BRASIL: UM PANORAMA DAS REGIÕES CHILD MORTALITY IN BRAZIL: AN OVERVIEW OF THE REGIONS

Publicado em 28/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2653-6

Título do Trabalho
MORTALIDADE INFANTIL NO BRASIL: UM PANORAMA DAS REGIÕES CHILD MORTALITY IN BRAZIL: AN OVERVIEW OF THE REGIONS
Autores
  • Enilho Fernando Pereira Feitoza
  • Ranielson Brandão Clementino
  • Jamille Vitória Dias de Lira
  • ANGELICA VITORIA DE SOUSA MENEZES
  • Damires Maria Castro Rodrigues
  • Julia Stefani Clementino Lins
  • Laura Rodrigues Pinheiro
  • Maria Elda Alves de Lacerda Campos
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Saúde pública e epidemiologia
Data de Publicação
28/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vi-workshop-internacional-em-doencas-cronicas-e-negligenciadas-725262/1621473-mortalidade-infantil-no-brasil--um-panorama-das-regioes--child-mortality-in-brazil--an-overview-of-the-regions
ISBN
978-65-272-2653-6
Palavras-Chave
Epidemiologia; Indicadores de Saúde; Mortalidade Infantil. Epidemiology; Health Indicators; Infant Mortality.
Resumo
Introdução: A mortalidade infantil avalia o nível de desenvolvimento e condições de saúde de uma população, mensurando o risco de óbito no primeiro ano de vida, revelando iniquidades sociais e a qualidade dos serviços prestados (Rouquayrol; Gurgel, 2018). No Brasil, observou-se uma redução desse indicador nas últimas décadas, resultado da expansão da atenção básica, dos programas de imunização e de melhorias nas condições de vida, embora as disparidades regionais representem desafios contínuos para a manutenção desses avanços (Marinho; Ferreira, 2021). A análise da mortalidade infantil nas regiões brasileiras é essencial, para identificar padrões, disparidades, fatores determinantes, e subsidiar a formulação de políticas públicas. Objetivo: Analisar a taxa da mortalidade infantil nas regiões brasileiras no ano de 2024. Método: Trata-se de uma pesquisa de natureza básica e documental, de abordagem quantitativa, baseado na análise de dados secundários referentes à mortalidade infantil no Brasil no ano de 2024. Os dados foram obtidos por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), utilizando informações provenientes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram analisados os óbitos em menores de um ano de idade e o número de nascidos vivos, segundo as cinco regiões brasileiras. A taxa de mortalidade infantil foi calculada usando no numerador os óbitos menores de 1 ano e no denominador os nascidos vivos de cada região estudada, multiplicado por 1.000 nascidos vivos, os resultados foram então arredondados para um valor aproximado. Por fim, os dados foram organizados e analisados de forma comparativa. Não foi necessário submeter ao Comitê de Ética em Pesquisa por se tratar de dados secundários de domínio público. Resultados e Discussão: Foram obtidas as taxas de mortalidade infantil de cada uma das cinco regiões geográficas brasileiras, a região Norte foi a que apresentou a maior taxa, 15,7, seguida da região Nordeste com 13,5 e da região Centro-Oeste, 12,6. A região Sul apresentou a menor taxa com 10,4 enquanto a Sudeste foi de 11,7. No Brasil a taxa de mortalidade infantil foi de 12,6. Os resultados evidenciam diferenças relevantes na mortalidade infantil entre as regiões brasileiras no ano de 2024. Observa-se um padrão desigual na distribuição do coeficiente, com taxas mais elevadas nas regiões Norte e Nordeste, enquanto as regiões Sul e Sudeste apresentam os menores níveis. Esse cenário aponta para a persistência de desigualdades regionais em saúde no país, refletindo diferenças nas condições socioeconômicas, no acesso aos serviços de saúde e na qualidade da assistência materno-infantil (Victora et al., 2011). A maior concentração de óbitos infantis em regiões, que, consoante França, et al. (2017), são historicamente mais vulneráveis, reforça a sensibilidade desse indicador para a análise das condições de vida da população. Os resultados sugerem ainda que fatores como cobertura e qualidade do pré-natal, assistência ao parto, acesso à atenção básica e saneamento básico exercem influência sobre a mortalidade infantil. Regiões com melhor infraestrutura e disponibilidade de serviços apresentam melhores desfechos em saúde infantil, enquanto aquelas com maiores fragilidades enfrentam maiores desafios (Leal et al., 2020; Barreto et al. 2017). Deve-se considerar as limitações de qualidade dos dados, como sub-registro de eventos vitais e diferenças na cobertura dos sistemas de informação entre as regiões que podem impactar a magnitude dos coeficientes, devendo ser levados em conta na interpretação dos resultados. Ainda assim, o padrão identificado evidencia a necessidade de fortalecimento de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades regionais e à melhoria da atenção à saúde infantil no Brasil. Conclusão: O estudo identificou padrões de distribuição e disparidades regionais, evidenciando a necessidade de fortalecimento de políticas públicas voltadas à redução dessas desigualdades. Ressalta-se, ainda, a importância dos sistemas de informação em saúde para o monitoramento desses indicadores, apesar das limitações na qualidade dos dados. Referências BARRETO, Maurício Lima. Desigualdades em saúde: uma perspectiva global. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 22, n. 7, p. 2097-2108, 2017. FRANÇA, Elisabeth Barboza et al. Principais causas da mortalidade na infância no Brasil, em 1990 e 2015: estimativas do estudo de Carga Global de Doença. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 20, supl. 1, p. 46-60, 2017. LEAL, Maria do Carmo et al. Assistência pré-natal na rede pública do Brasil. Revista de Saúde Pública, v. 54, p. 08, 2020. ROUQUAYROL, Maria Zélia; GURGEL, Marcelo. Epidemiologia & saúde. 8. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2018. VICTORA, Cesar Gomes et al. Maternal and child health in Brazil: progress and challenges. The Lancet, London, v. 377, n. 9780, p. 1863-1876, 2011. MARINHO, Cristiane da Silva Ramos; FERREIRA, Maria Ângela Fernandes. Evolução das políticas públicas frente à redução da mortalidade infantil e na infância no Brasil. Research, Society and Development, v. 10, n. 11, e474101119584, 2021. Introduction: Infant mortality assesses the level of development and health conditions of a population, measuring the risk of death in the first year of life, revealing social inequities and the quality of services provided (Rouquayrol; Gurgel, 2018). In Brazil, a reduction in this indicator has been observed in recent decades, resulting from the expansion of primary care, immunization programs, and improvements in living conditions, although regional disparities remain ongoing challenges for maintaining these advances (Marinho; Ferreira, 2021). The analysis of infant mortality in Brazilian regions is essential to identify patterns, disparities, determining factors, and to support the formulation of public policies. Objective: To analyze the infant mortality rate in Brazilian regions in the year 2024. Method: This is a research of a basic and documentary nature, with a quantitative approach, based on the analysis of secondary data regarding infant mortality in Brazil in the year 2024. The data were obtained through the Department of Informatics of the Unified Health System (DATASUS), using information from the Mortality Information System (SIM) and the Live Birth Information System (SINASC). Deaths in children under one year of age and the number of live births were analyzed according to the five Brazilian regions. The infant mortality rate was calculated using deaths under 1 year in the numerator and live births in each studied region in the denominator, multiplied by 1,000 live births; the results were then rounded to an approximate value. Finally, the data were organized and analyzed comparatively. It was not necessary to submit to the Research Ethics Committee as it involves secondary data in the public domain. Results and Discussion: The infant mortality rates of each of the five Brazilian geographic regions were obtained. The North region had the highest rate, 15.7, followed by the Northeast region with 13.5 and the Central-West region, 12.6. The South region had the lowest rate at 10.4, while the Southeast was 11.7. In Brazil, the infant mortality rate was 12.6. The results highlight significant differences in infant mortality among Brazilian regions in 2024. An unequal pattern in the distribution of the coefficient is observed, with higher rates in the North and Northeast regions, while the South and Southeast regions show the lowest levels. This scenario points to the persistence of regional health inequalities in the country, reflecting differences in socioeconomic conditions, access to health services, and the quality of maternal and child care (Victora et al., 2011). The highest concentration of infant deaths in regions that, according to França et al. (2017), are historically more vulnerable, reinforces the sensitivity of this indicator for analyzing the living conditions of the population. The results also suggest that factors such as prenatal care coverage and quality, childbirth assistance, access to primary care, and basic sanitation influence infant mortality. Regions with better infrastructure and availability of services show better child health outcomes, while those with greater vulnerabilities face greater challenges (Leal et al., 2020; Barreto et al., 2017). The limitations of data quality should be considered, such as underreporting of vital events and differences in the coverage of information systems between regions, which may impact the magnitude of the coefficients and should be taken into account in the interpretation of the results. Even so, the identified pattern highlights the need to strengthen public policies aimed at reducing regional inequalities and improving child healthcare in Brazil. Conclusion: The study identified distribution patterns and regional disparities, highlighting the need to strengthen public policies aimed at reducing these inequalities. It is also emphasized that health information systems are important for monitoring these indicators, despite the limitations in data quality. References BARRETO, Maurício Lima. Health inequalities: a global perspective. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 22, n. 7, p. 2097-2108, 2017. FRANÇA, Elisabeth Barboza et al. Main causes of childhood mortality in Brazil in 1990 and 2015: estimates from the Global Burden of Disease study. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 20, suppl. 1, p. 46-60, 2017. LEAL, Maria do Carmo et al. Prenatal care in the public health network of Brazil. Revista de Saúde Pública, v. 54, p. 08, 2020. ROUQUAYROL, Maria Zélia; GURGEL, Marcelo. Epidemiology & Health. 8th ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2018. VICTORA, Cesar Gomes et al. Maternal and child health in Brazil: progress and challenges. The Lancet, London, v. 377, n. 9780, p. 1863-1876, 2011. MARINHO, Cristiane da Silva Ramos; FERREIRA, Maria Ângela Fernandes. Evolution of public policies regarding the reduction of infant and childhood mortality in Brazil. Research, Society and Development, v. 10, n. 11, e474101119584, 2021.
Título do Evento
VI Workshop Internacional em Doenças Crônicas e Negligenciadas
Título dos Anais do Evento
Anais do Workshop Internacional em Doenças Crônicas e Negligenciadas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FEITOZA, Enilho Fernando Pereira et al.. MORTALIDADE INFANTIL NO BRASIL: UM PANORAMA DAS REGIÕES CHILD MORTALITY IN BRAZIL: AN OVERVIEW OF THE REGIONS.. In: Anais do Workshop Internacional em Doenças Crônicas e Negligenciadas. Anais...São Luís(MA) PPGSAD-UFMA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vi-workshop-internacional-em-doencas-cronicas-e-negligenciadas-725262/1621473-MORTALIDADE-INFANTIL-NO-BRASIL--UM-PANORAMA-DAS-REGIOES--CHILD-MORTALITY-IN-BRAZIL--AN-OVERVIEW-OF-THE-REGIONS. Acesso em: 29/08/2026

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