MONITORAMENTO DE MÉDIO PRAZO EM UMA PRAIA ARENOSA DE ACESSO RESTRITO DA BAÍA DE GUANABARA (RJ, BRASIL): PADRÕES ESPACIAIS E TEMPORAIS DA DIVERSIDADE DA COMUNIDADE MACROBENTÔNICA

Publicado em 08/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2084-8

Título do Trabalho
MONITORAMENTO DE MÉDIO PRAZO EM UMA PRAIA ARENOSA DE ACESSO RESTRITO DA BAÍA DE GUANABARA (RJ, BRASIL): PADRÕES ESPACIAIS E TEMPORAIS DA DIVERSIDADE DA COMUNIDADE MACROBENTÔNICA
Autores
  • Matheus Augusto
  • Ricardo S. Cardoso
  • Tatiana Medeiros Barbosa Cabrini
Modalidade
Resumo - Científico
Área temática
Biodiversidade no Antropoceno
Data de Publicação
08/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/v-simposio-ppgbio/1323967-monitoramento-de-medio-prazo-em-uma-praia-arenosa-de-acesso-restrito-da-baia-de-guanabara-(rj-brasil)--padroes-
ISBN
978-65-272-2084-8
Palavras-Chave
ecologia de praias arenosas; ecologia de comunidades; macrobentos; Programa Ecológico de Longa Duração da Baía de Guanabara (PELD-BG)
Resumo
As praias arenosas são os ecossistemas costeiros mais comuns do mundo, sendo interfaces entre mar e terra, e fornecendo serviços ecossistêmicos essenciais. Esses sistemas são altamente dinâmicos, moldados por ondas e marés, apresentando diferentes estados morfodinâmicos. Um dos componentes faunísticos mais representativos é o macrobentos, adaptado à dinâmica da zona entremarés. O macrobentos apresenta variações diárias, intra e interanuais, respondendo diretamente a mudanças nos preditores ambientais, sendo primariamente definida pelos fatores físicos correspondentes ao estado morfodinâmico. Apesar da sua importância, o campo ainda carece de monitoramentos de médio e longo prazo, necessários para compreender padrões de diversidade e a resiliência desse sistema. O estudo foi realizado na Praia de Fora, uma praia arenosa microtidal de morfodinâmica intermediária com 0,44 km de extensão. A praia está localizada em uma área de acesso restrito em área militar na Baía de Guanabara, Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, Sudeste do Brasil. Os dados foram amostrados entre o outono de 2010 e o outono de 2016, totalizando 40 amostras ao longo de seis anos de monitoramento. As amostras foram realizadas mensalmente nos primeiros dois anos e, posteriormente, de forma sazonal. Para as amostras de macrofauna, a praia foi dividida em cinco transectos equidistantes do arco da praia e perpendiculares à linha costeira. Doze unidades amostrais equidistantes foram coletadas em cada transecto. Foi utilizado um amostrador de 0,04 m² até a profundidade de 25 cm. A amostra foi lavada em campo com malha de 0,5 mm. Foram coletadas amostras sedimentológicas para granulometria e foi aferida a declividade praial em campo pelo método de balizas. O material retido foi identificado e levado ao laboratório para triagem e identificação dos organismos. As amostras de campo foram processadas em laboratório e foram preservados em álcool a 70% e identificados ao nível de espécie. Ao longo do monitoramento foram amostrados um total de 17.521 indivíduos, com uma abundância média por campanha de 438,46 ± 327,43. A riqueza máxima observada foi de 9 espécies, com valor médio por campanha de 6,63 ± 1,03. A estrutura da comunidade foi marcada pela dominância de Emerita brasiliensis (40,8% do total) e Atlantorchestoidea brasiliensis (39,2%), seguidas por Excirolana braziliensis (13,4%). Em conjunto, essas três espécies representaram mais de 90% dos indivíduos amostrados. Esses resultados evidenciam um padrão de forte dominância e baixa diversidade, características de praias arenosas de morfodinamismo intermediário a refletivo. Quanto a variações intranuais, tipicamente foram observadas maiores abundâncias na primavera, entre outubro e novembro. Foram observadas maiores abundâncias e riqueza nos transectos centrais da praia, especialmente no supra e mesolitorais, refletindo maior controle físico nas extremidades do arco praial. Esses resultados preliminares fornecem evidências dos padrões em praias arenosas com baixos níveis de impactos humanos diretos sobre a comunidade bentônica, utilizando uma área de acesso restrito como modelo ecológico. O monitoramento de médio prazo realizado reforça a importância de estudos contínuos para compreender a dinâmica dessas comunidades ao longo do tempo. Esses resultados são preliminares e ainda carecem de análises estatísticas mais robustas.
Título do Evento
V Simpósio PPGBIO: Biodiversidade no Antropoceno
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio do PPGBIO: biodiversidade no antropoceno
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

AUGUSTO, Matheus; CARDOSO, Ricardo S.; CABRINI, Tatiana Medeiros Barbosa. MONITORAMENTO DE MÉDIO PRAZO EM UMA PRAIA ARENOSA DE ACESSO RESTRITO DA BAÍA DE GUANABARA (RJ, BRASIL): PADRÕES ESPACIAIS E TEMPORAIS DA DIVERSIDADE DA COMUNIDADE MACROBENTÔNICA.. In: Anais do Simpósio do PPGBIO: biodiversidade no antropoceno. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UNIRIO, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/v-simposio-ppgbio/1323967-MONITORAMENTO-DE-MEDIO-PRAZO-EM-UMA-PRAIA-ARENOSA-DE-ACESSO-RESTRITO-DA-BAIA-DE-GUANABARA-(RJ-BRASIL)--PADROES-. Acesso em: 17/02/2026

Trabalho

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