DESCRIÇÃO DO ESTADO DE SAÚDE DAS MULHERES INDÍGENAS EM IDADE FÉRTIL EXPOSTAS AO MERCÚRIO NA REGIÃO DO BAIXO TAPAJÓS

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2599-7

Título do Trabalho
DESCRIÇÃO DO ESTADO DE SAÚDE DAS MULHERES INDÍGENAS EM IDADE FÉRTIL EXPOSTAS AO MERCÚRIO NA REGIÃO DO BAIXO TAPAJÓS
Autores
  • Samilly Nogueira de Souza
  • Heloisa do Nascimento de Moura Meneses
Modalidade
Resumo
Área temática
3. Determinantes Sociais, Culturais e Ambientais da Saúde
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcbbits-634008/1449668-descricao-do-estado-de-saude-das-mulheres-indigenas-em-idade-fertil-expostas-ao-mercurio-na-regiao-do-baixo-tapa
ISBN
978-65-272-2599-7
Palavras-Chave
Mulheres Indígenas, Exposição Mercurial, Idade fértil
Resumo
As mulheres em idade fértil expostas ao mercúrio representam um problema relevante de saúde pública, visto que o mercúrio (Hg) é um metal altamente tóxico, trazendo riscos à saúde humana. Na região do Baixo Tapajós, o risco de exposição é preocupante, uma vez que o metilmercúrio (MeHg), forma orgânica do mercúrio, é capaz de bioacumular na cadeia alimentar, contaminando o pescado, uma das principais fontes de alimentação das populações tradicionais que vivem nesta região. Em mulheres em idade fértil, esse metal pode atravessar a barreira placentária e a barreira hematoencefálica, podendo afetar o feto, em caso gestação. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é avaliar o estado de saúde de mulheres indígenas em idade fértil que vivem na região do Baixo Tapajós. Trata-se de um estudo observacional, do tipo transversal, descritivo e quantitativo realizado com 212 mulheres indígenas entre 18 a 49 anos. Para a coleta de dados, foi aplicado um questionário semiestruturado contendo 14 sintomas possivelmente associados a exposição ao Hg, além de informações sociedemográficas, como escolaridade e consumo de peixe. Além disso, foram coletados 5 mL de sangue periférico para dosagem de HgT por espectrometria de absorção atômica (DMA-80). Mulheres com níveis de HgT >10 µg/L foram considerados expostas, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde. A análise descritiva foi realizada no Microsoft Excel. Das participantes, 51,4% estavam expostas no momento do estudo com níveis médios de 28,6 µg/L, sendo a etnia Tupinambá mais prevalente (36%). Quanto à escolaridade, 34,8% tinham o ensino médio completo, e ao consumo de peixe, 90,5% (HgT médio 18,4µg/L) relataram um consumo frequente de peixe. Os sintomas mais relatados pelas participantes e o nível médio de HgT das participantes que relataram tais sintomas foram: dor de cabeça (15,5µg/L), ansiedade (17,1µg/L), alteração na visão (16,3µg/L) e distúrbio de sono (17,2 µg/L). Os resultados observados em relação aos níveis de HgT e a presença de sintomas autodeclarados, revelam um cenário preocupante, especialmente entre mulheres indígenas, que apresentam alta vulnerabilidade social. Diante disso, reforça-se a importância de monitorar esse grupo populacional e implementar medidas eficazes de controle e prevenção para minimizar os impactos da exposição mercurial na saúde de mulheres em idade fértil.
Título do Evento
V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Título dos Anais do Evento
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Samilly Nogueira de; MENESES, Heloisa do Nascimento de Moura. DESCRIÇÃO DO ESTADO DE SAÚDE DAS MULHERES INDÍGENAS EM IDADE FÉRTIL EXPOSTAS AO MERCÚRIO NA REGIÃO DO BAIXO TAPAJÓS.. In: ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE. Anais...Santarém(PA) UEPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VCBBITS-634008/1449668-DESCRICAO-DO-ESTADO-DE-SAUDE-DAS-MULHERES-INDIGENAS-EM-IDADE-FERTIL-EXPOSTAS-AO-MERCURIO-NA-REGIAO-DO-BAIXO-TAPA. Acesso em: 25/09/2026

Trabalho

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