IMPACTO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS NO ACESSO AO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HANSENÍASE EM MUNICÍPIOS DO OESTE DO PARÁ

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2599-7

Título do Trabalho
IMPACTO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS NO ACESSO AO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HANSENÍASE EM MUNICÍPIOS DO OESTE DO PARÁ
Autores
  • Milena Zila Santos Cândido
  • Mercine Silva Chalkidis
  • Stefany Federicci
  • Larissa Silva Araujo
  • Cleyse Jamilly Bernardes
  • Andressa Karoline Cavalcante Pena
  • Edilane Gabriele Vasconcelos Pereira
  • Patrícia Norma Silva Costa
  • José Almir Moraes da Rocha
  • Alberto Evangelista
  • Irnando Siqueira da Trindade
  • ALAN FAYGA PEREIRA ROCHA
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
3. Determinantes Sociais, Culturais e Ambientais da Saúde
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcbbits-634008/1449683-impacto-das-desigualdades-sociais-no-acesso-ao-diagnostico-e-tratamento-da-hanseniase-em-municipios-do-oeste-do-
ISBN
978-65-272-2599-7
Palavras-Chave
Palavras-chave: Hanseníase. Determinantes Sociais. Oeste do Pará. Amazônia.
Resumo
RESUMO Este estudo epidemiológico quantitativo visa entender o impacto das desigualdades sociais na hanseníase em municípios do Oeste do Pará entre 2020 e 2024. Utilizou-se dados do SINAN dos municípios de Santarém, Trairão, Aveiro e Rurópolis. Os resultados indicam predominância em homens (59,0%), adultos (56,9%) e pessoas com baixa escolaridade (48,1%). Observou-se significativa ocorrência em áreas rurais (42,1%), evidenciando barreiras geográficas. Conclui-se que fatores sociodemográficos e territoriais geram iniquidades no acesso à saúde, sendo urgente fortalecer a busca ativa e ações intersetoriais na região. Palavras-chave: Hanseníase. Determinantes Sociais. Oeste do Pará. Amazônia. INTRODUÇÃO A hanseníase persiste como condição endêmica no Brasil, sendo o segundo país com maior número de casos, onde o diagnóstico é frequentemente tardio, variando de 12 a 36 meses, devido à falta de conhecimento da doença e dificuldade no acesso a serviços de saúde. (De Oliveira et al., 2021; Abdul Rahman et al., 2022). Precariedade habitacional, renda e escolaridade baixas e insegurança alimentar são fatores de risco para o contágio. (Corrêa De Sousa, 2021; Niitsuma et al., 2021; Teixeira et al., 2025). Diante do contexto de alta incidência oeste paraense e os desafios inerentes à universalização do acesso à saúde na região (Medeiros et al., 2022), o presente estudo visa entender como os fatores sociodemográficos impactam no acesso da população ao diagnóstico e tratamento da hanseníase. OBJETIVOS Entender como as desigualdades sociais impactam o acesso ao diagnóstico e tratamento de hanseníase em municípios do Oeste do Pará. MATERIAL E MÉTODO Estudo epidemiológico, observacional e quantitativo, realizado com dados secundários de hanseníase do SINAN/DATASUS. Incluíram-se os casos notificados entre 2020 e 2024 nos municípios de Santarém, Trairão, Aveiro e Rurópolis, no Oeste do Pará. Foram analisadas variáveis sociodemográficas e operacionais relacionadas ao diagnóstico e tratamento da doença, por meio de estatística descritiva, com frequências absolutas e relativas, à luz dos determinantes sociais da saúde. Aspectos Éticos e legais: Por se tratar de um estudo com dados secundários de domínio público, sem identificação individual dos sujeitos, a pesquisa dispensa apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa, conforme a Resolução no 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados evidenciam que a hanseníase no Oeste do Pará está associada a marcantes desigualdades sociais. Houve predominância de casos no sexo masculino (59,0%) e em adultos de 30 a 59 anos (56,9%), perfil semelhante ao descrito por Abdul Rahman et al. (2022) e De Oliveira et al. (2021), indicando maior vulnerabilidade da população economicamente ativa. A baixa escolaridade esteve presente em 48,1% dos casos, reforçando a relação entre menor nível educacional, dificuldade de reconhecimento dos sinais da doença e atraso no diagnóstico, conforme apontado por Corrêa de Sousa (2021) e Niitsuma et al. (2021). Quanto à zona de residência, embora 57,9% dos casos residam em áreas urbanas, observa-se elevada proporção em áreas rurais (42,1%), especialmente nos municípios menores, evidenciando barreiras geográficas e fragilidades da Atenção Primária, comuns na região amazônica (Medeiros et al., 2022; Teixeira et al., 2025). CONCLUSÃO Conclui-se que a hanseníase no Oeste do Pará apresenta distribuição desigual, fortemente influenciada por fatores sociodemográficos e territoriais. A predominância de casos em homens, adultos em idade produtiva, pessoas com baixa escolaridade e residentes em áreas rurais evidencia a persistência de iniquidades no acesso ao diagnóstico e tratamento. O fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, com ampliação da busca ativa e ações intersetoriais voltadas à redução das desigualdades sociais, é fundamental para o controle da hanseníase na região amazônica. REFERÊNCIAS ABDUL RAHMAN, Norana et al. Experiences of living with leprosy: A systematic review and qualitative evidence synthesis. PLOS Neglected Tropical Diseases, v. 16, n. 10, p. e0010761, 5 out. 2022. CORRÊA DE SOUSA, Ana Carolina. The impact of COVID-19 on the labour market for persons affected by Hansen’s disease. Leprosy Review, v. 92, n. 3, p. 303–307, 1 set. 2021. DE OLIVEIRA, Guilherme L. et al. Estimating underreporting of leprosy in Brazil using a Bayesian approach. PLOS Neglected Tropical Diseases, v. 15, n. 8, p. e0009700, 25 ago. 2021. MEDEIROS, Marcílio Sandro De et al. Social Reproduction as a methodological perspective for contextualized analysis of living and health conditions. Cadernos de Saúde Pública, v. 38, n. 10, p. e00150320, 2022. NIITSUMA, Eyleen Nabyla Alvarenga et al. Fatores associados ao adoecimento por hanseníase em contatos: revisão sistemática e metanálise. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 24, p. e210039, 2021. TEIXEIRA, Camila S. S. et al. The Minha Casa Minha Vida social housing programme and leprosy in Brazil: an analysis of the 100 Million Brazilian Cohort (2010–2015). BMC Public Health, v. 25, n. 1, p. 2647, 4 ago. 2025.
Título do Evento
V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Título dos Anais do Evento
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CÂNDIDO, Milena Zila Santos et al.. IMPACTO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS NO ACESSO AO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HANSENÍASE EM MUNICÍPIOS DO OESTE DO PARÁ.. In: ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE. Anais...Santarém(PA) UEPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VCBBITS-634008/1449683-IMPACTO-DAS-DESIGUALDADES-SOCIAIS-NO-ACESSO-AO-DIAGNOSTICO-E-TRATAMENTO-DA-HANSENIASE-EM-MUNICIPIOS-DO-OESTE-DO-. Acesso em: 25/09/2026

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