A QUALIDADE DE VIDA DE FISIOTERAPEUTAS TRABALHADORES DOS HOSPITAIS PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM-PA

Publicado em 23/12/2022 - ISBN: 978-85-5722-492-6

Título do Trabalho
A QUALIDADE DE VIDA DE FISIOTERAPEUTAS TRABALHADORES DOS HOSPITAIS PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM-PA
Autores
  • Emanuel Queiroz de Oliveira
  • Mayara Renata Lima Mota
  • Luana Damasceno Ferreira
  • John Vale
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Pesquisa básica e aplicada
Data de Publicação
23/12/2022
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/v-congresso-amazonico-de-saude-e-qualidade-de-vida-267874/567978-a-qualidade-de-vida-de-fisioterapeutas-trabalhadores-dos-hospitais-publicos-do-municipio-de-santarem-pa
ISBN
978-85-5722-492-6
Palavras-Chave
Fisioterapeuta; Saúde do trabalhador; Trabalho.
Resumo
¹Emanuel Queiroz de Olivera; ²Mayara Renata Lima Mota; ³Luana Damasceno Ferreira; 4John Henry de Oliveira Vale. ¹Acadêmico do curso de Fisioterapia; Instituto Esperança de Ensino Superior - IESPES; emanuel.queiroz98@gmail.com; ²Residente do Programa em Atenção Integral em Ortopedia e Traumatologia; Universidade do Estado do Pará; mayaramota1@hotmail.com; ³Fisioterapeuta, luanad.f.99@gmail.com; 4Mestre em Ensino e Saúde na Amazônia; Universidade do Estado do Pará, fisiojh@yahoo.com.br. Introdução: Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) podemos definir qualidade de vida como a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. Dentro desse contexto, o ambiente hospitalar surge como local de trabalho que pode gerar consequências na qualidade de vida dos profissionais de saúde. O fisioterapeuta inserido nesses locais se submete a fatores de estresse e desgaste físico, provocada pelas diversas ações realizadas no cuidado ao paciente internado, de acordo com sua necessidade, demandando mais atenção e esforço físico do terapeuta para execução da conduta. (SIQUEIRA et al, 2019). Tomando como objeto de estudo o trabalho dos profissionais de fisioterapia atuantes no ambiente hospitalar e levando em consideração a continua exposição dos profissionais a diversos fatores de influencia a própria saúde no ambiente de trabalho o presente estudo tem como objetivo avaliar a qualidade de vida dos fisioterapeutas trabalhadores dos hospitais públicos do Município de Santarém-PA. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, transversal com metodologia de análise quantitativa, descritiva. A coleta de dados ocorreu no período de maio de 2020 a julho de 2020 no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), e no Hospital Municipal de Santarém, no qual o universo populacional deste estudo corresponde aos fisioterapeutas que trabalham no Hospital Regional do Baixo Amazonas e/ou no Hospital Municipal de Santarém, sendo que a amostra foi não probabilística, por adesão. Foram incluídos os fisioterapeutas atuantes nos ambientes hospitalares acima citados, com o vínculo empregatício com a empresa no período mínimo de um ano, que aceitaram participar do estudo através da leitura e assinatura de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e estavam devidamente cadastrados no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO).Para avaliar e determinar o nível de qualidade de vida dos fisioterapeutas foi aplicado o questionário World Health Organization Quality of Life assessment (WHOQOL-BREF) concebido pela Organização Mundial de Saúde com intuito de mensurar grau de qualidade de vida de forma rápida e eficaz, sendo a forma abreviada do método do WHOQOL-100. Em relação a analise, das informações obtidas foram inclusas em um banco de dados através de planilhas do Microsoft Excel Office 2013 (Windows) e analisados por meio da estatística descritiva, com a correlação entre os dados obtidos afim de correlacionar simultaneamente o comportamento de duas ou mais variáveis (MOTTA, 2008). Os sujeitos foram codificados para garantir o anonimato e assinarão o TCLE, de acordo com a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade do Estado do Pará. Resultados: O universo populacional da pesquisa foram de 15 fisioterapeutas que de acordo a análise de dados em relação à percepção dos indivíduos quanto a sua qualidade de vida, cerca de 53,3% afirmam possuir uma boa qualidade de vida, 26,6% classificam como nem ruim e nem boa, 13,3% descreveram como ruim e 6,6%(1) muito ruim. No quesito satisfação com a saúde, 46,6% relataram estar satisfeitos, 26,6% nem satisfeitos e nem insatisfeitos, 20% insatisfeitos e 6,6% classificou como muito satisfeito. Através do questionário WHOQOL-BREF obtivemos a classificação de bom a regular nas questões a respeito da percepção da qualidade de vida dos profissionais fisioterapeutas. Esses dados estão em concordância com o estudo de Andrade et al. (2018), no qual foi avaliado o nível de qualidade de vida de 10 fisioterapeutas intensivistas, utilizando o questionário WHOQOL-BREF, com resultados similares a atual pesquisa. Em um estudo de Nascimento (2017), foi utilizado o questionário WHOQOL-BREF como instrumento de avaliação da qualidade de vida dos fisioterapeutas, com uma média de 4,00 a 4,07 na maior parte dos domínios, concluindo que eles possuem uma boa qualidade de vida. No entanto, o domínio físico da atual pesquisa apresentou discrepância dos resultados de Nascimento (2017), pois de acordo com a média dos valores obtidos (2,9), números iguais ou inferiores a esse são marcadores para a necessidade de melhorar esse âmbito da vida a fim de potencializar o nível de qualidade de vida. Os fisioterapeutas apontaram problemas na parte física, principalmente em regiões especificas do corpo, comprovando que surgimentos de sintomas e problemas físicos afetam diretamente a qualidade de vida e com direta contribuição para um menor escore do WHOQOL- BREF. Em concordância com a pesquisa de Pereira (2018), o aparecimento de disfunções musculoesqueléticas está ligado ao ambiente físico de trabalho, pois passam muitas horas semanais em locais de trabalho com falta de recursos ou disponíveis porem de forma inadequada ergonomicamente para os atendimentos fisioterapêuticos, gerando uma maior demanda física dos trabalhadores. Em concordância com a pesquisa de Pereira (2018), o aparecimento de disfunções musculoesqueléticas está ligado ao ambiente físico de trabalho, pois passam muitas horas semanais em locais de trabalho com falta de recursos ou disponíveis porem de forma inadequada ergonomicamente para os atendimentos fisioterapêuticos, gerando uma maior demanda física dos trabalhadores. Nos demais domínios (psicológico, relações sociais, meio ambiente), os profissionais da saúde apresentam médias classificadas como regulares, contudo, nenhum dos domínios apontaram uma média boa ou muito boa. De acordo com o estudo Sodré (2022) o domínio psicológico pode ser afetado quando as demandas externas dos indivíduos excedem suas habilidades, podendo levar a fadiga, irritabilidade, ansiedade, insônia e depressão, no qual é importante dentro do ambiente hospitalar tenha-se a quantidade de pessoas capacitadas para repor esse profissional no seu descanso, capacitação e melhores recursos de trabalho para que esse profissional possa trabalhar de maneira segura, com qualidade e apoio psicológico. Considerações finais: A pesquisa sugere que há necessidade de melhorar as condições de trabalho a fim de promover uma melhor qualidade de vida a estes profissionais de saúde que apresentaram score deficitário no que diz respeito a qualidade de vida estando diretamente relacionados a fatores físicos provavelmente ocasionados pelas práticas de trabalho inadequadas. Como alternativa poderiam ser implementadas intervenções de caráter preventivo com os fisioterapeutas que atuam em ambiente hospitalar a fim de evitar complicações físicas e assim ter uma melhor qualidade de vida. Referências: ANDRADE, L. S. et al. Avaliação da qualidade de vida em profissionais de fisioterapia hospitalar intensiva. cadernos de educação, saúde e fisioterapia, v. 5, n. 10, 2018. MOTTA, V. T. Bioestatística. Caxias do Sul, RS: Educs, 2008. NASCIMENTO, C. P. et al. Síndrome de Burnout em fisioterapeutas intensivistas. Revista Pesquisa em Fisioterapia, v. 7, n. 2, p. 188-198, 2017. PEREIRA, V. M. Avaliação de sintomas osteomusculares e qualidade de vida em fisioterapeutas. 2018. SIQUEIRA, F. V. et al. Excesso de peso e fatores associados entre profissionais de saúde da Estratégia Saúde da Família. Cadernos Saúde Coletiva 27.2 (2019): 138-145. VEDAN, S. M.; HIROMI, T. M. Qualidade de vida e no trabalho do fisioterapeuta que atua na Unidade de Terapia Intensiva e os reflexos na assistência. Revisa. 2022; 11(2): 127-3.
Título do Evento
V Congresso Amazônico de Saúde e Qualidade de Vida
Cidade do Evento
Santarém
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Amazônico de Saúde e Qualidade de Vida
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Emanuel Queiroz de et al.. A QUALIDADE DE VIDA DE FISIOTERAPEUTAS TRABALHADORES DOS HOSPITAIS PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM-PA.. In: Anais do Congresso Amazônico de Saúde e Qualidade de Vida. Anais...Santarém(PA) UEPA Campus XII, 2022. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/v-congresso-amazonico-de-saude-e-qualidade-de-vida-267874/567978-A-QUALIDADE-DE-VIDA-DE-FISIOTERAPEUTAS-TRABALHADORES-DOS-HOSPITAIS-PUBLICOS-DO-MUNICIPIO-DE-SANTAREM-PA. Acesso em: 05/04/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes