DIFICULDADES ENFRENTADAS NO ATENDIMENTO ÀS FAMILIAS INDÍGENAS EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO NEONATAL NA REGIÃO AMAZÔNICA.

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2599-7

Título do Trabalho
DIFICULDADES ENFRENTADAS NO ATENDIMENTO ÀS FAMILIAS INDÍGENAS EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO NEONATAL NA REGIÃO AMAZÔNICA.
Autores
  • Rosilene Da Silva Carvalho
  • Ellen Mara Fernandes da Silva
  • Eliene Sousa da Silva
  • Fabielle Pimentel De Aguiar
  • Izabel Alice De Figueiredo
  • Juliana Alves Marinho
  • Mirlane da Costa Frois
  • Rodiney Silva da Costa
  • Ednaldo Pereira Maranhão
  • Déborah Staney Martins Rocha
  • Franciane de Paula Fernandes
  • Sheyla Mara Silva de Oliveira
Modalidade
Resumo
Área temática
3. Determinantes Sociais, Culturais e Ambientais da Saúde
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcbbits-634008/1444626-dificuldades-enfrentadas-no-atendimento-as-familias-indigenas-em-uma-unidade-de-internacao-neonatal-na-regiao-am
ISBN
978-65-272-2599-7
Palavras-Chave
Saúde indígena, Barreiras culturais, Populações vulneráveis.
Resumo
Introdução: O atendimento neonatal em unidades de terapia intensiva na Amazônia enfrenta desafios devido à diversidade cultural e geográfica das populações indígenas. No Hospital Regional do Baixo Amazonas, que atende várias etnias indígenas, as dificuldades se destacam em aspectos como comunicação, deslocamento e integração das práticas culturais. Essas populações enfrentam barreiras significativas, dificultando a compreensão e a desconfiança no modelo biomédico, frequentemente distante de suas crenças e práticas de cuidado. Objetivo: relatar a experiência da equipe de enfermagem frente às dificuldades na comunicação enfrentadas no atendimento a famílias indígenas, especificamente das etnias Tupinamba, Wai Wai e Munduruku, em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) na cidade de Santarém. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência vivenciado por profissionais de Enfermagem em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) no período de janeiro a julho de 2025, no Hospital Regional do Baixo Amazonas. A experiencia se deu durante o acompanhamento do atendimento a famílias das etnias Tupinamba; Wai Wai e Munduruku. Resultados: A experiência profissional na UTIN com pacientes internados das etnias Tupinambá, Wai Wai e Munduruku, mostrou-se desafiadora, especialmente no que se refere á comunicação com os familiares. As principais dificuldades relacionaram-se ao limitado domínio da linguagem portuguesa, à compreensão insuficiente dos termos técnicos, bem como procedimentos e de acompanhamento do prognóstico de saúde dos menores internados. Observou-se a presença do silencio e insegurança por parte dos familiares o que resultou em participação familiar reduzida no cuidado. Diante dessas dificuldades, a equipe multiprofissional passou a adotar estratégias para reduzir essas barreiras e promover maior acessibilidade comunicativa na assistência. A priori foram utilizados recursos de linguagem não verbal por meio de expressões, desenhos e demonstrações da prática assistencial aos neonatos, além do apoio de intérpretes, em algumas vezes a presença de acompanhantes bilíngues provenientes das próprias comunidades indígenas. Essas estratégias mostraram- relevantes ao favorecer a melhoria na compreensão das orientações multiprofissionais, do acompanhamento do tratamento e do estado clínico além de favorecer o fortalecimento do vínculo familiar e da equipe. A assistência prestada pela equipe ocorreu de modo humanizado, considerando os aspectos culturais, sociais e familiares dos indígenas atendidos evidenciando que a comunicação é base para a humanização do cuidado, na promoção da segurança ao cuidado, além de mitigar barreiras de vulnerabilidades mesmo em um ambiente tecnológico e complexo com a UTIN. Considerações Finais: A experiência vivenciada na UTIN, evidenciou que o atendimento neonatal e a assistência as famílias indígenas das etnias Tupinambá,Wai Wai e Munduruku, possuem barreiras linguísticas e culturais intensificada pela complexidade do ambiente hospitalar, particularmente da UTIN, uso frequente de linguagem técnica, tendenciando à insegurança e restrição do diálogo pelos familiares. A adoção de estratégias mostrou-se eficazes na promoção do cuidado, considerando os fatores sociais e culturais presentes. No entanto, é essencial que políticas públicas e capacitações contínuas estejam presentes no contexto hospitalar, para assim dispor de ferramentas capazes de promover uma abordagem assistencial intercultural que garanta qualidade e equidade no atendimento a populações vulneráveis, como os povos indígenas.
Título do Evento
V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Título dos Anais do Evento
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CARVALHO, Rosilene Da Silva et al.. DIFICULDADES ENFRENTADAS NO ATENDIMENTO ÀS FAMILIAS INDÍGENAS EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO NEONATAL NA REGIÃO AMAZÔNICA... In: ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE. Anais...Santarém(PA) UEPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VCBBITS-634008/1444626-DIFICULDADES-ENFRENTADAS-NO-ATENDIMENTO-AS-FAMILIAS-INDIGENAS-EM-UMA-UNIDADE-DE-INTERNACAO-NEONATAL-NA-REGIAO-AM. Acesso em: 24/09/2026

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