PAISAGISMO ESTÉRIL: VAIDADE SEM FUNÇÃO ECOLÓGICA

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2266-8

Título do Trabalho
PAISAGISMO ESTÉRIL: VAIDADE SEM FUNÇÃO ECOLÓGICA
Autores
  • Evânia de Paula Muniz
Modalidade
Resumo Expandido (Edital)
Área temática
Mediações, Saberes, Ecologias e Práticas
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/v-coloquio-pesquisa-design-arte/1228875-paisagismo-esteril--vaidade-sem-funcao-ecologica
ISBN
978-65-272-2266-8
Palavras-Chave
Design; Ecologia; Paisagismo
Resumo
O artigo discute criticamente o paisagismo apresentado como estéril, um modelo de jardinagem baseado na estética ornamental, no controle rígido da natureza e em valores coloniais e eurocêntricos. Esse tipo de paisagismo, amplamente difundido em cidades contemporâneas, privilegia gramados uniformes, espécies exóticas e formas geométricas que, embora visualmente atraentes, comprometem a biodiversidade, empobrecem o solo e produzem espaços ecologicamente vazios. Foi utilizado a metáfora da cauda do pavão, inspirada na teoria da seleção sexual de Darwin, para ilustrar como práticas estéticas que priorizam aparência podem ser disfuncionais e até prejudiciais. O texto contextualiza historicamente a construção dessa estética, especialmente durante a Era Vitoriana, quando jardins exuberantes tornaram-se símbolos de status, poder imperial e domínio sobre a natureza. Esse padrão foi exportado pelo colonialismo e permanece influenciando os espaços verdes urbanos. Com base em autores como Santos, Porto-Gonçalves, Clément, Haraway, Götsch e Wilson, o artigo argumenta que esse modelo decorre de uma visão antropocêntrica e de uma relação hierárquica com o ambiente. Em contraste, o artigo apresenta alternativas fundamentadas no paisagismo regenerativo, na agroecologia, na biofilia e no design social, apontando caminhos para integrar estética e função ecológica. São discutidas práticas como agroflorestas urbanas, jardins comestíveis, agricultura sintrópica e hortas comunitárias. Como exemplo prático, destaca-se a Horta Comunitária Espaço Bem Viver, no Vidigal (RJ), e o Projeto Mandallas, desenvolvido no Ceará, ambos como modelos de regeneração, participação comunitária e produção de alimentos. O texto defende que os jardins-mandala sintetizam de maneira exemplar essa transição: unem beleza, diversidade, produtividade e educação ambiental, dialogando com cosmologias indígenas e princípios da permacultura. Ao final, o artigo sustenta que repensar o paisagismo é uma urgência ética e política frente ao colapso climático e à insegurança alimentar. O design social é proposto como ferramenta fundamental para mediar processos participativos e promover paisagens vivas, inclusivas e sustentáveis.
Título do Evento
V Colóquio de Pesquisa em Design e Artes
Título dos Anais do Evento
Anais do V Colóquio de Pesquisa em Design e Artes
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MUNIZ, Evânia de Paula. PAISAGISMO ESTÉRIL: VAIDADE SEM FUNÇÃO ECOLÓGICA.. In: Anais do V Colóquio de Pesquisa em Design e Artes. Anais...Fortaleza (CE) UFC | UFCA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/v-coloquio-pesquisa-design-arte/1228875-PAISAGISMO-ESTERIL--VAIDADE-SEM-FUNCAO-ECOLOGICA. Acesso em: 22/05/2026

Trabalho

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