FADIGA POR COMPAIXÃO: CONSEQUÊNCIAS NA SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA ASSISTÊNCIA AOS CUIDADOS ONCOLÓGICOS E PALIATIVOS

Publicado em 24/08/2023 - ISBN: 978-85-5722-919-8

Título do Trabalho
FADIGA POR COMPAIXÃO: CONSEQUÊNCIAS NA SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA ASSISTÊNCIA AOS CUIDADOS ONCOLÓGICOS E PALIATIVOS
Autores
  • Luana Ruthiele Chagas Lucena
  • Stefany Valery Gomes dos Santos
  • Larissa Mirele da Silva Lima
  • Karla Virginia da Nóbrega Novais Vieira
Modalidade
Resumo simples
Área temática
Saúde mental e bem-estar
Data de Publicação
24/08/2023
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/v-semana-do-cerebro-do-museu-da-ufpa-319262/636993-fadiga-por-compaixao--consequencias-na-saude-mental-dos-profissionais-de-saude-na-assistencia-aos-cuidados-oncolo
ISBN
978-85-5722-919-8
Palavras-Chave
Saúde mental, profissional de saúde, cuidados paliativos.
Resumo
Os profissionais de saúde precisam de competências básicas para realizar suas tarefas laborais, não só é necessário conhecimento técnico-científico, mas também, a empatia, resiliência, cuidado e compaixão. Esses aspectos apesar de poderem ser construídos e aperfeiçoados, são intrínsecos de cada indivíduo e consequentemente se dissemina por todas as áreas da vida, inclusive na área trabalhista. Em 1992, Joinson introduziu o termo fadiga por compaixão através de um estudo no serviço de emergência com enfermeiros que demonstraram alterações no contexto da saúde mental. Dentre os aspectos visualizados nessa análise, a equipe de enfermagem apresentou fadiga crônica, cansaço e irritabilidade relacionados diretamente à dor do outro. Tudo isso levando a reflexão de como contexto do trabalho pode incidir sobre a saúde mental. Objetivo: Abordar sobre as consequências na saúde mental dos trabalhadores de saúde decorrente ao exercício profissional na área de oncologia e cuidados oncológicos e paliativos. Metodologia: Trata-se de um estudo sistemático e descritivo, com buscas nas plataformas Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde  (BVS) no período de 01 a 02 de abril de 2023. Dentre os critérios de inclusão estão os documentos em português, gratuitos e emitidos nos últimos 4 anos. Em contrapartida, entre os artigos excluídos encontram-se os que estão em contraste e divergem com a ideia de captura dos documentos supracitados. Resultados: Em muitos estudos o câncer é trazido como o maior problema de saúde pública no Brasil e no mundo. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) define os cuidados oncológicos e de paliação, onde os cuidados ao paciente oncológico consistem na prestação de assistência a pacientes diagnosticados com neoplasia, enquanto os cuidados paliativos dispõem em ofertar uma morte digna minimizando sofrimento tanto para o paciente quanto para os familiares. O profissional de saúde que lida diretamente com essa área de oncologia e cuidados paliativos passa por esse processo de morte e luto todo dia. A equipe de saúde depara-se constantemente com pesar, dor e sofrimento, fazendo com que os profissionais fiquem suscetíveis as consequências psicológicas, visto que, além de profissionais todos eles são humanos com emoções mutáveis. O trabalhador de saúde pode somatizar os eventos do exercício profissional e maximizar, ou simplesmente minimizar, a ponto de ter apatia nas mais diversas situações. O desgaste profissional não ocorre só devido a morte do paciente, mas também no processo de pré e pós morte na assistência aos familiares. Muitos especialistas consideram mais tolerável o processo de paliação com os idosos devido a integralidade da cronologia da vida, contudo, existem muitos relatos que quando trata-se de pediatria a configuração muda. Dentre as análises vistas os sentimentos mais comuns são tristeza, barganha e pesar independente da faixa etária do paciente, mas com  ênfase ao paciente pediátrico esses sentimentos tendem a exponenciar-se. Nesse campo dos cuidados de doenças graves e crônicas, a equipe de saúde depara-se com a angústia, medo, vulnerabilidade potencializada, visto que, todo o ambiente está envolvido com intensas emoções pois lidar com a morte não é fácil, embora os profissionais de saúde se esforcem para garantir que seja o mais leve possível. Durante o processo é de suma importância que os profissionais tenham cuidado com as emoções, pois através delas o psicológico pode chegar a exaustão decorrente aos sentimentos negativos já expostos nos resultados das etapas do cuidado oncológico e paliativo. Conclusão: Por fim, foi detectado vários sentimentos negativos que não são saudáveis quando perpassa o limite, pois geram uma estafa psicológica. Concluímos que a fadiga por compaixão é um perigo a saúde mental quando refere-se principalmente a área de oncologia e cuidados paliativos, é primordial a intensificação de assistência psicológica na área de saúde do trabalhador para amortização de consequências. A saúde mental deve ser trabalhada cada vez mais no contexto saúde do trabalhador para garantia de bem-estar mútuo. Sendo assim, é imprescindível a produção de mais estudos e investimento dentro dessa perspectiva de cuidado ao trabalhador com ênfase nos profissionais que lidam com oncologia, cuidados paliativos e situações críticas de modo geral. É assistir o paciente de forma que melhore a qualidade de vida em situações críticas onde o desfecho de ameaça de vida se sobressai.
Título do Evento
V Semana Internacional do Cérebro do Museu da UFPA
Cidade do Evento
Belém
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Internacional do Cérebro do Museu da Universidade Federal do Pará
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LUCENA, Luana Ruthiele Chagas et al.. FADIGA POR COMPAIXÃO: CONSEQUÊNCIAS NA SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA ASSISTÊNCIA AOS CUIDADOS ONCOLÓGICOS E PALIATIVOS.. In: Anais da Semana Internacional do Cérebro do Museu da Universidade Federal do Pará. Anais...Belém(PA) MUFPA, 2023. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/v-semana-do-cerebro-do-museu-da-ufpa-319262/636993-FADIGA-POR-COMPAIXAO--CONSEQUENCIAS-NA-SAUDE-MENTAL-DOS-PROFISSIONAIS-DE-SAUDE-NA-ASSISTENCIA-AOS-CUIDADOS-ONCOLO. Acesso em: 13/04/2026

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