JUVENTUDES EM CONSTRUÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA AÇÃO INTEGRADA EM SAÚDE COM ADOLESCENTES NO CONTEXTO ESCOLAR

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2599-7

Título do Trabalho
JUVENTUDES EM CONSTRUÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA AÇÃO INTEGRADA EM SAÚDE COM ADOLESCENTES NO CONTEXTO ESCOLAR
Autores
  • Láisa Kamilly Gomes de Andrade
  • Gisela de Matos Maciel
  • Paulo Leandro De Sousa Batista
  • Daiane Gasparetto da Silva
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
4. Formação, Pesquisa e Inovação (Experiências de residência e pós-graduação em saúde e biotecnologia, e estratégias para aproximar universidade e comunidade)
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcbbits-634008/1449609-juventudes-em-construcao--relato-de-experiencia-de-uma-acao-integrada-em-saude-com-adolescentes-no-contexto-esco
ISBN
978-65-272-2599-7
Palavras-Chave
Adolescente; Saúde mental; Uso de álcool; Sexualidade; Estresse psicológico.
Resumo
RESUMO A adolescência constitui uma fase marcada por intensas transformações biopsicossociais, nas quais questões relacionadas à saúde mental, uso de substâncias psicoativas, gênero, sexualidade e autocobrança podem impactar diretamente o bem-estar e o rendimento escolar dos jovens. O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de uma Ação Integrada em Saúde desenvolvida por acadêmicos de enfermagem junto a estudantes do ensino médio de uma escola pública do município de Santarém, Pará. Trata-se de um relato de experiência fundamentado na Metodologia da Problematização, utilizando o Arco de Maguerez. A intervenção foi estruturada a partir da escuta dos adolescentes e desenvolvida por meio de estratégias interativas, como estudo de caso, roda de conversa, dinâmica reflexiva e jogo educativo. As atividades favoreceram o diálogo, a reflexão crítica e o fortalecimento do protagonismo juvenil, além de promoverem maior compreensão sobre escolhas, limites e cuidado com a saúde mental. Conclui-se que ações educativas participativas no ambiente escolar configuram-se como estratégias potentes para a promoção da saúde mental e para a formação humanizada em enfermagem. Palavras-Chave: Adolescente; Saúde mental; Uso de álcool; Sexualidade; Estresse psicológico. INTRODUÇÃO A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, momento no qual os jovens buscam afirmar suas identidades e encontrar seu lugar no mundo. Tais fenômenos, quando estudados pelas lentes interdisciplinares das áreas da saúde, podem evidenciar particularidades desta etapa do ciclo de vida, contribuindo com modelos explicativos que ancoram intervenções profissionais afinadas às demandas que emergem nas práticas de cuidado junto aos adolescentes. Nesse contexto, questões relacionadas a gênero e sexualidade, consumo de álcool e outras drogas e autocobrança exarcebada entre os jovens aparecem como aliadas para o sofrimento psíquico dos adolescentes, além de comprometer o desenvolvimento mental e corporal dos jovens. A escola representa um grande aliado para a promoção da saúde, pois ela possibilita o contato direto com os jovens o que fortalece o vínculo entre a Universidade e a comunidade, favorecendo a oferta de ações extensionistas que visam o cuidado interdisciplinar. Nesse sentido, a implementação de programas educativos e de apoio psicológico pode contribuir para a promoção da saúde mental e o bem-estar dos jovens, auxiliando-os a enfrentar os desafios dessa fase da vida de maneira mais saudável e resiliente, além de formar cidadãos com pensamento crítico. OBJETIVOS Relatar a experiência de uma Ação Integrada em Saúde desenvolvida por acadêmicos de enfermagem voltada à promoção da saúde mental de adolescentes do ensino médio, abordando temas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, gênero, sexualidade e autocobrança. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA E METODOLOGIA: Este é um estudo do tipo relato de experiência que busca relatar uma abordagem de Ação Integrada em Saúde (AIS), realizada por grupo de acadêmicos do curso de enfermagem de instituição pública de ensino, situada no Oeste paraense, por meio da qual se buscou refletir junto a estudantes de ensino médio, de escola pública, temas que atravessam a fase da adolescência. A abordagem metodológica adotada foi a Metodologia da Problematização, utilizando o Arco de Maguerez. O Arco é composto por cinco etapas, que são desenvolvidas a partir da realidade, a saber: Observação da realidade, Pontos-chave, Teorização, Hipótese de Solução e Aplicação da Realidade. A primeira etapa do arco ocorreu no dia 07/04/2025, a turma de Enfermagem 2023 dirigiu-se ao local escolhido: o Colégio Estadual de Ensino Médio Álvaro Adolfo da Silveira, localizado em Santarém, o grupo foi direcionado para uma sala de aula com alunos do 1º ano do ensino médio. No local, havia em média 24 alunos, com faixa etária de 15 a 17 anos. Para entender melhor as demandas dos jovens e o que eles gostariam que fosse abordado, os acadêmicos distribuíram folhas para que eles pudessem anotar suas queixas. Os pontos-chave foram discutidos em uma reunião que ocorreu no dia 28/04/2025, o grupo se reuniu com a professora orientadora para discutir os aspectos observados e ler o conteúdo coletada diante da demanda dos adolescentes, os quais surgiram os seguintes pontos: 1) Como as questões de gênero e sexualidade impactam na saúde mental dos adolescentes?; 2) De que forma o uso de álcool e outras drogas influencia a vida escolar dos adolescentes?; 3) Como a autocobrança afeta a qualidade do rendimento escolar e a saúde mental dos jovens?. A etapa de teorização seguiu com pesquisas em bases de dados, com intuito de ter embasamento teórico e aprofundar a análise de aspectos trazidos a partir da escuta do público-alvo, com o intuito de promover educação em saúde para eles. Na quarta etapa o grupo debateu sobre a necessidade de utilizar atividades didáticas que englobasse todos os temas que seriam abordados, além de respeitar a faixa etária desses jovens. Para aplicação a realidade o grupo buscou utilizar diversas abordagens didáticas como forma de estímulo para o engajamento dos adolescentes nas temáticas propostas. No primeiro bloco a equipe socializou o caso clínico real de uma jovem atriz que teve sua trajetória interrompida pelos prejuízos que a droga e o álcool causaram em sua vida. A intenção foi estimular os alunos a refletirem sobre as consequências do consumo e impacto do álcool e outras drogas, e como isso influenciava diretamente em sua vida e saúde. Foram apresentados também serviços que podem ser essenciais para a prevenção e o cuidado como os “Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi)”. Para o segundo momento foi exibido um compilado de filmes e séries, tendo a retratar as dificuldades e desafios que adolescentes da comunidade LGBTQI+ acabam passando, o intuito era construir um espaço de empatia, escuta ativa, respeito à diversidade e induzir a reflexão acerca das cenas. No terceiro ato, a sala foi coordenada para ficar em formato de roda, foi utilizada uma caixa e dentro continha um espelho sem que eles soubessem. Ao abrir a caixa a pessoa se deparava com seu reflexo e os acadêmicos faziam algumas perguntas, como: “Você acha que essa pessoa se cobra demais?”, estimulando os alunos a pensarem sobre como a autocobrança interferia em suas atividades. Por fim, para integrar todos os tópicos abordados anteriormente, utilizamos um jogo interativo programado na plataforma Genially ambientada no tema de Stranger Things. O jogo continha diversas fases e cenários com os personagens da série, os adolescentes teriam que fazer escolhas em relação ao alcoolismo, gênero, sexualidade e autocobrança. RESULTADOS E/OU REFLEXÕES A ação conclui com êxito o seu propósito pois conseguiu que os alunos se engajassem na atividade de forma positiva, demonstrando entusiasmo e grande interesse em aprender, refletir e levar os ensinamentos para a sua vida cotidiana. Observou-se que os jovens reconhecem a influência do meio social, das amizades, da estrutura familiar e da saúde mental em suas decisões e comportamentos. As atividades favoreceram a reflexão sobre os riscos associados ao uso de álcool e outras drogas, bem como sobre a importância de redes de apoio e do cuidado com a saúde mental. A abordagem de gênero e sexualidade possibilitou a construção de um espaço de empatia e respeito à diversidade, permitindo que alguns adolescentes compartilhassem vivências pessoais. A dinâmica da autocobrança revelou conflitos internos relacionados ao medo do fracasso e à pressão por desempenho, destacando a necessidade de equilíbrio entre motivação e bem-estar emocional. Embora não utilizassem termos técnicos, os estudantes já traziam consigo conceitos sobre drogas, gênero e sexualidade e autocobrança, construídas a partir de suas experiências pessoais e de saberes compartilhados em suas famílias, redes sociais e espaços comunitários como a escola. Para os acadêmicos de enfermagem, a experiência contribuiu para o desenvolvimento de competências comunicacionais, empatia e sensibilidade às demandas juvenis, fortalecendo a compreensão do papel da enfermagem na promoção da saúde no contexto escolar. CONCLUSÃO Por meio desta ação, mostrou se necessário existir abertura por meio do saber técnico, para que o público juvenil possa compartilhar seus próprios conhecimentos e pensamentos, não devendo ser ignorados, mas sim acolhidos e validados, além de integrar a prática participativa de saúde feita pela enfermagem, contribuindo, assim, com a formação profissional. Conclui-se que a experiência foi de suma importância, permitindo que os alunos, juntamente com a equipe, construíssem um espaço de trocas e saberes, promovendo uma escuta ativa e validando o conhecimento desses jovens, fortalecendo o protagonismo estudantil. Ações como essa são extremamente necessárias e precisam ser fomentadas e reproduzidas, além de se criar uma regularidade em torno de práticas integrativas que tenham maior abrangência nos pilares da sociedade, permitindo o acesso da comunidade à saúde e, por fim, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, críticos e empáticos. REFERÊNCIAS: BERBEL, Neusi Aparecida Navas. Metodologia da problematização: respostas de lições extraídas da prática. Semina: Ciências Sociais e Humanas, v. 35, n. 2, p. 61, 30 dez. 2014. Consumo de Álcool e Outras Drogas entre Jovens: Implicações para a Saúde Mental e Necessidade de Intervenção. - CISA - Centro de Informações sobre Saúde e Álcool. Disponível em: <https://www.cisa.org.br/component/k2/item/502-consumo-de-alcool-e-outras-drogas-entre-jovens-implicacoes-para-a-saude-mental-e-necessidade-de-intervencao>. Acesso em: 18 dez. 2025. FERNANDES FURTADO, Ana Luiza et al. Perfeccionismo, Emoções e Adoecimento Psicológico em Adolescentes: evidências transversais e longitudinais. Contextos Clínicos, v. 15, n. 2, 10 out. 2022. PECHANSKY, Flavio; SZOBOT, Claudia Maciel; SCIVOLETTO, Sandra. Uso de álcool entre adolescentes: conceitos, características epidemiológicas e fatores etiopatogênicos. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 26, p. 14–17, 2004. SILVA, Eliane Rodrigues de Carvalho et al. Fatores associados ao consumo de álcool por estudantes adolescentes no período pós-pandemia. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES, v. 17, n. 2, p. e2194–e2194, 26 fev. 2024
Título do Evento
V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Título dos Anais do Evento
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ANDRADE, Láisa Kamilly Gomes de et al.. JUVENTUDES EM CONSTRUÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA AÇÃO INTEGRADA EM SAÚDE COM ADOLESCENTES NO CONTEXTO ESCOLAR.. In: ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE. Anais...Santarém(PA) UEPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VCBBITS-634008/1449609-JUVENTUDES-EM-CONSTRUCAO--RELATO-DE-EXPERIENCIA-DE-UMA-ACAO-INTEGRADA-EM-SAUDE-COM-ADOLESCENTES-NO-CONTEXTO-ESCO. Acesso em: 25/09/2026

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