MUDANÇAS CLIMÁTICAS E A DINÂMICA VETORIAL DA MALÁRIA NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: IMPACTOS AMBIENTAIS E DESAFIOS PARA O CONTROLE DA DOENÇA.

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2599-7

Título do Trabalho
MUDANÇAS CLIMÁTICAS E A DINÂMICA VETORIAL DA MALÁRIA NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: IMPACTOS AMBIENTAIS E DESAFIOS PARA O CONTROLE DA DOENÇA.
Autores
  • Salomão de Souza Seixas Filho
  • ARTHUR SIMPLICIO DE ALMEIDA
  • Jheimerson Aguiar Silva
  • Daniela Costa Carvalho
  • Agatha Yame Dolzanes De Sousa
  • Débora Eduarda Rodrigues Sousa
  • Edina Katryne Quintas Melo
  • Hannah De Andrade Vieira
  • Ana Carmen Mota Pereira
  • Maria Rita Costa
  • Lívia de Aguiar Valentim
  • Tatiane Costa Quaresma
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
1. Biodiversidade, Saúde e Sustentabilidade na Amazônia e no Brasil
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcbbits-634008/1441981-mudancas-climaticas-e-a-dinamica-vetorial-da-malaria-na-amazonia-brasileira--impactos-ambientais-e-desafios-para
ISBN
978-65-272-2599-7
Palavras-Chave
Malária, Mudanças Climáticas, Dinâmica Vetorial, Amazônia, Saúde Pública
Resumo
RESUMO Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre a malária, doença infecciosa endêmica na Amazônia brasileira, e a influência dos fatores climáticos, bem como os desafios impostos pelas alterações globais do clima ao seu controle. A metodologia baseia-se em uma revisão integrativa de literatura (RIL), a questão norteadora foi construída utilizando a estratégia PCC e a busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Web of Science, entre junho de 2010 e novembro de 2025 com o uso de descritores em inglês, português e espanhol, com o total de 3 artigos inclusos juntamente com os dados epidemiológicos elaborados pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial Saúde (OMS). Os resultados demonstram que o clima é um fator determinante, pois o aumento da chuva e umidade favorece os criadouros e a longevidade do mosquito, e a elevação da temperatura aumenta sua atividade e metabolismo. As alterações climáticas, ao modificarem a distribuição geográfica e o ciclo de vida do vetor, são alicerces que minam o progresso global no combate à doença. Conclui-se que o cenário exige que as intervenções de controle sejam mais adaptáveis e resilientes, demandando maior coordenação e compromisso político-financeiro para a mitigação dos impactos na saúde pública da região. Palavras-chave: Malária. Mudanças Climáticas. Dinâmica Vetorial. Amazônia. Saúde Pública INTRODUÇÃO A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada de fêmeas do mosquito Anopheles. Segundo o Ministério da Saúde (Brasil, 2025), não se trata de uma patologia contagiosa, embora a transmissão possa ocorrer via transfusão sanguínea ou compartilhamento de agulhas e seringas. Dados da OMS (2025) indicam que, em 2024, a doença somou 282 milhões de casos e 610 mil óbitos globalmente. Em 2021, apesar da redução de 11,8% nos casos entre janeiro e junho, houve um aumento de 18,9% na mortalidade, a incidência é predominante em zonas rurais (36,5%) com forte concentração em poucos municípios (Brasil, 2021). METODOLOGIA Estudo descritivo, do tipo revisão integrativa de literatura (RIL), conduzido com bases nas etapas metodológicas propostas por Mendes, Silveira e Galvão (2008). A pergunta norteadora foi construída utilizando a estratégia PCC, conforme Santos, Pimenta e Nobre (2007), sendo População: Estados da Região Amazônica; Conceito: Malária (P. vivax e P. falciparum) e Contexto: Áreas Especiais de Transmissão (Garimpo e Áreas Indígenas). A busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Web of Science, entre junho de 2010 e novembro de 2025, utilizando descritores em inglês ("Malaria" OR "Plasmodium") AND ("Incidence" OR "Epidemiology") AND ("Amazon Region" OR "Amazonia") e português ("Malária" OU "Plasmodium") E ("Incidência" OU "Epidemiologia") E ("Região Amazônica" OU "Amazônia"). A partir dessa estrutura, formulou-se a seguinte pergunta norteadora: “Qual é a relação entre a transmissão da malária e as mudanças climáticas na Região Amazônica brasileira?”. Incluíram-se 3 artigos originais e publicados no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2025, em português, inglês e espanhol, disponibilizados na integra e gratuitamente que tratassem do referido tema do trabalho. Excluíram-se 15 artigos duplicados, não primários ou que não se referissem de forma direta ao tema central do estudo. RESULTADOS E DISCUSSÃO Para Komba et al. (2024) há uma relação direta entre o aumento da atividade do inseto com o aumento de temperatura, estando associada a um aumento do metabolismo e da capacidade de voo do mosquito, além desse fator a elevação da umidade também é responsável por induzir a atividade do mosquito por estimular comportamentos alimentares. Segundo Wolfram et al. (2018) os padrões climáticos como cheias, secas e ondas de calor são responsáveis por modificar a distribuição geográfica e o ciclo de vida do vetor, podendo contribuir para um aumento da densidade e da longevidade dos mosquitos, bem como acelerar a taxa de desenvolvimento do parasita. Flores et al. (2024) afirma que as alterações climáticas geradas pela ação humana aquecem a Amazônia de forma significativa, gerando stress térmico e défice de pressão de vapor, tendo projeções que indicam um aumento dos dias secos consecutivos de 10 a 30 dias até 2050, aumentando progressivamente a sazonalidade das chuvas na Amazônia, gerando secas extremas, repetitivas e disseminadas pelo desmatamento acumulado, podendo resultar na redução das chuvas em 50-60%. Com isso, O World Malaria Report 2023 (OMS, 2023) ressalta que as alterações climáticas são potenciais fatores responsáveis pela interrupção de serviços essenciais, como prevenção e controle da malária, e a natureza imprevisível do clima exige que as intervenções e controle da patologia sejam ainda mais adaptáveis e resilientes, exigindo um nível maior de coordenação e compromisso político e financeiro por parte dos países mais afetados pelas mudanças climáticas e pela incidência da malária. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Malária 2021: Boletim Epidemiológico, número especial. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/malaria/boletim-epidemiologico-malaria-2021.pdf. Acesso em: 6 dez. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Malária. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/malaria/malaria. Acesso em: 6 dez. 2025. FLORES, Bernardo M. et al. Critical transitions in the Amazon forest system. Nature, Londres, v. 626, n. 7999, p. 555-564, fev. 2024. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41586-023-06975-4. Acesso em: 6 dez. 2025. KOMBA, Elias B. et al. Contributions of time, temperature and humidity on the biting behaviour of Anopheles funestus at Lupiro village in Morogoro, Tanzania. Acta Entomology and Zoology, [S. l.], v. 5, n. 1, p. 39-44, 2024. Disponível em: https://www.actaentozoologia.com/index.php/journal/article/view/184. Acesso em: 6 dez. 2025. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Malaria. Genebra: OMS, 2025. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/malaria. Acesso em: 6 dez. 2025. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). World malaria report 2023. Genebra: OMS, 2023. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240086173. Acesso em: 6 dez. 2025. WOLFARTH-COUTO, Bruna; SILVA, Rosimeire Araújo da; FILIZOLA, Naziano. Variabilidade dos casos de malária e sua relação com a precipitação e nível d’água dos rios no Estado do Amazonas, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v. 34, n. 6, 2018.
Título do Evento
V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Título dos Anais do Evento
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FILHO, Salomão de Souza Seixas et al.. MUDANÇAS CLIMÁTICAS E A DINÂMICA VETORIAL DA MALÁRIA NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: IMPACTOS AMBIENTAIS E DESAFIOS PARA O CONTROLE DA DOENÇA... In: ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE. Anais...Santarém(PA) UEPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VCBBITS-634008/1441981-MUDANCAS-CLIMATICAS-E-A-DINAMICA-VETORIAL-DA-MALARIA-NA-AMAZONIA-BRASILEIRA--IMPACTOS-AMBIENTAIS-E-DESAFIOS-PARA. Acesso em: 22/09/2026

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