POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE NA REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA NA REGIÃO AMAZÔNICA: REVISÃO DA LITERATURA

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2599-7

Título do Trabalho
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE NA REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA NA REGIÃO AMAZÔNICA: REVISÃO DA LITERATURA
Autores
  • Eliene Sousa da Silva
  • AMANDA VITORIA DE OLIVEIRA DA CRUZ
  • Marcelo silva de Paula
  • Rodiney Silva da Costa
  • Mirlane da Costa Frois
  • Rosilene Da Silva Carvalho
  • Ellen Mara Fernandes Da Silva
  • Ednaldo Pereira Maranhão
  • Izabel Alice De Figueiredo
  • Kelly Cristina Fonseca da Silva
  • SHEYLA DE OLIVEIRA BEZERRA
  • FRANCIANE DE PAULA FERNANDES
Modalidade
Resumo
Área temática
3. Determinantes Sociais, Culturais e Ambientais da Saúde
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcbbits-634008/1449881-politicas-publicas-de-saude-na-reducao-da-mortalidade-materna-na-regiao-amazonica--revisao-da-literatura
ISBN
978-65-272-2599-7
Palavras-Chave
Mortalidade materna; Atenção pré-natal; Saúde da mulher.
Resumo
Introdução: A integralidade, princípio do Sistema Único de Saúde (SUS), orienta que a assistência em saúde deve considerar o indivíduo em sua totalidade. Na obstetrícia, esse conceito se traduz em ações voltadas à prevenção e ao cuidado integral, com destaque para o pré-natal adequado, capaz de reduzir riscos e prevenir complicações que levam à morbimortalidade materna e fetal. A mortalidade materna, medida pela Razão de Mortalidade Materna (RMM), é um indicador sensível da qualidade da assistência à saúde da mulher. Embora a meta internacional estabelecida pela OMS seja de 70 óbitos por 100 mil nascidos vivos até 2030, o Brasil ainda apresenta índices elevados, especialmente na região Norte. Entre 2010 e 2020, foram registrados 18.662 óbitos maternos no país, dos quais 2.491 ocorreram nessa região, com o Pará ocupando posição de destaque negativo. Objetivo: analisar o perfil da mortalidade materna nos municípios da região de saúde do Xingu, no estado do Pará, entre os anos de 2010 e 2021, oferecendo subsídios para a qualificação da atenção obstétrica e a formulação de políticas públicas eficazes. Procedimentos metodológicos: Trata-se de uma pesquisa de revisão de literatura, entendida como uma etapa fundamental do processo científico por possibilitar a sistematização e análise crítica de produções já existentes sobre determinado tema. Para este estudo, foram utilizados livros, documentos institucionais e artigos científicos como principais fontes de informação. O levantamento do material ocorreu por meio de buscas em bases de dados disponíveis na internet, utilizando palavras-chave relacionadas à mortalidade materna, saúde da mulher e atenção obstétrica. Resultados e discussão: A análise da mortalidade materna na região do Xingu entre 2010 e 2021 evidencia taxas ainda elevadas, principalmente no período puerperal, mesmo com predominância de partos hospitalares. As principais causas identificadas foram doenças hipertensivas da gestação, hemorragias pós-parto e infecções, refletindo deficiências na atenção pré-natal, parto e puerpério. A maior parte das mães apresentava idade entre 15 e 29 anos, baixo risco gestacional, grau de escolaridade variável e situação conjugal instável, demonstrando que vulnerabilidades sociais e econômicas contribuem significativamente para os desfechos adversos. Observou-se que municípios com menor número de consultas pré-natais e menor qualidade no atendimento apresentaram índices mais elevados de óbitos, reforçando a necessidade de fortalecimento da Rede de Atenção Materno-Infantil e de protocolos adequados de estratificação de risco. Esses achados confirmam que grande parte das mortes maternas é evitável e destaca a urgência de intervenções integradas que abordem tanto a qualificação da assistência quanto as desigualdades sociais, alinhando-se aos objetivos de redução da mortalidade materna e à promoção do princípio da equidade do SUS. Conclusão: A mortalidade materna na região do Xingu permanece elevada, com destaque para doenças hipertensivas, hemorragias e infecções, refletindo fragilidades na atenção pré-natal, parto e puerpério. Fatores socioeconômicos, como idade jovem, baixa escolaridade e instabilidade conjugal, contribuem para os desfechos adversos. O fortalecimento do pré-natal, a correta estratificação de risco e a qualificação dos serviços são fundamentais para reduzir óbitos maternos. Estudos e monitoramento contínuos são necessários para avaliar a eficácia das intervenções e orientar políticas públicas. Palavras-chave: Mortalidade materna; Atenção pré-natal; Saúde da mulher. REFERÊNCIAS VIEIRA, Carlos Vitor Miranda; et al. Perfil epidemiológico da mortalidade materna e infantil na região do Xingu, Pará, ano de 2023. Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.1, p. 01-19, 2025.
Título do Evento
V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Título dos Anais do Evento
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Eliene Sousa da et al.. POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE NA REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA NA REGIÃO AMAZÔNICA: REVISÃO DA LITERATURA.. In: ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE. Anais...Santarém(PA) UEPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VCBBITS-634008/1449881-POLITICAS-PUBLICAS-DE-SAUDE-NA-REDUCAO-DA-MORTALIDADE-MATERNA-NA-REGIAO-AMAZONICA--REVISAO-DA-LITERATURA. Acesso em: 02/08/2026

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