IMERSÃO ACADÊMICA NO BAIXO TAPAJÓS: UMA VIVÊNCIA ALÉM DA SALA DE AULA

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2599-7

Título do Trabalho
IMERSÃO ACADÊMICA NO BAIXO TAPAJÓS: UMA VIVÊNCIA ALÉM DA SALA DE AULA
Autores
  • Nalanda Coelho Galvão
  • Lorena Da Silva Cardoso
  • Matheus Adriano Pinto De Andrade Lopes
  • Nívea Francine Fima dos Santos
  • Wissam Majd Talayeh
  • Bianca Monique Abreu Guimarães
  • Marina Smidt Celere Meschede
  • Janaina Mota de Vasconcelos Massafra
Modalidade
Resumo
Área temática
1. Biodiversidade, Saúde e Sustentabilidade na Amazônia e no Brasil
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcbbits-634008/1429992-imersao-academica-no-baixo-tapajos--uma-vivencia-alem-da-sala-de-aula
ISBN
978-65-272-2599-7
Palavras-Chave
Medicina, Comunidades Tradicionais, Amazônia, Saúde Coletiva.
Resumo
A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) proporcionou à primeira turma do curso de medicina uma imersão na área da Reserva Extrativista, entre as comunidades do Carão e do Anumã, em parceria com o Projeto Saúde e Alegria (PSA)- uma iniciativa civil sem fins lucrativos e atuante em questões sociais na região desde 1987. A proposta faz parte do projeto pedagógico do curso, que intenciona uma formação para além do modelo biomédico e hospitalocêntrico, mas sensível às particularidades socioculturais e ambientais da Amazônia. O projeto de extensão teve a finalidade de integrar o conhecimento teórico desenvolvido, em sala de aula, na disciplina de Saúde Coletiva com a vivência de diferentes experiências, demandas e dificuldades relacionadas ao cotidiano comunitário, ressaltando a importância da medicina contextualizada à saúde pública amazônica. A imersão na realidade foi possível com uma viagem de barco da cidade de Santarém (PA) ao Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA), administrado pelo PSA. Participaram do projeto 21 alunos do curso de bacharelado em medicina e duas docentes orientadoras, entre os dias 26 e 30 de maio. A dinâmica fundamentou-se em presença ativa no território e nas práticas de educação em saúde, priorizando o diálogo e a troca de saberes entre os participantes. Nesse sentido, as atividades consistiram em: conhecer o modo de vida da comunidade do Anumã (visita às escolas, ao posto de saúde, à igreja local e a residências de moradores), participar das rodas de conversas com lideranças comunitárias e indígenas, agentes comunitários de saúde e agentes indígenas de saúde, profissionais do PSA, representante do sindicato dos trabalhadores rurais, assessora dos rios e o ex-coordenador do Conselho Indígena do Tapajós. Foram construídos materiais audiovisuais sobre as ações do PSA, desenvolvidos jogos pedagógicos sobre a saúde relacionada às questões ambientais e produzidas tecnologias voltadas ao conteúdo de "educomunicação" direcionadas aos comunitários. A convivência com lideranças e a participação ativa nas atividades fortaleceram a empatia e o entendimento do bem-estar a partir da realidade amazônica. Houve grande receptividade em todas as atividades propostas e pensadas pela equipe do PSA. Tais experiências proporcionaram aos discentes uma visão ampliada sobre a saúde local, seus determinantes sociais, o meio ambiente e sua influência na vida comunitária, integrando os desafios da saúde pública local, como a escassez profissional, e a reflexão sobre a importância da formação médica humanizada regionalizada. Conclusão: A vivência permitiu aos alunos enxergarem uma realidade diferente da qual estão habituados, trazendo para a prática o que é abordado na Universidade. Foi possível perceber a importância do saber tradicional como fator somatório do conhecimento científico e reafirmar a importância dos princípios do Sistema Único de Saúde como a equidade, a integralidade e a universalidade como garantia de acesso à saúde. Mais do que uma atividade acadêmica, a imersão estimulou os acadêmicos a refletirem sobre o seu papel enquanto possíveis agentes de transformação, impulsionando-os a atuarem futuramente em áreas remotas e a encarar a medicina como uma profissão que pode mudar paradigmas sociais se exercida de maneira humana, respeitosa e como ação social.
Título do Evento
V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Título dos Anais do Evento
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GALVÃO, Nalanda Coelho et al.. IMERSÃO ACADÊMICA NO BAIXO TAPAJÓS: UMA VIVÊNCIA ALÉM DA SALA DE AULA.. In: ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIODIVERSIDADE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SAÚDE. Anais...Santarém(PA) UEPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VCBBITS-634008/1429992-IMERSAO-ACADEMICA-NO-BAIXO-TAPAJOS--UMA-VIVENCIA-ALEM-DA-SALA-DE-AULA. Acesso em: 26/08/2026

Trabalho

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