COINFECÇÃO TB-HIV E OS DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE: DESAFIOS PARA A SAÚDE PÚBLICA DO OESTE DO PARÁ

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2599-7

Título do Trabalho
COINFECÇÃO TB-HIV E OS DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE: DESAFIOS PARA A SAÚDE PÚBLICA DO OESTE DO PARÁ
Autores
  • Brenda Elane Souza Vara
  • Ádrian Fernanda Silva Santos
  • Caroline Alves Da Gama
  • Edilane Gabriele Vasconcelos Pereira
  • Eva Cecília Assunção de Sousa
  • ALAN FAYGA PEREIRA ROCHA
  • Alberto Evangelista
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
3. Determinantes Sociais, Culturais e Ambientais da Saúde
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcbbits-634008/1449303-coinfeccao-tb-hiv-e-os-determinantes-sociais-da-saude--desafios-para-a-saude-publica-do-oeste-do-para
ISBN
978-65-272-2599-7
Palavras-Chave
Tuberculose. HIV. Coinfecção. Determinantes sociais.
Resumo
RESUMO: A coinfecção TB-HIV permanece um importante problema de saúde pública na Região Norte. Este estudo teve como objetivo analisar os determinantes sociais associados à coinfecção TB-HIV no Oeste do Pará entre 2020 e 2024, destacando a relevância de políticas públicas. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória, baseada em análise de dados do SINAN e revisão bibliográfica. Foram identificados 3.196 casos de tuberculose na macrorregião de saúde III, com coinfecção TB-HIV em até 5,25% dos casos, destacando-se Jacareacanga, Itaituba e Trairão. Observou-se maior vulnerabilidade em municípios menores e indícios de subnotificação, especialmente em Aveiro. Os resultados evidenciam a influência dos determinantes sociais, como vulnerabilidade social e acesso limitado aos serviços de saúde, reforçando a necessidade de fortalecimento da vigilância epidemiológica e de políticas públicas voltadas ao enfrentamento integrado da TB-HIV na região amazônica. Palavras-chave: Tuberculose. HIV. Coinfecção. Determinantes sociais. INTRODUÇÃO Entre 2013 e 2024 houve uma variação de 70 a 80 mil novos casos de tuberculose (TB) por ano e entre 1991 e 2025 foram notificados 683.930 casos de infecção pelo HIV no Brasil (BRASIL, 2025). Ademais, estudos mais recentes mostram que pacientes com HIV possuem maior suscetibilidade à infecção por TB, sendo identificados cerca de 10,9% de casos de coinfecção TB-HIV no país (BRASIL, 2023). Por esse motivo, o presente trabalho relacionará os determinantes sociais em saúde (DSS) com os dados de coinfecção TB-HIV no Oeste do Pará. OBJETIVOS Identificar e analisar os principais DSS associados à coinfecção TB-HIV no Oeste do Pará de 2020 a 2024, enfatizando a importância de políticas públicas integradas voltadas ao controle de TB-HIV na região amazônica. MATERIAL E MÉTODO Neste estudo, utilizou-se uma abordagem descritiva e exploratória para compreender a coinfecção TB-HIV e os principais DSS no Oeste do Pará de 2020 a 2024, ressaltando a importância das políticas públicas. Para tal, analisou-se os dados do número de pessoas infectadas e coinfectadas na região disponíveis no Sistema de Informação de Agravos em Notificação (SINAN), em artigo e cartilhas do Ministério da Saúde de 2003 a 2025, disponíveis na plataforma Google Acadêmico e Portal.gov. RESULTADOS E DISCUSSÃO Ao analisar os dados disponíveis no SINAN, entre os anos de 2020 e 2024, identificou-se cerca de 3196 casos de tuberculose diagnosticados na macrorregião de saúde III. Essa macrorregião de saúde consiste nas sub regiões do Tapajós e Baixo Amazonas, onde houve 793 casos notificados de tuberculose em Santarém, 308 em Itaituba e 118 em Jacareacanga. As chances de uma PCHIV (pessoa que convive com HIV) contrair a TB são de 21 a 35 vezes maiores do que em pessoas sem um diagnóstico prévio (Souza et al, 2024), fato esse também confirmado na ordem contrária da coinfecção devido aos determinantes sociais como habitação, renda salarial e grupo social. Os dados mostram a coinfecção em cerca de 11,4% dos brasileiros em 2024 (Ministério da Saúde, 2025). Por esse motivo, torna-se fundamental avaliar também a presença da coinfecção na região Oeste do Pará, onde houve essa coinfecção em até 5,25% da população que já convivia com a TB na macrorregião III entre os anos de 2020 e 2024. Dos municípios pertencentes a essa região, Santarém teve 81 testes positivados para HIV em pacientes que já possuíam diagnóstico prévio de TB. No entanto, em termos qualitativos, os municípios de maior coinfecção registrada são Jacareacanga (0,07%), Itaituba (0,04%) e Trairão (0,03%) em ordem decrescente. Ademais, o município de Aveiro não teve registro de testes positivados em nenhum dos anos, apenas uma variação entre 1 e 2 testes realizados no espaço de tempo pesquisado. Além disso, em 50% dos municípios pesquisados, percebeu-se o aumento no número de notificações dos testes positivos para o HIV no ano de 2023, com o fim da pandemia. Em 2024, foi registrado 8,1% dos novos casos de TB em pessoas privadas de liberdade, enquanto nas pessoas em situação de rua, 3,6% dos casos (Ministério da Saúde, 2025), sendo esses os públicos mais acometidos pela TB em virtude da constante realidade de aglomerados sociais e o difícil acesso à saúde. No estado do Pará, a TB acometeu, entre 2020 e 2024, 1039 pessoas em situação de rua e 3446 pessoas privadas de liberdade. Todavia, apesar da necessidade de reavaliar os determinantes sociais em saúde na macrorregião, os dados existentes são exclusivamente quantitativos e limitam a análise aprofundada da situação. CONCLUSÃO Conclui-se com os dados avaliados, que a região Norte é o local de maior notificação de casos de tuberculose e os casos de coinfecção são altos. Apesar de não ser uma região tão populosa e desigual socialmente, por possuir uma precária assistência à saúde e dificuldade na instrução dos profissionais responsáveis por repassar as notificações à SESPA, há uma limitação na riqueza de dados. Ademais, a maior incidência de coinfecção localiza-se nos municípios menores. Enquanto o município de Aveiro segue prejudicado em termos de planejamento por conta de uma possível subnotificação, uma vez que não houve registro de casos entre 2020 e 2024. Com isso, torna-se importante refletir sobre os empecilhos diante das estratégias de melhoria das políticas públicas na macrorregião de saúde III, no Oeste do estado do Pará. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Portal Gov.br. Coinfecção TB-HIV, 2023. Disponível em: <https://acesse.one/iSI6d>. Acesso em: 01 de jan, 2026. BRASIL. Ministério da Saúde. Portal Gov.br. HIV e Aids, 2025. Disponível em: < https://acesse.one/BDM3b >. Acesso em: 01 de jan, 2026. BRASIL. Ministério da Saúde. Portal Gov.br. Tuberculose, 2025. Disponível em: < https://acesse.one/tC76H >. Acesso em: 03 de jan, 2026. SOUZA, et al. Impactos da coinfecção de HIV e tuberculose na população brasileira. Brazilian Journal of Implantology and Health Science. Vol 6, n 9. Disponível em: < https://l1nq.com/pLaZC>. Acesso em: 03 de jan, 2026.
Título do Evento
V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Título dos Anais do Evento
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VARA, Brenda Elane Souza et al.. COINFECÇÃO TB-HIV E OS DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE: DESAFIOS PARA A SAÚDE PÚBLICA DO OESTE DO PARÁ.. In: ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE. Anais...Santarém(PA) UEPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VCBBITS-634008/1449303-COINFECCAO-TB-HIV-E-OS-DETERMINANTES-SOCIAIS-DA-SAUDE--DESAFIOS-PARA-A-SAUDE-PUBLICA-DO-OESTE-DO-PARA. Acesso em: 25/09/2026

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