USO DE PLANTAS MEDICINAIS POR COMUNIDADES RIBEIRINHAS AMAZÔNICAS E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A ATENÇÃO PRIMÁRIA

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2599-7

Título do Trabalho
USO DE PLANTAS MEDICINAIS POR COMUNIDADES RIBEIRINHAS AMAZÔNICAS E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A ATENÇÃO PRIMÁRIA
Autores
  • Yanna Gabrielle Reis Viana
  • Karen Vitória De Souza Caldas
  • Luan Victor Cunha de Castro
  • Vitória Fonseca Conceição
  • Sheyla Mara Silva de Oliveira
  • Franciane de Paula Fernandes
  • Veridiana Barreto do Nascimento
Modalidade
Resumo
Área temática
1. Biodiversidade, Saúde e Sustentabilidade na Amazônia e no Brasil
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcbbits-634008/1448948-uso-de-plantas-medicinais-por-comunidades-ribeirinhas-amazonicas-e-suas-contribuicoes-para-a-atencao-primaria
ISBN
978-65-272-2599-7
Palavras-Chave
Plantas medicinais; Comunidades ribeirinhas; Atenção Primária à Saúde
Resumo
As comunidades ribeirinhas amazônicas apresentam modos de vida fortemente associados ao território, à biodiversidade e aos saberes tradicionais, especialmente no que se refere ao cuidado em saúde. Nessas populações, o uso de plantas medicinais constitui uma prática historicamente consolidada, transmitida entre gerações e amplamente utilizada na prevenção e no tratamento de enfermidades comuns. Em contextos marcados por dificuldades de acesso aos serviços de saúde, longas distâncias geográficas e limitações estruturais da atenção primária, essas práticas assumem papel central no autocuidado e na promoção da saúde. Dessa forma, associadas às práticas realizadas na Atenção Primária à Saúde (APS ) promovem um cuidado integral que associa o saber popular com o atendimento clínico tradicional, apesar de ainda observar-se uma grande lacuna nessa integração na prática. Nesse viés, no contexto amazônico, a articulação entre o conhecimento tradicional ribeirinho e o Sistema Único de Saúde (SUS) através da APS mostra-se estratégico para a promoção da integralidade, da equidade e do cuidado culturalmente adequado. Busca-se analisar, mediante as evidências da literatura científica, o uso de plantas medicinais por comunidades ribeirinhas amazônicas e suas contribuições para a atenção primária à saúde. Trata-se de uma revisão bibliográfica, na qual foi utilizada as bases de dados BVS, LILACS e SciELO, abrangendo o período de 2020 a 2024. A pesquisa utilizou os descritores “Plantas Medicinais”, “Amazônia” e “Atenção Primária à Saúde”, aplicando-se filtro de idioma em português. Os critérios de inclusão consideraram estudos originais, revisões e publicações científicas. Os estudos analisados evidenciam que o uso de plantas medicinais é uma prática amplamente realizada entre as comunidades ribeirinhas amazônicas, sendo fortemente influenciada por fatores culturais, ambientais e socioeconômicos. As espécies mais citadas incluem copaíba, andiroba, crajiru, jambu, boldo, sacaca e unha-de-gato, utilizadas principalmente no tratamento de processos inflamatórios, distúrbios gastrointestinais, dores, infecções e problemas hepáticos. As folhas e cascas são as partes mais empregadas, com predominância do preparo em forma de chás, infusões e óleos. Nesse contexto, os resultados apontam que essas práticas contribuem significativamente para o autocuidado e para a resolutividade de problemas de saúde comuns no âmbito da atenção primária, especialmente em territórios onde o acesso regular aos serviços de saúde é limitado. O uso das plantas medicinais fortalece a autonomia das comunidades ribeirinhas, reduz a dependência exclusiva de medicamentos industrializados e promove a valorização dos saberes tradicionais. Entretanto, a literatura também evidencia desafios importantes, como a ausência de orientação adequada por profissionais de saúde, o risco de uso incorreto das espécies, falhas na identificação botânica e na dosagem, além da pouca integração dessas práticas às ações tradicionais da atenção primária. Estudos indicam que muitos profissionais da APS apresentam conhecimento limitado sobre plantas medicinais e sobre as políticas públicas que respaldam seu uso, o que dificulta a incorporação segura e efetiva dessas práticas no cuidado em saúde. Nesse sentido, destaca-se a necessidade de capacitação dos profissionais de saúde, fortalecimento das políticas públicas e incentivo ao diálogo entre o saber científico e o saber popular. Logo, a integração do uso de plantas medicinais às ações da APS em áreas ribeirinhas pode ampliar a integralidade do cuidado, respeitar a diversidade cultural e contribuir para a promoção da saúde de forma mais contextualizada e sustentável no território amazônico. Ao concluir evidencia-se que embora tais práticas fortaleçam o autocuidado, a autonomia comunitária e a valorização das tradições, sua incorporação na Atenção Primária à Saúde ainda enfrenta desafios relacionados à capacitação dos profissionais e à integração efetiva das políticas públicas existentes. Assim, mostra-se fundamental a articulação entre o conhecimento tradicional e o Sistema Único de Saúde, mediada pela APS, para o cumprimento dos princípios fundamentais do SUS: integralidade, equidade e universalidade do cuidado.
Título do Evento
V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Título dos Anais do Evento
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VIANA, Yanna Gabrielle Reis et al.. USO DE PLANTAS MEDICINAIS POR COMUNIDADES RIBEIRINHAS AMAZÔNICAS E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A ATENÇÃO PRIMÁRIA.. In: ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE. Anais...Santarém(PA) UEPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VCBBITS-634008/1448948-USO-DE-PLANTAS-MEDICINAIS-POR-COMUNIDADES-RIBEIRINHAS-AMAZONICAS-E-SUAS-CONTRIBUICOES-PARA-A-ATENCAO-PRIMARIA. Acesso em: 25/09/2026

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