ALIADO(A)S NA LUTA ANTI CAPACITISTA: COMBATENDO O CAPACITISMO NO AMBIENTE ESCOLAR

Publicado em 28/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2778-6

Título do Trabalho
ALIADO(A)S NA LUTA ANTI CAPACITISTA: COMBATENDO O CAPACITISMO NO AMBIENTE ESCOLAR
Autores
  • Sarah Vitória Silva Oliveira
  • Profª.Dra. Bárbara Araújo Sordi
  • Gabriella Figueira
  • Kaio Glauco Oliveira do Nascimento
  • Livia Moraes correa
  • Mauro Gleison Reis de Oliveira
  • Vanessa Manuela Santos da Silva
Modalidade
RESUMO EXPANDIDO
Área temática
Educação, diversidade e justiça social
Data de Publicação
28/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vi-seminario-de-piscologia-social-da-amazonia-entre-o-rio-e-a-cidade-insurgenciasnbsp-contemporaneas-659526/1462190-aliado(a)s-na-luta-anti-capacitista--combatendo-o-capacitismo-no-ambiente-escolar
ISBN
978-65-272-2778-6
Palavras-Chave
Aliados; Capacitismo; Educação; Inclusão social; Intervenção psicossocial.
Resumo
Introdução: Para discutir sobre a inclusão escolar, primeiro é necessário visualizar o motivo da exclusão, isto é, quais problemáticas atravessam os indivíduos para que esses, naturalmente como cidadãos, não sejam incluídos no cenário a que eles têm direito. De acordo com Abramovay e Rua (2002), reconhecer e nomear o bullying que ocorre no ambiente escolar é essencial para que a violência não seja invisibilizada e naturalizada. Nesse viés, é indispensável que o motivo da exclusão seja nomeado, seja esse o racismo, o capacitismo ou a LGBTfobia, para que atitudes sejam tomadas em prol da concretização dos direitos dessas pessoas, principalmente o direito à educação e bem-estar. O capacitismo é uma forma de discriminação contra pessoas com deficiência, presente em atitudes, falas e práticas cotidianas que excluem ou marginalizam esses indivíduos. No contexto escolar, o capacitismo pode se manifestar de diversas maneiras, afetando diretamente a inclusão e a participação dos estudantes com deficiência. Ademais, apesar das políticas públicas e das leis que garantem o direito à educação inclusiva, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ainda existem desafios significativos na prática, especialmente em relação à conscientização e implementação de ações que promovam uma cultura anticapacitista nas escolas. A inclusão escolar vai além da simples matrícula de alunos com deficiência em escolas regulares; ela envolve criar um ambiente que respeite as diferenças, reconheça as potencialidades de cada estudante e elimine barreiras físicas e atitudinais. Portanto, entender e combater o capacitismo é essencial para garantir uma educação mais igualitária e justa para todos. Portanto, questiona-se: como promover conhecimento para conscientizar sobre a luta anticapacitista nas escolas, principalmente no fundamental, para que desde o início da sua vida acadêmica aprendam sobre inclusão e sobre como mitigar as barreiras atitudinais no contexto escolar e fora dele? Objetivo: Apresentar um relato de experiência de uma dinâmica interativa que ocorreu com os estudantes do 9º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Santo Afonso. Essa ação teve o foco de ensinar como falas, atitudes e cenários do dia a dia podem reforçar o capacitismo e como ser um aliado na luta contra o capacitismo. Metodologia: Essa ação trata-se de um relato de experiência com abordagem qualitativa que foi aplicado com uma intervenção psicossocial adaptada para o contexto escolar. A ação foi realizada em uma escola pública para duas turmas do 9° ano no período da tarde e totalizou 41 alunos presentes. A dinâmica foi aplicada após visitas diagnósticas que resultaram na escolha do tema. O grupo retornou com uma dinâmica que propôs, por intermédio de perguntas e respostas, ensinar os alunos a se tornarem aliados na luta anticapacitista. Após uma breve explicação sobre os conceitos básicos para compreender sobre o que era o capacistimo, os discentes dividiram os estudantes do fundamental em grupos, que ganharam nomes de figuras com deficiência de grande destaque na história, como Frida Kahlo, Antônio Francisco Lisboa, Stephen Hawking, entre outros. Após cada pergunta feita, o grupo pontuava caso acertasse a alternativa e, se optassem por explicar o porquê da sua resposta, pontuava mais ainda. Essa foi a maneira que os discentes de psicologia encontraram de estimular o diálogo para que a sala de aula se tornasse um ambiente de aprendizado em que todos podem falar, errar e aprender. Por fim, em virtude de alguns imprevistos relacionados ao tempo disponibilizado, algumas alterações foram realizadas, o que resultou na retirada do mural coletivo e nos feedbacks. Porém, ainda assim foi possível ter momentos de diálogo e escuta deles e de como eles se sentiam e entendiam o tema, o que gerou uma troca tão rica que foi possível ver que o objetivo da intervenção foi alcançado. Discussão: A intervenção mostrou-se eficaz no engajamento dos alunos, que demonstraram interesse e conhecimento prévio sobre o tema. Durante a dinâmica, os estudantes participaram ativamente das discussões, refletindo sobre suas próprias atitudes e falas, e reconhecendo a importância de respeitar as diferenças. A participação de um aluno com deficiência, que trouxe suas experiências pessoais, foi fundamental para enriquecer a reflexão sobre o impacto do capacitismo no cotidiano escolar. Além disso, as falas dos alunos durante e após a intervenção revelaram um aumento na conscientização sobre o capacitismo. Muitos reconheceram comportamentos capacitistas em suas práticas cotidianas e se mostraram dispostos a adotar novas atitudes, mais inclusivas e respeitosas. No entanto, foi observada uma dificuldade dos alunos em usar o termo “deficiência”, sendo um indicador dos estigmas que carrega a palavra, ao ser associado a algo negativo, que é deficitário, que não funciona “direito”. Esse dado demonstra como o capacitismo opera nas entrelinhas, como ele é sutil e parece até bem-intencionado, porém tem um fundo preconceituoso. Por mais que o grupo tenha considerado a ação bem-sucedida, é importante destacar que uma ação pontual e isolada, por mais relevante que seja e que ensine, não é o suficiente para uma mudança estrutural de longo prazo. A cultura é capacitista, é enraizada, está no dia a dia, e da mesma forma que essa cultura é constante, as intervenções de caráter educativo que mitigam também devem ser. Conclusão: Diante de todos os aspectos, deduziu-se que a sociedade ainda tem um longo caminho a trilhar para se tornar aliados na luta anticapacitista, pois a intervenção por mais que bem-sucedida, também colocou em evidência como os diálogos e atitudes de inclusão ainda são muito ausentes, o que corrobora para a perpetuação de todas as barreiras atitudinais e a visão capacitista. Por fim, o trabalho multiprofissional é um dos caminhos para a mitigação do capacitismo, pois não só psicólogos, mas também pedagogos, assistentes sociais e demais profissões devem trabalhar conjunto para abordar a temática em diferentes aspectos para ensinar e modificar os comportamentos capacitistas que crianças, adolescentes e jovens reproduzem por consequência de uma sociedade preconceituosa. Referências bibliográficas ABRAMOVAY, M.; RUA, M. das G. Violências nas escolas. Brasília: UNESCO, 2002 BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm. BRASIL. Decreto nº 7.611, de 17 de novembro de 2011. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7611.htm. FERREIRA, Simone De Mamann et al. Narrativas de estudantes da educação básica sobre o capacitismo e o anticapacitismo presentes nas práticas pedagógicas na escola. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, v. 105, e5821, 2024. MELLO, C. H. de; VASCONCELOS, M. E. G. Capacitismo na escola: olhares interseccionais sobre as práticas excludentes no cotidiano escolar. Educar em Revista, Curitiba, n. 79, p. 1–20, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/ZvG8P7Df6zBZKJPdJJKJ3Yv/.
Título do Evento
VI Seminário de Psicologia Social da Amazônia - Entre o rio e a cidade: insurgências contemporâneas
Cidade do Evento
Belém
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário de Psicologia Social da Amazônia: Entre o rio e a cidade: Insurgências contemporâneas.
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Sarah Vitória Silva et al.. ALIADO(A)S NA LUTA ANTI CAPACITISTA: COMBATENDO O CAPACITISMO NO AMBIENTE ESCOLAR.. In: Anais do Seminário de Psicologia Social da Amazônia: Entre o rio e a cidade: Insurgências contemporâneas.. Anais...Belém(PA) UNIFAMAZ, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vi-seminario-de-piscologia-social-da-amazonia-entre-o-rio-e-a-cidade-insurgenciasnbsp-contemporaneas-659526/1462190-ALIADO(A)S-NA-LUTA-ANTI-CAPACITISTA--COMBATENDO-O-CAPACITISMO-NO-AMBIENTE-ESCOLAR. Acesso em: 15/10/2026

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