DIVERSIDADE LINGUÍSTICA: MAPEAMENTO DE VARIEDADES NO FALAR NORDESTINO SETENTRIONAL

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2260-6

Título do Trabalho
DIVERSIDADE LINGUÍSTICA: MAPEAMENTO DE VARIEDADES NO FALAR NORDESTINO SETENTRIONAL
Autores
  • Márcia Meurer
Modalidade
Resumo
Área temática
Dialetologia Pluridimensional
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1144493-diversidade-linguistica--mapeamento-de-variedades-no-falar-nordestino-setentrional
ISBN
978-65-272-2260-6
Palavras-Chave
Linguagem, Diversidade, Variação e mudança linguística, Maranhão
Resumo
O presente estudo tem por objeto a descrição da variedade do português falado na região Nordeste, mais especificamente o português setentrional da região centro-sul do estado do Maranhão. O objetivo é identificar marcas linguísticas da variedade nordestina falada pelo grupo topostático na localidade de Grajaú-MA. A hipótese levantada é que, como o estado do Maranhão tem diferentes comunidades etnolinguísticas e que por sua vez propiciam o contato do português com outras variedades, como as línguas indígenas e as variedades faladas nas comunidades quilombolas, desde a sua constituição, pode haver variedades em contato. Na parte centro-sul do estado, com um povoamento mais tardio que o litoral, a partir do século XVIII, se deu pela migração de falantes do português nordestino como os piauienses e baianos, e mais recentemente, na segunda metade do século passado, por migrantes falantes das variedades do português sulista, irradiando-se principalmente do município polo da mesorregião sul-maranhense, Balsas, com a fronteira agrícola sojicultora. Dessa forma, esta pesquisa visa o levantamento de mais dados das variedades do português brasileiro, conforme a divisão dialetal de Nascentes (1953) e Cardoso (2011), por contato intervarietal. Isso permitirá identificar as variedades de base local (norma local) e as variedades migradas, assim como a percepção dos falantes sobre as variedades presentes na comunidade, contribuindo para se compreender as relações sociais e questões étnicas. A localidade de Grajaú-MA foi fundada às margens do rio Grajaú, em 1811, era denominada Porto da Chapada por migrantes da seca oriundos da Bahia e Piauí. Atualmente, a localidade conta com uma população em torno de 70 mil habitantes com histórico de mais frentes de migração local. A pesquisa se fundamenta nos pressupostos teórico-metodológicos da Dialetologia Pluridimensional e Relacional (Radtzke; Thun, 1996) na correlação de suas dimensões e parâmetros linguísticos e extralinguísticos, sobre dados coletados com mais de um participante simultaneamente, e análises de cunho qualitativo-interpretativo. Nesta pesquisa, foram entrevistados 16 participantes, sendo quatro casais topostáticos e quatro casais topodinâmicos nas dimensões diatópico-cinética, diageracional, diastrática e diagenérica para análises relacionais. Os resultados mostram que há presença de variantes linguísticas com características de contato linguístico na dimensão dialingual, isto é, presença de um português de contato na terminologia de Altenhofen (2008). Essa variação linguística do português sofre influência do bilinguismo da população na localidade de Grajaú-MA, uma vez que há forte presença de línguas indígenas no local, como os Guajajaras ou Teneteharas. Entre as variações linguísticas levantadas, e que se distribuem em todos os níveis linguísticos, apresentam-se no nível fonético-fonológico, a nasalidade das vogais orais, no nível semântico-lexical, um vocabulário regional típico da localidade, e no nível morfossintático, a presença de flexão de gênero em adjetivos uniformes, entre outros. O estudo, assim, contribui para se compreender a base da variedade nordestina do português brasileiro, como uma das variedades do Norte, na divisão proposta por Nascentes (1953). E, também como já constatado no sul do Maranhão, na localidade de Balsas (Meurer, 2022), as migrações recentes nessa localidade podem estar gerando variação e mudança de variedades e línguas em contato como resultado desse processo. Portanto, pesquisas linguísticas dessa natureza contribuem para registrar usos linguísticos de variedades que podem estar em fase de desaparecimento.
Título do Evento
Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Cidade do Evento
João Pessoa
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MEURER, Márcia. DIVERSIDADE LINGUÍSTICA: MAPEAMENTO DE VARIEDADES NO FALAR NORDESTINO SETENTRIONAL.. In: Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces. Anais...João Pessoa(PB) UFPB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1144493-DIVERSIDADE-LINGUISTICA--MAPEAMENTO-DE-VARIEDADES-NO-FALAR-NORDESTINO-SETENTRIONAL. Acesso em: 27/05/2026

Trabalho

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