A PERCEPÇÃO E A AVALIAÇÃO SOCIOLINGUÍSTICA DA ALTERNÂNCIA PRONOMINAL ENTRE NÓS VS. A GENTE: DO DESIGN EXPERIMENTAL AOS RESULTADOS PRELIMINARES

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2260-6

Título do Trabalho
A PERCEPÇÃO E A AVALIAÇÃO SOCIOLINGUÍSTICA DA ALTERNÂNCIA PRONOMINAL ENTRE NÓS VS. A GENTE: DO DESIGN EXPERIMENTAL AOS RESULTADOS PRELIMINARES
Autores
  • Yohana Glaziele Da Silva Sales
  • Paulo Henrique Alves da Silva
  • Marcus Garcia de Sene
Modalidade
Resumo
Área temática
Sociolinguística variacionista
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1144475-a-percepcao-e-a-avaliacao-sociolinguistica-da-alternancia-pronominal--entre-nos-vs-a-gente--do-design-experimen
ISBN
978-65-272-2260-6
Palavras-Chave
Percepção sociolinguística, Alternância Pronominal, Design experimental.
Resumo
A compreensão da variação linguística como prática social parte da compreensão da língua em uso, mas não apenas do modo como as pessoas ‘falam’; é preciso incluir o modo como as pessoas percebem e interpretam o que está sendo dito (CAMPBELL-KIBLER, 2006; OUSHIRO, 2015; MENDES, 2018; BERLINCK, BRANDÃO, SENE, 2020). É primordial levar em conta tanto os aspectos da produção linguística quanto a percepção de como diferentes variantes são processadas pelos membros de uma determinada comunidade (CAMPBELL-KIBLER, 2006). Com vistas a verificar a importância de ampliar os modos de interpretação da dinâmica da variação para além da produção linguística, nesta pesquisa intenta-se investigar a percepção sociolinguística da alternância entre “nós” e “a gente” por participantes da Região do Agreste Meridional Pernambucano. Embora a alternância entre essas formas de primeira pessoa do plural já tenha sido amplamente descrita em termos de produção sociolinguística (ARAÚJO, 2016; COELHO, 2006; FOEGER, 2014; LOPES, 1993, 2003, 2007; MATTOS, 2013; MENDONÇA, 2010), poucos estudos se dedicaram ao exame da dimensão perceptual e dos significados sociais que essas formas podem carregar. Com base na premissa laboviana (Labov, 1972) de que os falantes não apenas utilizam diferentes variantes linguísticas, mas também atribuem a elas valores sociais — como prestígio, correção, formalidade ou identidade regional —, é possível investigar tais percepções por meio de testes de reação subjetiva, que permitem mensurar julgamentos implícitos e explícitos sobre as formas linguísticas em circulação. Considerando essa perspectiva e inspirando-se na abordagem metodológica proposta por Freitas, Favacho e Carvalho (2022), esta pesquisa estabelece as seguintes hipóteses: (i) existe a crença de que uma das variantes é mais correta do que a outra?; (ii) “nós” e “a gente” estariam relacionadas a diferentes graus de formalidade?; (iii) os falantes associariam essas formas diferentes graus de escolaridade?; (iv) qual forma os participantes consideram mais presente em seu próprio uso?; (v) haveria estigma associado à forma inovadora “a gente”?; Para investigar essas questões, foram elaborados estímulos pareados com as formas “nós” e “a gente”, gravados por quatro homens da região de Garanhuns-PE, que alternaram o uso das variantes. Os estímulos foram organizados em dois conjuntos (A1 e A2), com base em um design intersujeito (between-subject): os participantes que interagiram com o conjunto A1 não tiveram contato com o A2. Cada par de estímulos apresentava o mesmo conteúdo, alternando apenas a variante usada (ex.: homem 1 – “nós” no A1 / homem 2 – “a gente” no A2). O formulário inclui perguntas metalinguísticas sobre o uso e frequência percebida das variantes, bem como escalas de diferenciais semânticos (Osgood; Suci; Tannenbaum, 1965), com o objetivo de apreender os significados sociais atribuídos às formas analisadas. O experimento será aplicado on-line, por meio da plataforma Google Forms. Espera-se que os resultados apontem para a consolidação de “a gente” como forma pronominal legitimada no uso cotidiano, embora ainda sujeita a estigmatização em contextos de maior prestígio social e formalidade. Além disso, busca-se verificar a existência de uma associação da variante “nós” com falas percebidas como mais formais ou escolarizadas.
Título do Evento
Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Cidade do Evento
João Pessoa
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SALES, Yohana Glaziele Da Silva; SILVA, Paulo Henrique Alves da; SENE, Marcus Garcia de. A PERCEPÇÃO E A AVALIAÇÃO SOCIOLINGUÍSTICA DA ALTERNÂNCIA PRONOMINAL ENTRE NÓS VS. A GENTE: DO DESIGN EXPERIMENTAL AOS RESULTADOS PRELIMINARES.. In: Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces. Anais...João Pessoa(PB) UFPB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1144475-A-PERCEPCAO-E-A-AVALIACAO-SOCIOLINGUISTICA-DA-ALTERNANCIA-PRONOMINAL--ENTRE-NOS-VS-A-GENTE--DO-DESIGN-EXPERIMEN. Acesso em: 27/05/2026

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