O PAPEL DO FARMACÊUTICO NA PREVENÇÃO DO USO INDEVIDO DE CLONAZEPAM.

Publicado em 08/04/2024 - ISBN: 978-65-272-0395-7

Título do Trabalho
O PAPEL DO FARMACÊUTICO NA PREVENÇÃO DO USO INDEVIDO DE CLONAZEPAM.
Autores
  • Stephany Kennedy Martins Xavier
  • Ana Clara Oliveira Santos
  • Giovanna Gabrielle Gomes Nascimento
  • ITALO ALKIMIM DE ANDRADE
  • Lara Leocádia De Sousa Brito
  • LÍVIA MARIA ALVES GUEDES
  • Maria Alicya Silva
  • Ylana Diniz Cortez
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Temas Relacionados a Saúde
Data de Publicação
08/04/2024
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/traumaemergencia/798617-o-papel-do-farmaceutico-na-prevencao-do-uso-indevido-de-clonazepam
ISBN
978-65-272-0395-7
Palavras-Chave
Benzodiazepínicos, Efeitos adversos, Saúde
Resumo
INTRODUÇÃO Desde sua patente em 1960 e posterior entrada no mercado em 1975 nos Estados Unidos pela Roche, o clonazepam emergiu como um destaque entre as substâncias mais procuradas nas farmácias brasileiras. O aumento alarmante no consumo de drogas psicoativas tem sido uma preocupação global crescente nos últimos anos. Nesse cenário, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) revelam um aumento significativo no consumo do princípio ativo do Rivotril©, medicamento de referência contendo clonazepam, em comparação com anos anteriores. Embora os benzodiazepínicos sejam amplamente utilizados e considerados eficazes para tratar uma variedade de condições de saúde, como ansiedade, insônia e distúrbios de humor, é crucial reconhecer os potenciais riscos associados a esses medicamentos, incluindo desenvolvimento de dependência e uso abusivo. A complexidade dessas questões muitas vezes compromete os benefícios terapêuticos dos benzodiazepínicos, levando à subestimação dos problemas relacionados ao seu uso prolongado e inadequado. Assim, este artigo visa destacar o uso abusivo do clonazepam e ressaltar o papel crucial do profissional farmacêutico neste contexto. METODOLOGIA Foram utilizadas fontes de pesquisa online amplamente reconhecidas, incluindo PubMed, Scielo e Google Acadêmico, a fim de identificar estudos que corroborem com o artigo. Houve uma restrição de período de publicação dos artigos de até 10 anos, visando abranger diversas perspectivas sobre o tema de forma atualizada. A busca foi realizada utilizando termos-chave como "profissional farmacêutico", "clonazepam", "efeitos adversos" nos respectivos mecanismos de busca dos sites mencionados. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O uso excessivo de clonazepam pode acarretar uma série de consequências adversas para a saúde física e mental do paciente. Em primeiro lugar, destaca-se o desenvolvimento de dependência física e psicológica, representando uma preocupação significativa. O clonazepam é uma substância que, ao longo do tempo, gera tolerância, exigindo doses progressivamente maiores para alcançar os mesmos efeitos desejados. Tal situação pode desencadear um ciclo vicioso de aumento da dose e maior dependência, elevando o risco de overdose e outros efeitos colaterais graves. Ademais, o uso prolongado e abusivo de clonazepam pode ocasionar uma variedade de efeitos colaterais adversos, tais como sonolência excessiva, confusão mental, fraqueza muscular, tonturas, problemas de coordenação e comprometimento cognitivo. Tais efeitos podem impactar significativamente a qualidade de vida do paciente, prejudicando sua capacidade de realizar atividades cotidianas. Nesse contexto, destaca-se o papel fundamental do farmacêutico na prevenção do uso excessivo de clonazepam e na promoção de seu uso seguro e responsável. Nesse sentido, os profissionais farmacêuticos devem permanecer vigilantes em relação aos padrões de prescrição e dispensação, identificando sinais de uso abusivo ou inadequado e intervindo conforme necessário. Isso engloba fornecer informações detalhadas ao paciente sobre os riscos e benefícios do clonazepam, orientando-o sobre o uso apropriado da medicação e fomentando a comunicação aberta com o médico prescritor. Além disso, os farmacêuticos podem desempenhar um papel relevante na educação pública acerca do uso seguro de benzodiazepínicos, ressaltando os potenciais riscos associados ao uso excessivo e promovendo o uso responsável dessas substâncias. Outrossim, é possível colaborar com outros profissionais de saúde na implementação de programas de gerenciamento de medicamentos, bem como na promoção de alternativas terapêuticas para pacientes que possam se beneficiar de intervenções não farmacológicas ou de medicamentos alternativos com menor potencial de abuso. CONSIDERAÇÕES FINAIS Dessa forma, conclui-se que o papel do farmacêutico emerge como crucial nesse contexto, exigindo um engajamento proativo na promoção do uso seguro e responsável desses medicamentos. Além disso, a educação pública sobre os riscos associados ao uso excessivo de benzodiazepínicos deve ser amplamente disseminada, visando conscientizar a população e os profissionais de saúde sobre os perigos potenciais. Programas de gerenciamento de medicamentos e alternativas terapêuticas também devem ser desenvolvidos e implementados para oferecer opções mais seguras e eficazes aos pacientes. Em suma, somente com uma abordagem multidisciplinar e colaborativa será possível enfrentar eficazmente os desafios relacionados ao uso abusivo desses medicamentos e garantir uma assistência farmacêutica de qualidade.
Título do Evento
III CONGRESSO NACIONAL DE TRAUMA E MEDICINA DE EMERGÊNCIA
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Nacional de Trauma e Medicina de Emergência
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

XAVIER, Stephany Kennedy Martins et al.. O PAPEL DO FARMACÊUTICO NA PREVENÇÃO DO USO INDEVIDO DE CLONAZEPAM... In: . Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/traumaemergencia/798617-O-PAPEL-DO-FARMACEUTICO-NA-PREVENCAO-DO-USO-INDEVIDO-DE-CLONAZEPAM. Acesso em: 26/05/2026

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