RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO COMO ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2599-7

Título do Trabalho
RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO COMO ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Autores
  • Thais Pereira Trindade
  • Veridiana Barreto do Nascimento
  • Eudes Felipe Gomes Lopes
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
3. Determinantes Sociais, Culturais e Ambientais da Saúde
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcbbits-634008/1448522-rastreamento-do-cancer-do-colo-do-utero-como-estrategia-de-promocao-da-saude-em-mulheres-privadas-de-liberdade--
ISBN
978-65-272-2599-7
Palavras-Chave
Palavras-chaves: Câncer do colo do útero. Rastreamento. Mulheres privadas de liberdade. Enfermagem. Vulnerabilidade em saúde.
Resumo
RESUMO O câncer do colo do útero representa importante problema de saúde pública, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade, como aquelas privadas de liberdade. Este estudo relata a experiência de acadêmicas de enfermagem em uma ação de rastreamento realizada em um presídio feminino, em outubro de 2025. A atividade envolveu acolhimento, orientações, organização do espaço e coleta do exame citopatológico, sob supervisão docente. Apesar das limitações estruturais do ambiente prisional, como restrição de privacidade e condições físicas inadequadas, práticas de humanização, escuta qualificada e comunicação efetiva favoreceram a adesão ao exame e reduziram a ansiedade das participantes. A ação ampliou o acesso ao cuidado preventivo, contribuiu para a redução de iniquidades em saúde e evidenciou a importância da articulação entre universidade e sistema penal. A experiência reforçou o papel estratégico da enfermagem e contribuiu para a formação técnica, ética e humanizada das acadêmicas. Palavras-chaves: Câncer do colo do útero. Rastreamento. Mulheres privadas de liberdade. Enfermagem. Vulnerabilidade em saúde. INTRODUÇÃO O câncer do colo do útero é um relevante problema de saúde pública no Brasil, com maior incidência entre populações em situação de vulnerabilidade. Mulheres privadas de liberdade apresentam risco ampliado em decorrência do acesso restrito e descontínuo aos serviços de saúde, baixa cobertura de ações preventivas, condições institucionais adversas e maior exposição a infecções sexualmente transmissíveis, como o HPV. Nesse contexto, o rastreamento no sistema prisional constitui estratégia essencial para ampliar o acesso, promover equidade em saúde e favorecer a detecção precoce de lesões precursoras. OBJETIVO Relatar a experiência de participação em uma ação de rastreamento do câncer do colo do útero desenvolvida junto a uma população feminina em situação de vulnerabilidade institucional, evidenciando os desafios enfrentados, os aprendizados adquiridos e as contribuições da vivência para a formação acadêmica e para o cuidado em saúde. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA E METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em outubro de 2025, a partir da vivência de acadêmicas de enfermagem em uma ação de rastreamento do câncer do colo do útero realizada em ambiente prisional feminino. A atividade envolveu mulheres adultas na faixa etária preconizada pelas diretrizes nacionais de rastreamento. As acadêmicas atuaram sob supervisão docente e de preceptoria, participando das etapas de acolhimento, orientação sobre o exame, organização do espaço, apoio técnico e realização da coleta do exame citopatológico, possibilitando a articulação entre formação acadêmica e cuidado em saúde em contexto de vulnerabilidade institucional. RESULTADOS E/OU REFLEXÕES A ação ampliou o acesso ao rastreamento do câncer do colo do útero para mulheres em situação de vulnerabilidade institucional, contribuindo para a redução de iniquidades no cuidado em saúde no contexto prisional. Apesar das limitações estruturais observadas, como espaços improvisados, iluminação inadequada e restrição de privacidade, a adoção de práticas de acolhimento, escuta qualificada e orientações individualizadas favoreceu a humanização do cuidado, minimizando ansiedade e promovendo maior adesão ao exame. Os achados refletem a realidade de muitas unidades prisionais brasileiras, nas quais limitações estruturais e organizacionais comprometem o acesso oportuno e equânime aos serviços de saúde. Ambientes inadequados, restrição de privacidade e limitações de tempo configuram barreiras que dificultam a oferta de uma assistência integral e de qualidade, contrariando os princípios da universalidade e da equidade do Sistema Único de Saúde. Nesse contexto, a adoção de práticas pautadas no acolhimento, na escuta qualificada e na comunicação efetiva mostrou-se fundamental para a humanização do cuidado, favorecendo a redução de medos, o esclarecimento de dúvidas e o fortalecimento da autonomia das mulheres privadas de liberdade. Destaca-se que a articulação entre a Universidade e a gestão do sistema penal foi fundamental para a viabilização da ação, permitindo a organização do fluxo, o acesso das mulheres ao serviço e a qualificação do cuidado prestado. Essa parceria evidenciou o potencial das ações interinstitucionais para fortalecer a equidade em saúde e garantir o direito ao acesso a serviços preventivos em populações historicamente negligenciadas. A experiência também evidenciou o papel estratégico da enfermagem na mediação do cuidado em contextos de vulnerabilidade institucional, atuando como elo entre as usuárias e o sistema de saúde. Ademais, reforça-se a necessidade de políticas públicas e de arranjos intersetoriais que assegurem condições adequadas de atendimento no sistema prisional, de modo a promover o acesso contínuo às ações de prevenção e reduzir iniquidades em saúde historicamente presentes nesse cenário. CONCLUSÃO A experiência evidenciou que o rastreamento do câncer do colo do útero em mulheres privadas de liberdade é uma estratégia viável e indispensável para a promoção do acesso e da equidade em saúde em contextos de vulnerabilidade institucional. Mesmo diante de limitações estruturais, a ação possibilitou a ampliação do acesso ao cuidado preventivo, o fortalecimento do vínculo entre profissionais e usuárias e a incorporação de práticas humanizadas, pautadas no acolhimento, na escuta qualificada e no respeito à autonomia. Além disso, contribuiu para a ampliação do conhecimento das participantes acerca da prevenção e do autocuidado. No âmbito da formação acadêmica, a vivência favoreceu o desenvolvimento de competências técnicas, comunicacionais e éticas, reafirmando o papel da enfermagem na garantia do direito à saúde e na redução das iniquidades em ambientes historicamente marcados por exclusão social. REFERÊNCIAS: 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. 2. ed. Rio de Janeiro: INCA, 2016. 2. INCA — Instituto Nacional de Câncer. Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. 3. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global strategy to accelerate the elimination of cervical cancer as a public health problem. Geneva: WHO, 2020. 4. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional. Brasília: MS, 2014. 5. COUTO, M. T.; et al. Atenção à saúde de mulheres em situação de privação de liberdade: desafios e possibilidades. Cadernos de Saúde Pública, v. 37, n. 9, 2021.
Título do Evento
V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Título dos Anais do Evento
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TRINDADE, Thais Pereira; NASCIMENTO, Veridiana Barreto do; LOPES, Eudes Felipe Gomes. RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO COMO ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA.. In: ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE. Anais...Santarém(PA) UEPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VCBBITS-634008/1448522-RASTREAMENTO-DO-CANCER-DO-COLO-DO-UTERO-COMO-ESTRATEGIA-DE-PROMOCAO-DA-SAUDE-EM-MULHERES-PRIVADAS-DE-LIBERDADE--. Acesso em: 25/09/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes